Quinta-feira, 29 de Julho de 2010
Finalmente o Museu do Côa - O Museu do Côa vai ser inaugurado na próxima sexta feira, pela ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, concluindo um projecto há muito aguardado

Admirável mundo subaquático

Trilobis 65 poderá ser casa do futuro

2009-12-05

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Trilobis 65 é auto-sificiente e não poluente
Trilobis 65 é auto-sificiente e não poluente
Os especialistas dizem que a vida começou na água. E com o sucessivo consumo de recursos naturais, segundo o relatório Planeta Vivo – uma responsabilidade da organização WWF, Sociedade Zoológica de Londres e da Global Footprint Network –, precisaríamos de um segundo planeta por volta do ano 2050. E se existisse a possibilidade de nos mudarmos para o mar de forma sustentável?

O Trilobis 65 é um semi-iate e semi-submarino – desenhado pelo arquitecto naval italiano Giancarlo Zema – e apresenta-se como um ambiente habitável, auto-sificiente e não poluente. A construção, em parte submersa, tem 20 metros de comprimento e uma habitação dá para viverem seis pessoas, segundo um artigo publicado no «Obvious».

Cada habitação agrega seis pessoas
Cada habitação agrega seis pessoas
Embora seja uma opção extremamente cara (dois milhões de euros), oferece modernas soluções tecnológicas, e a produção de energia é assegurada por sistemas amigos do ambiente e cujas opções são: células de combustível, energia solar, eólica e diesel. O nome também não foi escolhido ao acaso e deve-se ao facto de a estrutura se parecer com uma trilobite pré-histórica – pequenas criaturas que viveram no mar há 500 milhões de anos.

A construção ainda combina a possibilidade aos moradores de se aglomerarem em torno de um embarcadouro formando pequenos bairros ou comunidades, ou seja, criando uma espécie de colónia insular, com uma vista de 360 graus sub-oceânica. O topo está apenas três metros sobre a água e o último andar, ou seja, a base está 14 metros abaixo. Parte da tecnologia foi desenvolvida em conjunto com a Agência Espacial Europeia, mas não passa de uma proposta, por enquanto.



Comentários

Marcelo Domingos de Souza, em 2010-01-04 às 04:03, disse:
Isso tudo não passa de uma farsa. Uma ideia sem escrúpulos, por que não se preocupam em acabar com a fome no planeta ao invés de gastar tanto dinheiro em uma mentira meramente ilustrada?
Sejam mais racionais, vocês ganham mais erradicando a fome dos paises mais pobres do que gastar milhões e milhões numa invenção sem resultados satisfatórios.


Leonor, em 2009-12-07 às 13:17, disse:
Claro, RAnjos,
Já para não falar na intervenção no ecossistema marinho. Por acaso o senhor arquitecto saberá que quando as placas tectónicas "mexem a valer" elas "mexem" debaixo das águas. Qual deverá ser a segurança dos "pobres coitados" dos multimionários?


RAnjos, em 2009-12-07 às 12:39, disse:
Que impacto terá sobre os ecossistemas marinhos? Estamos a querer invadir habitats que não são por excelencia os adequados à nossa sobrevivência natural! Iremos continuar a contrariar as leis da natureza, que naturalmente nos oferece todas as condições de sustentabilidade e com isso aumentar cada vez mais a irresponsabilidade perante o futuro do planeta?

Leonor, em 2009-12-07 às 11:59, disse:
É incrível como "em prol" de um melhor ambiente se estão a consumir recursos para promover a utopia de uma vida que respeite o ambiente. Reparem bem como para alojar seis pessaos debaixo de água se consomem muitos mais recursos a construir essa habitação, para além de que quando chegar ao fim da vida da tal habitação, se vão ter de gastar ainda mais recursos para reciclar os materiais de que foi feito o engenho. De facto, seria melhor parar por aqui e reflectir sobre o que é realmente bom para o planeta. Este engenho é mais um artefacto para expor na "feira das vaidades" dos protagonistas de um melhor ambiente sem qualquer senso da realidade.

Man, em 2009-12-05 às 17:17, disse:
Mais um produto que se apresenta como autosuficiente e amigo do ambiente, mas, não passa de mais uma mirabolante ideia para consumir recursos de uma forma irresponsável.
Podem juntá-lo ao carro eléctrico e aos actuais paineis solares.


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