Quinta-feira, 29 de Julho de 2010
Finalmente o Museu do Côa - O Museu do Côa vai ser inaugurado na próxima sexta feira, pela ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, concluindo um projecto há muito aguardado

Reciclagem é prioritária
para os portugueses no combate
às alterações climáticas

2009-12-04

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A separação do lixo é a actividade primordial que os portugueses escolhem como forma de combater os problemas climáticos contemporâneos.

Esta conclusão foi revelada por um  estudo encomendado pela Comissão Europeia e realizado pelo Eurobarómetro durante Agosto e Setembro de 2009, em que se pretendia conhecer a atitude dos europeus face às alterações climáticas. De acordo com estes dados, 71 por cento dos portugueses fazem reciclagem, enquanto a média da União Europeia (EU) neste campo foi de 78 por cento.

Em Portugal, a poupança de energia segue-se em segundo lugar, com 55 por cento dos cidadãos a afirmarem que desligam o ar condicionado ou o aquecimento, compram lâmpadas de baixo consumo ou produtos energicamente eficientes, uma prática que na UE assume uma média de 63 por cento.

Relativamente às alterações climáticas, 28 por cento dos portugueses encaram-nas como um dos mais sérios problemas com que o mundo tem que lidar, embora 53 por cento dos inquiridos considerem que esta questão é um problema muito sério.

Falta de empenho da indústria

No que respeita ao papel da indústria na luta contra as alterações climáticas, 64 por cento dos cidadãos nacionais acreditam que não se está fazer o suficiente. Esta perspectiva melhorou face ao inquérito elaborado anteriormente, em Fevereiro, pois nesta altura 74 por cento dos portugueses apontavam que as empresas e indústrias não estavam a fazer o suficiente nesta problemática.

Ainda assim, quando questionados sobre a possibilidade de pagarem mais por formas alternativas de energia, 48 por cento dos portugueses revelaram não saber se estavam dispostos a isso. Por outro lado, 28 por cento não querem pagar mais e apenas 24 por cento admitem gastar mais dinheiro para diversificar as fontes energéticas.

Estes são resultados muito aquém da média europeia, pois ao nível dos 27 estados-membros, 49 por cento dos inquiridos estão dispostos a pagar mais para usufruir de formas alternativas de energia.


Comentários

Wagner V. Melo, em 2009-12-07 às 21:34, disse:
Com relação à reciclagem, deixo aqui um projeto meu para fazer um pouco mais pela sociedade e o meio ambiente:

Novas maneiras de se ver embalagens plásticas. Seja diferente. Faça diferença.

Embalagem plástica pode -
atrair o cliente para o produto ?
ajudar a fidelizar o cliente ?
melhorar a imagem da empresa junto à sociedade ?
ser cultura ?
ser entretenimento ?
ensinar cidadania ?
ensinar valores culturais e sócio ambientais ?
agregar valor a quem vive da sua reciclagem ?
ajudar a minimizar o impacto sócio ambiental do seu descarte ?

Embalagem plástica... existe vida após o consumo ?

Se você respondeu não a uma ou mais das questões acima, está na hora de conhecer
uma nova proposta para a questão das embalagens, proposta esta na forma de uma patente,
“DISPOSIÇÃO CONSTRUTIVA EM RECICLAGEM DE EMBALAGEM PLÁSTICA”,
que visa minimizar os problemas ambientais do seu uso, bem como agregar a elas valores
positivos junto à sociedade em geral.

A patente tem a intenção de criar uma utilização pós consumo para as embalagens, que
poderia ser a formação de um livro, uma revista, revista em quadrinhos, cartilhas educativas,
jogos, figuras colecionáveis, etc, tudo isto já vindo pré impresso na embalagem, que só
teria que ser recortada e montada de uma maneira bem simples e prática, incentivando o
cliente a colecionar as embalagens em vez de descartá-las, o que diminuiria a quantidade
de embalagens no lixo, e manteria a mídia da empresa mais presente e junto ao cliente,
criando nele uma imagem mais positiva sobre a empresa.

Também é intenção da patente agregar valor financeiro à embalagem, para que,
após o consumo do seu conteúdo haja interesse na sua coleta e posterior reaproveitamento,
valorizando-a junto a quem vive ou trabalha com reciclagem de lixo. Uma embalagem com
possibilidades de utilização após seu uso se torna mais atrativa do que uma embalagem
comum, que possui apenas o valor no peso do material plástico de que é feita. Ao recolher
a embalagem, pode-se trabalhá-la na confecção do livro, revista, jogo ou o que estiver
pré impresso na mesma, sendo que a venda deste produto reverteria em maior lucro para
recompensar o trabalho da coleta.

Com o incentivo à manutenção da embalagem na posse do cliente e à coleta das embalagens
que por acaso forem descartadas, obtem-se também um benefício com relação às exigências
cada vêz maiores do governo em relação à necessidade das empresas em darem conta de um
percentual grande e crescente dos resíduos gerados pelas embalagens comercializadas, o que
pode gerar também um ganho financeiro indireto para as empresas.

Ao agregar valor à embalagem após o seu uso, cria-se um incentivo a sua coleta, o que
pode ser estendido a outros materiais descartáveis e reaproveitáveis para a reciclagem;
criado o caminho para se incentivar a coleta da embalagem, outros materiais recicláveis
poderiam se utilizar deste mesmo caminho, criando-se assim um ciclo virtuoso em torno da
coleta e reaproveitamento destes materiais.

Como o número de pessoas que vive da coleta e reciclagem de lixo é muito grande,
a valorização do material que ele coleta irá influenciar positivamente na melhora das
suas condições financeiras, o que pode dar um cunho social à esta proposta, e refletir
positivamente na imagem da empresa.

A utilização das embalagens na formação de livros, feitos de material plástico,
bonitos e duráveis, seria visto como um incentivo a divulgação da cultura, que poderia
ser mais acessível a camadas da sociedade normalmente colocadas fora do circuito cultural.

Uma embalagem com utilização pós uso, torna-se um diferencial no mar de embalagens
comuns, o que pode ajudar na maior visibilidade do produto, na sua venda e na boa vontade
do cliente junto à empresa.


Wagner V. Melo.
w.v.melo@bol.com.br


COSTA-PEREIRA, em 2009-12-07 às 15:45, disse:
Apesar das caracteristicas do nosso povo, para quem o mal sucede sempre aos outros, a verdade é que em termos de reciclagens,estamos actuando favorávelmente,especialmente em termos de escalões etários mais recentes.
As crianças demonstram no dia a dia uma maior preocupação do que os mais velhos.
O problema mais complexo ronda à volta das autarquias,onde impera a vontade de pessoas mal preparadas e não raro de uma falta de sensibilidade total para a temática de protecção do ambiente.

Mas lá vamos menos mal.
Tenham uma boa tarde.

Costa-Pereira


Mário Martins, em 2009-12-05 às 22:08, disse:
Na minha profissão bato-me técnicamente pela reutilização dos materiais, no entanto os interesses falam mais alto, falo-vos dos polímeros que equipam mais de 30%dos acessórios que constituem o automóvel

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