Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010
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Aquacultura extensiva
e semi-intensiva em Portugal

SEACASE revela resultados dos seus planos
de trabalho a 19 de Janeiro

2009-12-21
Por Carla Sofia Flores

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O projecto SEACASE, promotor da sustentabilidade dos sistemas de aquacultura no Sul da Europa, vai realizar um Workshop Nacional a 19 de Janeiro, que visa revelar os resultados dos seus planos de trabalho.

Dedicado ao tema “Aquacultura extensiva e semi-intensiva – policultivo, o caso de estudo português”, este workshop incidirá sobre o que foi “desenvolvido em Portugal nos vários casos de estudo que fizeram parte do projecto, e na sua avaliação socioeconómica”, adiantou ao Ciência Hoje Maria Teresa Dinis, coordenadora científica do referido projecto.

Deste modo, vários especialistas abordarão temas relacionados com a aquacultura, como o policultivo, os indicadores de qualidade, a avaliação socioeconómica do sector, os códigos de conduta e certificação, a legislação europeia para a aquacultura biológica e a possível valorização dos produtos aquícolas do semi‐intensivo. O workshop culminará com um plenário que pretende responder à questão “Como criar valor acrescentado aos produtos da aquacultura semi‐intensiva?”.

Com o objectivo de contribuir para a avaliação da estratégia e para o desenvolvimento da manutenção dos sistemas de produção extensivos e semi-intensivos, este workshop, que terá lugar no Hotel Porta Nova, em Tavira, juntará investigadores, aquacultores, estudantes, entidades oficiais e outros interessados na problemática da aquacultura em Portugal.

Aquacultura atravessa "período difícil"

Relativamente à panorâmica desta actividade no nosso país, Maria Teresa Dinis considera que actualmente a aquacultura atravessa “um período difícil”, resultante da “concorrência em termos de preços com a Grécia, Espanha e Turquia, das espécies aqui produzidas, o robalo e a dourada”, visto que os custos de produção das metodologias utilizadas em Portugal são superiores aos daqueles países.

De acordo com a especialista, a resolução deste problema de competitividade passa por comprovar “que os peixes destas metodologias de cultivo têm características de qualidade que os diferenciam dos sistemas intensivos”, o que “poderá ser um valor acrescentado, e como tal, o preço de mercado poderá ser superior”.

A participação neste workshop organizado pelo Centro de Ciências do Mar do Algarve, parceiro do SEACASE, é gratuita, embora a inscrição seja obrigatória até dia 12 de Janeiro de 2010.


Comentários

Roque Bata, em 2010-01-21 às 09:23, disse:
Bom dia,

sou proprietário de um terreno de 4.5 Hectares em Moçambique, junto de uma albufeira e gostraia de obter mais informações sobre Aquacultura.


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