Começar a «Alterar a tendência»
ESA apresenta Atlas Ambiental da Europa
e plataforma para rede global sobre clima
2009-12-16
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Intervenção de Volker Liebig (Imagem: Cortesia ESA) |
De forma a apoiar a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, a Agência Europeia do Ambiente (ESA) organizou o evento «Bend the Trend» (Alterar a tendência), para fornecer uma plataforma para uma rede global sobre o clima e apresentar o Atlas Ambiental da Europa (Environmental Atlas of Europe).
O projecto foi desenvolvido em conjunto pela Agência Europeia do Ambiente (EEA), Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) e a ESA. Consiste numa série de pequenos filmes que mostram as significativas alterações no clima através da comparação de imagens de satélite feitas ao longo dos anos e também as diferentes formas como as pessoas respondem a essas alterações.
A ESA forneceu uma variedade de imagens actualizadas, de diversos satélites europeus – que incluem desde rotas de gelo para navios no Mar Báltico até aos rios da Albânia, desde o gigantesco crescimento de plâncton na costa Irlandesa até à redução de área agrícola na Geórgia. O objectivo é ajudar as pessoas a compreender e sensibilizar para os problemas ambientais, científicos e políticos que enfrentamos hoje.
Na abertura do evento, a directora executiva da EEA, Jacqueline McGlade, disse que os mecanismos de gestão dos ecosistemas são a única solução viável para a protecção do meio ambiente a longo prazo, realçando que a informação recolhida pelos satélites é singular para a monitorização dos ecossistemas e a dos satélites da ESA – incluindo a futura missão Sentinel em que a informação estará disponivel gratuitamente – serão cruciais para os gestores de ecossistemas na Europa e no mundo.
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| Plâncton na costa Irlandesa (Imagem: Cortesia ESA) |
Juntar esforços
Volker Liebig, director de observação da Terra, da ESA, fez uma apresentação durante o evento, e disse: “As vantagens que os satélites oferecem são óbvias: somente do espaço temos uma visão global. Medem diversos parâmetros, desde a temperatura superficial do mar até movimentos tectónicos, desde gases na atmosfera até à área de superfície de terra, e muito mais, repetidamente, dia e noite, 24 horas por dia, durante anos. A informação que recebemos do espaço é uma contribuição chave para acompanhar as alterações climáticas.
O responsável da ESA salientou ainda que
“é importante que as várias instituições e pessoas trabalhem em conjunto de forma a combinar a informação recolhida no espaço com a que é captada localmente. E se estas forem associadas a outras fontes, tais como registos históricos do clima e mapas, poderemos compreender melhor as alterações climáticas e aumentar o estado de alerta”.
Uma gama de escolhas a fazer desde foi sugerida ao longo da apresentação: utilizar transportes públicos em vez do automóvel, substituir as férias de avião pela Europa por actividades locais, reduzir os banhos a cinco minutos, utilizar lâmpadas de baixo consumo, fazer refeições sem carne três dias por semana, deixar de utilizar máquinas de secar roupa, reduzir a temperatura das salas e beber água da torneira em vez de engarrafada. Liebig avançou também que planeia, para o próximo ano, reduzir as viagens da organização, substituindo-as por vídeo-conferência e trocar as lâmpadas da sua casa.
Comentários
Caio, em 2009-12-18 às 13:54, disse:
Pois é, os governantes nada querem fazer e nós é que temos que pagar o preço para que não venhamos a perecer!Isabel Ribeiro, em 2009-12-17 às 13:30, disse:
Mas será que todos estas evidências científicas não conseguem demover os governantes mundiais (que estão no seu poleiro e podem dar-se ao luxo de decidir a vida ou a morte dos ecossistemas) de que é preciso travar as Alterações Climáticas, senão vamos ter consequências globais irreversíveis? Milhões já sofrem essas consequências .......