Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010
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2009 foi ano de ouro
para o desenvolvimento nanotecnológico em Portugal

Braga ganhou o centro ibérico de investigação
em nanotecnologia

2009-12-23

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O ano de 2009 viu nascer em Braga o Instituto Ibérico de Nanotecnologia (INL) , ao abrigo de uma parceria ibérica pioneira. O laboratório entra em 2010 em fase de instalação e contratação e só ao longo do ano deverá estar a funcionar em pleno.

A inauguração deste  centro ibérico de  investigação em nanotecnologia, a 17 de Julho, mereceu honras de Estado, contando com a presença do rei de Espanha e do Presidente da República Portuguesa, bem como dos chefes de Governo e dos ministros da Ciência dos dois países.

Com um investimento inicial de 100 milhões de euros, assegurado por Portugal e Espanha, e um investimento anual de 30 milhões de euros, o instituto deverá ter 14 mil metros de área laboratorial, num edifício de 20 mil metros quadrados, estando prevista a contratação de 200 investigadores de Portugal e Espanha.

Questionado no início do mês sobre a evolução do instituto, o ministro da Ciência e Tecnologia, Mariano Gago, garantiu que já estão a ser instalados vários equipamentos laboratoriais, estando, em simultâneo, a decorrer o processo de contratação de cientistas. Estão também em preparação parcerias com universidades portuguesas e espanholas.

"Explosão" no desenvolvimento de empresas

Na altura, o governante antecipou que o laboratório vai provocar "uma explosão" na criação e crescimento de empresas na Região Norte. "O facto de se concentrar no Instituto Ibérico da Nanotecnologias muita capacidade de engenharia e de tecnologias vai atrair muitas empresas a esta Região e expandir as muitas que já existem", declarou, frisando que "falar de nanotecnologias não é futurismo é falar de actividades do dia-a-dia".

Mariano Gago
Mariano Gago
Mariano Gago salientou que "o futuro passa pelas nanociências em áreas como a dos medicamentos, nomeadamente para muitas terapias de combate ao cancro, pelas tintas e corantes, pelo desenvolvimento de materiais e superfícies, da nanoconservação dos alimentos e da preservação do ambiente". Deste modo, há já várias técnicas desenvolvidas nestes domínios e outras em fase experimental e de desenvolvimento científico.

Em Portugal e sobretudo na região minhota, "existem já muitas empresas que utilizam técnicas nanométricas para fabricação e que já não podiam funcionar sem essas técnicas, algo que não acontecia há dez anos", acentuou o ministro. São esses os casos dos têxteis avançados, das tintas, dos kits ambientais, de certos aspectos da medicina, dos diagnósticos e dos materiais, e da indústria automóvel.

Rui Lobo, um dos pinoeiros da criação dessa tecnologia em Portugal explicou que “estas aplicações começaram por ter um impacto muito grande na área da medicina, mas também dos materiais, da electrónica e evidentemente que se pensa que também vai ter a nível da informática, das energias limpas, da biologia".

Para o especialista, no futuro qualquer tipo de indústria de base tecnológica deverá incorporar conhecimentos na área da nanotecnologia, que exige conhecimentos de Física, Química, Matemática e Biologia.


Comentários

Antoscar, em 2009-12-29 às 17:05, disse:
Portugal precisa de se desenvolver em todos os meios da Ciência e tecnologia; podendo num futuro próximo acolher inúmeros portugueses espalhados pelo mundo. Portugal é o centro do mundo, nos mapas, e nos países mais desenvolvidos. Devemos aceitarmos como filhos da Pátria. Até que as ideias e invenções que eles fizeram em outros países podem ajudar Portugal com mais rapidez.

Carlos Caravela, em 2009-12-24 às 17:49, disse:
Deseja-se todo o sucesso ...

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