Quinta-feira, 29 de Julho de 2010
Finalmente o Museu do Côa - O Museu do Côa vai ser inaugurado na próxima sexta feira, pela ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, concluindo um projecto há muito aguardado

Casa do tempo de Jesus encontrada em Nazaré

Pela primeira vez uma escavação arqueológica revela habitação desse período

2009-12-22

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Yardenna Alexandre dirige os trabalhos
Yardenna Alexandre dirige os trabalhos
Mesmo na semana em que se comemora o Natal, arqueólogos israelitas descobriram uma casa em Nazaré da época em que terá vivido Jesus. A Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI), que conduz a escavação, anunciou a descoberta afirmando em comunicado que o achado pode “trazer novas informações sobre o modo de vida na época de Jesus”.

Os restos foram descobertos perto da Igreja da Anunciação, no coração de Nazaré, onde os cristãos acreditam que Jesus passou sua infância.

Esta é a primeira vez que uma escavação revela uma habitação datada do início do período romano naquela zona. A escavação estava a ser realizada para a posterior construção de um centro religioso da Associação Maria de Nazaré.

Escavação ao lado da Igreja da Anunciação <br> [foto: Assaf Peretz, AAI]
Escavação ao lado da Igreja da Anunciação
[foto: Assaf Peretz, AAI]
O edifício encontrado é pequeno e modesto, muito parecido com as outras habitações desse mesmo período, explica a arqueóloga Yardenna Alexandre, directora da escavação. Até agora já tinham sido encontrados alguns túmulos dessa época, mas restos de povoados desse período são inéditos.

A casa tem dois quartos e um pátio, onde existe uma cisterna para a água da chuva. Alguns artefactos foram também descobertos dentro da casa, principalmente fragmentos de vasos em cerâmica.

Em 1969 a Igreja da Anunciação foi construída no sítio identificado pelos católicos como o local onde morava Maria. Foi construída em cima de três igrejas anteriores, a mais antiga das quais do período bizantino (século IV). No meio dessas igrejas existe uma cave que, segundo uma crença antiga, teria sido a casa da família de Jesus.

Comentários

manoel alexandre, em 2010-07-22 às 22:19, disse:
acho que qualquer objeto encontrado é de grande valia para humanidade e geraçoes, e deve ser colocado em museu em belem,para que as pessoas vejam...

Brissos Lino, em 2009-12-27 às 19:34, disse:
Embora pense entender o que o comentário anterior pretende afirmar, discordo frontalmente que Fé e Razão sejam incompatíveis. Isso é puro preconceito. Quando entendidas e vividas de forma inteligente são companheiras de jornada.

Filipa Couto, em 2009-12-25 às 12:12, disse:
Sem dúvida que os factos históricos me fascinam, no entanto existem tantas descrições subjectivas que merecem ser investigadas e "desembrulhadas" até ao mais profundo "ponto escondido". Estas escavações podem trazer tantas informações para a Humanidade.

Rogerio Ferreira, em 2009-12-23 às 22:33, disse:
Descobre-se um osso ou um caco e todos protegem a zona, com unhas e dentes... descobre-se a desflorestação e todos dizemos "pois é, é muito mau", mas ninguém vai proteger a natureza com unhas e dentes. No entanto, com o devido respeito pelos arqueólogos e por todos religiosos, acho que não interessa ao Mundo este genero de descobertas, estamos saturados de informações inuteis para os problemas actuais.

Fernando Wintermantel, em 2009-12-22 às 21:02, disse:
Não existe qualquer facto histórico que comprove a existência da personagem de Jesus conforme é descrita na Bíblia.
Existem sim "crenças", isto é, gente que tem "fé", que faz fé nos relatos que constam do Novo Testamento, conforme outros crêem no Alcorão, nos Vedas e em inumeráveis textos "sagrados", povoados de um sem número de figuras igualmente detentoras da verdade.
Efectivamente, acreditar é do foro individual, já a História é um património colectivo fruto do exercício da razão, devendo ser estanque a quaisquer tentativas de justificação científica das religiões, empresa que configura um absurdo de consequências terríveis.
A História mostra que a fé e a razão são incompatíveis, a exemplo da água e do azeite, e de cada vez que o Homem tenta misturá-las vê surgir a barbárie e a matança, validadas por um Deus que comunicou a sua vontade apenas aos seus eleitos, deixando de fora o resto da Humanidade, agora intimada por aqueles a submeter-se aos seus interesses dissimulados de “vontade divina”.


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