Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010
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Google condenado a pagar multa a grupo editorial francês

«La Martinière» vai receber 300 mil euros por decisão do Tribunal de Grande Instância de Paris

2009-12-21

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Das estantes para o computador, o Google sonha criar  <br> uma gigantesca biblioteca digital
Das estantes para o computador, o Google sonha criar
uma gigantesca biblioteca digital
A empresa norte-americana Google, uma das mais importantes do universo da Internet, foi condenada a pagar uma multa de 300 mil euros por digitalizar extractos de livro sem consentimento dos seus editores para o seu serviço «Google Books».

A Google está agora proibida pelo Tribunal de Grande Instância de Paris de digitalizar qualquer texto sem autorização prévia. A multa será para cobrir os "prejuízos" grupo que fez a denúncia «La Martinière», que controla a editora «Éditions du Seuil».

A Google França já anunciou que vai recorrer a decisão por considerá-la prejudicial ao público. No comunicado difundido pela empresa, afirma-se que o grupo está em “desacordo com a sentença do juiz.

“Os leitores franceses enfrentam agora uma ameaça de perder o acesso a uma grande quantidade de conhecimentos e assim ficar atrás dos restantes utilizadores de Internet”, diz.

O tribunal adverte que se a empresa não cumprir a sentença terá de pagar 10 mil euros por cada dia de incumprimento. Este projecto do Google, que pretende transformar-se numa grande biblioteca digital tem tido uma vida atribulada devido à questão dos direitos autorais.

A empresa firmou um acordo com as associações de editores e autores «American Publishers» e «Authors Guild» que lhe permite disponibilizar extractos de milhões de livros e vender cópias digitais. Disponibiliza também livros que não estão já protegidos.

Comentários

Fernando Pinto, em 2009-12-28 às 20:00, disse:
Acho lamentável a decisão proferida condenando o Google. Somente quem não conhece o Google books acredita em violação dos direitos autorais - somente trechos dos livros são publicados, juntamente com informações valiosas sobre a obra, o autor e as editoras, permitindo o conhecimento de obras que podem, então, ser compradas pelos interessados. Perdem principalmente os internautas e pesquisadores franceses.

Dinarte M. A. Pimentel, em 2009-12-26 às 23:54, disse:
Então os direitos de autor já não valem nada?? E se alguém violasse as criações e direitos registados da empresa Google, será que ela ficaria quietinha? O interesse da google não é a limitação do "acesso a uma grande quantidade de conhecimentos" para todos, mas sim o lucro próprio. Se a google está muito preocupada com isso, que pague pelos direitos de autor e ofereça a informação de graça. Ah mas assim... Pois, pois.
A condenação está muito bem dada. Até deveria ser mais, só pela prepotência e desrespeito. Uma empresa grande como a Google deveria dar o exemplo. Só a pirataria que é efectuada por todos nós os pequeninos, já causa estragos suficientes, a quem produz conteúdos e precisa ver valorizado o seu esforço.


Filipa Couto, em 2009-12-25 às 12:09, disse:
Concordo plenamente, mas por outro lado, temos de ter a vaga consciência de que só deve ser publicado o que recebe autorização prévia.

João Guilherme, em 2009-12-24 às 20:27, disse:
Deixemos o preconceito para analisar esta situação.
1º A ação da Google é muito positiva pois dá acesso a todo o mundo à cultura sem grandes custos. 2ºApesar de muito bom, este processo tem que respeitar as leis, que não permitem esta ação. 3º Resolução: as entidades responsáveis (ministérios) terão que analisar prós e contras e atualizar a legislação para esta, entre outras, nova situação, óbviamente de grande interesse para todos. Chama-se a isto "evolução".


Ana, em 2009-12-24 às 17:35, disse:
Já lá foi o tempo em que os livros eram pagos e repagos. É lógico que os autores e editoras queiram ver retribuido o valor que empregaram em tempo, material e conhecimento, no entanto, alguns desses livros chegam a dar receitas muito acima do que seria razoavel. Agora com a internet, nem serão neccessários gastos com papel. Enfim, sejam coerentes senhores editores, deixem que os prosósitos sejam justos. Eu sou a favor da informação acessivel a todos os que querem evoluir. O que iram fazer com a informação já é problema de cada um. Entrámos na era da informação, já nada pode parar esta evidência.
Que avance a evolução, mas com sabedoria!


Marcia Rodrigues, em 2009-12-22 às 11:20, disse:
As coisas mudaram.. as empresas precisam encontrar novas fórmulas.. agora a informação está socializada num movimento natural, não dá pra segurar mais essa revolução. E o Google entendeu o recado muito bem!

Fátima Morais, em 2009-12-21 às 21:41, disse:
É lamentável que o Tribunal condene uma empresa, que pretende que a cultura chegue a quem não tem dinheiro para comprar livros.

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