Fundação Champalimaud
abre centro de cancro em 2010
Contacto entre cientistas e clínicos é o ponto forte desta estrutura que funcionará em Lisboa
2009-12-30
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Raghu Kalluri, responsável pela área oncológica do centro |
O Centro de Investigação da Fundação Champalimaud vai abrir em Lisboa uma área dedicada às neurociências e ao cancro. Esta terá como missão aplicar os resultados da investigação aos doentes que ali serão também acompanhados. O responsável pela área oncológica do Centro, que abrirá em Outubro de 2010, Raghu Kalluri, explica que parte do edifício será dedicada à prevenção e tratamento clínico.
Leonor Beleza, presidente da Fundação, acredita que o “ponto crucial no avanço do conhecimento e domínio das doenças” é o contacto entre cientistas e clínicos, sendo esta a aposta do novo centro da instituição.
Segundo Kalluri, 50 por cento dos oncologistas serão médicos e a outra metade cientistas. Estes estarão concentrados na investigação básica, mas também na clínica.
“Inicialmente, o foco estará nas áreas do cancro da mama, do urológico, do reprodutivo, do pulmão e da pele”, explica o cientista da Harvard Medical School, acrescentando que futuramente haverá expansão destas áreas.
“A missão central é ter investigação com propensão para tratar os nossos doentes. Tal possibilita explorar estratégias inovadoras de terapias e conduzir ensaios clínicos”.
Na clínica haverá especial atenção às metástases. A investigação será direccionada para decifrar os mecanismos moleculares e a genética que lhe está associada, com foco no diagnóstico, prevenção e tratamento.
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Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud |
A Fundação Champalimaud vai investir vários milhões de euros para iniciar esta operação e nos próximos anos espera usar mais actividades de recolha de fundos e subsídios da União Europeia para sustentar e fazer crescer o projecto.
Os recursos humanos, como oncologistas e radiologistas, foram inicialmente procurados através de anúncios no
«New England Journal of Medicine» e na revista
«Lancet», duas prestigiadas publicações científicas.
O objectivo é recrutar os
“melhores de qualquer parte do mundo”, mas também há especial interesse em conseguir os melhores portugueses, explica Kalluri.
Prestigiados investigadores como o próprio responsável (da Beth Israel Deaconess Medical Center e da Harvard Medical School), Lyden (da Cornell University Weill College of Medicine, Nova Iorque) e Kang (da Universidade de Princeton) terão laboratórios no centro.
Sublinhando que a principal missão do centro é
“cuidar do paciente, a investigação e o ensino”, o responsável espera que as três áreas se combinem numa efectiva estratégia para tratamento dos pacientes.
Comentários
José Pedro Amaral, em 2010-07-29 às 16:46, disse:
É impressionante como um homem que foi tão mal tratado pelos regimes pós 25 de Abril tem a humildade de deixar em testamento ao país e ao povoo que tão mal o tratou um legado desta natureza.
É uma verdadeira Lição de humildade e de Humanidade!Carlos Alberto, em 2010-01-05 às 11:58, disse:
Bom Dia!
Bem haja à Fundação Champalimaud, e aos seus responsáveis,pela directiva da criação de um centro de estudos.
Solicito-vos que oportunamente , alarguem a esfera de acção da investigação , a outros órgãos , além dos já descritos.
Por exemplo , sugiro o cancro do INTESTINO/ cólon rectal e associados.
Obrigado!
Bons estudos!
Feliz ano novo 2010.
Carlos ALberto
Porto, 2010.01.05.
Terça-Feira, 10,56horasFernando Jardim, em 2010-01-04 às 17:12, disse:
Depois de trabalhar tantos anos numa empresa do então Grupo Champalimaud, é gratificante saber que o trabalho de tantos milhares de trabalhadores que por lá passaram está também a ser investido num domínio onde há tanto sofrimento e perdas de valiosas vidas. Só posso desejar os maiores êxitos e resultados nessa tarefa.