Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010
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«Portugal tem um índice
de confiabilidade fraco»

«Para um país confiável»:
Livro de José Vieira dos Santos

2009-12-17

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Obra lançada hoje no Porto
Obra lançada hoje no Porto
Portugal tem um índice de confiabilidade fraco, do ponto de vista técnico, disse o professor de Engenharia Electrónica José Vieira dos Santos, autor do livro «Para um país confiável», lançado hoje no Porto.

O docente do Instituto Superior de Engenharia do Porto referiu que o índice de confiabilidade de Portugal ronda os 60 por cento, podendo o país estar a caminhar para um "ponto crítico", que seriam os 50 por cento.

O autor explicou que fez uma análise pessoal sobre Portugal usando parâmetros utilizados na área electrónica da confiabilidade, de que é especialista, tendo concluído que a "nota" do país numa escala de zero a vinte caiu de 13 em meados de 2008 para 12 em Fevereiro de 2009.



Vieira dos Santos referiu que "Portugal tem um índice de confiabilidade a rondar os 60 por cento, o que, do ponto de vista técnico, seria mau, seria fraco", afirmou.

Óptica dos Sistemas Confiáveis

José Vieira dos Santos
José Vieira dos Santos
"No cerne deste pequeno ensaio, está a tentativa de olhar para o funcionamento de Portugal pela óptica dos Sistemas Confiáveis, ou Tolerantes a Falhas, que, no essencial, procuram detectar metodicamente anomalias ou falhas de funcionamento e quantificar os custos. Tratá-las é o passo seguinte",
explica o autor no site de apresentação do livro.

No livro, Vieira dos Santos levanta várias questões, nomeadamente sobre se a educação está no bom caminho e se o sistema de governação português, baseado na "trilogia Presidente da República, presidente da Assembleia da República, primeiro-ministro, será bom ou pode tender a incorrer em falhas por si próprio, resultado da forma com está estruturado".

O autor não dá respostas directas às questões, mas aponta fórmulas matemáticas que, em sua opinião, poderão ajudar a controlar erros. "Precisamos de um país tão confiável quanto possível", salientou.


Comentários

Carlos, em 2009-12-23 às 15:23, disse:
O índice tem a ver com o sistema em que vivemos, essa é a realidade. Como poderemos ter confiança em nós no presente ou no futuro, quando o passado recente nos indica o contrário? e só não vê a realidade quem não sabe o que é sobreviver com ordenados mínimos ou abaixo disso e assiste aos maus exemplos que vêm de cima, das supostas elites. Assim o futuro está cada vez mais hipotecado.

Oliveira, em 2009-12-18 às 11:51, disse:
Tanto quanto me parece, o artigo refere-se a confiabilidade "técnica" e não aos aspectos que são considerados no comentário de José Oliveira. Contudo, o conceito de confiabilidade técnica implica, de algum modo, uma confiabilidade mais geral, nas pessoas, nas instituições, nos sistemas de ensino e de justiça, na organização política. Mas não se e antolha que seja uma questão de "pobres" e "ricos", nem uma questão de "fórmulas matemáticas." Será, sobretudo, uma questão de um país - Portugal, obviamente - aprender a gostar de si próprio. Aprender a confiar em si próprio. Esta é a base fundamental e prioritária para atingirmos confiabilidade. Tanto externa como interna.
Oliveira


José Oliveira, em 2009-12-18 às 00:18, disse:
Portugal é um País totalmente controlado pela divisão entre as organizações; Opus Dei, Maçonaria e uma a que chanarei de Politicos entrelaçados nos interesses dos lobbys, portanto encarando o poder como uma oportunidade individual de evolução económica económica. Tudo o mais são jogos de compadrio e interesses Partidários para ir retirando vantagens e tachos, enquanto a justiça estiver politizada e dividida entre a classe dominante; os ricos e poderosos, não haverá forma deste País se revelar minimamente decente e digno duma Democracia Humanizada e os pobres infelizmente serão cada vez mais independentemente da "crise". A corrupção e a falta de valores é a Moda deste século" Os ricos são inteligentes, os pobres são os parvos, no meio estão os convencidos que irão ter uma oportunidade e pouco importa o que terão de fazer e qual o preço. Este é o caminho deste País sem vergonha e borrado com medo de gritar ou fazer algo mais para mudar. Os jovens desempregados querem é festas a criminalidade apenas um modo de vida, depende do ponto de vista. Hoje ser juiz não faz muito sentido não é um cargo assim tão digno de credibilidade porque o sistema protege os ricos e a lei os criminosos.

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