Quinta-feira, 29 de Julho de 2010
Finalmente o Museu do Côa - O Museu do Côa vai ser inaugurado na próxima sexta feira, pela ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, concluindo um projecto há muito aguardado

Concurso dos 0 aos 100 - Histórias de Cientistas

De 1 de Fevereiro a 30 de Abril

2010-01-29

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A Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (CNCCR) e o jornal Ciência Hoje (CH), decidiram lançar um concurso designado por “Dos 0 aos 100 – Histórias de Cientistas”, numa iniciativa conjunta que tem em vista a divulgação da história e património científico da República, recordando acontecimentos, realizações alcançadas em diversos campos científicos e, mais concretamente, evocando os seus protagonistas.

Saiba tudo o que precisa para concorrer


Esta iniciativa enquadra-se no eixo programático República e Ciência, que pretende dar a conhecer e valorizar a história da ciência e da tecnologia e assim fomentar uma cultura científica de base histórica, entendida como instrumento de progresso político, económico e social.

O desafio, lançado a todas as famílias, privilegiando a criatividade dos trabalhos, consiste na elaboração de biografias de cientistas portugueses da República, valorando, nos termos do Regulamento, aqueles cuja actividade foi particularmente relevante durante a  I República, incluindo todas as áreas da ciência, sem esquecer as ciências sociais e humanas.

 Poderá consultar algumas sugestões na lista de cientistas anexa (esta lista é apenas indicativa e refere-se apenas ao período da I República):

Consultar regulamento em anexo.



Comentários

Mário, em 2010-02-01 às 12:15, disse:
Excelente ideia. É útil e necessário que se descubram as personalidades e os conhecimentos produzidos entre nós. Um forte aplauso.

Porém, é lamentável que o regulamento criado em vez de estimular a qualidade da pesquisa e do trabalho realizado a propósito dos cientistas se foque na primeira república (porquê?); dê azo a alguma imaginação, para não dizer batota, na constituição das equipas; e impeça uma escolha mais livre de cada equipa do conjunto de personalidades a biografar: porquê o critério de local de nascimento?

A equipa que trabalhou neste regulamento tem as melhores intenções, nota-se isso, mas falta-lhe experiência e maturidade neste tipo de organizações.
Apesar disso, os resultados vão ser muito bons. Boa sorte!


Miguel A. Reis, em 2010-02-01 às 11:33, disse:
Acho os comentários de Jorge Rezende bastante pertinentes e objectivos. Gostaria contudo de acrescentar o seguinte.
Que objectivos se quer atingir?
A "elaboração de biografias de cientistas portugueses da República" , não é certamente, pois quem conhece a vida e obra dos grandes cientistas não são as famílias, mas sim os que de perto convivem, ou conviveram, com esses grandes cientistas. Nestes englobam-se por exemplo estudantes e amigos, mas acima de tudo, e normalmente, um conjunto bastante restrito de pessoas. Como é que as "famílias" poderão ter acesso há boa informação? Claro que compreendemos todos que há famílias com acesso a essa informação, mas estamos a comemorar e promover a democracia, a liberdade e o pluralismo, ou em vez disso o que interessa é promover o feudalismo e as "famílias históricas"?


Jorge Rezende, em 2010-01-29 às 11:13, disse:
Acho o Regulamento muitíssimo restritivo o que vai prejudicar a qualidade dos trabalhos finais. Saliento os seguintes pontos:

1. «As biografias dos cientistas com actividade relevante na I República terão uma valoração de 3 pontos».
Os primeiros bolseiros no estrangeiro que beneficiaram das leis da República, regressaram a Portugal nos anos 30, já depois do 28 de Maio. O prazo aqui estipulado devia ser até 1947.

2.«Equipas de quatro elementos com laços familiares entre si, sendo que um deles terá obrigatoriamente menos de 18 anos e um outro mais de 65.»
Esta restrição é muito discutível.

3. «Cada equipa só pode escrever sobre cientistas da região (aqui entendida como distrito) onde os seus elementos tenham nascido. A título de exemplo salienta-se que só pode escrever sobre Egas Moniz (Avanca) quem tenha nascido no distrito de Aveiro mesmo que more noutra localidade do País.»
Aqui os cientistas que nasceram no estrangeiro (como António Aniceto Monteiro) ou em distritos pequenos ficam muitíssimo prejudicados. Que distritos tinha a «África Ocidental Portuguesa»? Pode-se escrever sobre António Aniceto Monteiro? Tem que se ser de Namibe?


Fiama, em 2010-01-28 às 12:41, disse:
Tô dentro, mas... Regulamento em anexo...?
Não vi.


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