Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010
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Neurónios criados
a partir de células da pele

Estudo sobre Medicina regenerativa
publicado na «Nature»

2010-01-28

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Um estudo, publicado ontem na revista «Nature», abre novas portas para que um dia seja possível retirar uma amostra da pele de um paciente para transformar células em tecido, para transplantes referentes a tratamento de doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer, ou para a cura de lesões de coluna e muitas mais.

Irv Weissman, director do Instituto de Células Estaminais e Medicina Regenerativa, da Universidade de Stanford – onde a investigação foi desenvolvida –, descobriu o primeiro tecido de células estaminais e ajudou a desenvolver novos tratamentos, usa-as para formar sangue puro e células estaminais de músculos do coração, que poderão ser usadas para tratar doenças cardíacas e do sistema sanguíneo.

O investigador conseguiu, a partir de células comuns da pele de ratos, transformá-las em neurónios e, segundo o cientista, são “totalmente funcionais” e “podem fazer todas as coisas principais que os neurónios fazem no cérebro”.

O artigo refere que para a experiência apenas foram usados três genes, para transformar as células cutâneas directamente em neurónios a que deram o nome de "células neuronais induzidas".

Células-tronco


Contudo, Weissman admitiu a um diário norte-americano que foi um processo “de alto risco”, por “não ter a certeza se iria funcionar”. Até agora, os cientistas consideravam que era necessário fazer as células regredirem a um estado mais primitivo antes que elas pudessem mudar de direcção.

Um dos grandes focos da Medicina regenerativa tem sido as ‘células-tronco’ embrionárias humanas, que têm a capacidade de criar qualquer tipo de tecido do organismo, mas o uso é ainda restrito e polémico.

Já trabalhos anteriores de Weissman, em ratos, puderam ser repetidos em humanos numa questão de meses. Entretanto, a sua equipa já está a tentar fazer o mesmo com células humanas.


Comentários

Margareth Brunharo, em 2010-02-02 às 20:08, disse:
Tenho esperanças de que poderei ver meu filho andando. Esse sonho é meu e, naturalmente, dele. Bruno Rafael teve paralisia cerebral que afetou sua coordenação motora, mas, graças a Deus, ele é perfeitinho em tudo. É uma benção. Ele deseja muito andar e está sempre atento a todas as descobertas.
Vamos aguardar.


Fernando Henriques, em 2010-01-31 às 14:20, disse:
tenho acompanhado a evolução das pesquizas sôbre regeneração de lesões cerebrais. gostaria de me manter atualizado sôbre estes assuntos, poi meufilho apresenta grave lesão cerebral :
CID10-F78
G.93.4
CID10G82.4
CID10G40.1


Armando Paulino, em 2010-01-30 às 11:41, disse:
Eu gostaria muito de ver esses resultados dessas pesquisas, agindo na prática, salvando essas pessoas que sofrem desse mal terrível que é o mal de Parkinson.

joao sousa, em 2010-01-29 às 13:32, disse:
Diariamente,de todos os lados,notícias científicas!Pensativo,questiono-me se, com os meios hoje existentes, não seria mais eficaz, um relacionamento científico de cooperação global "on line".Estou convicto de que muito se está já a fazer.Todavia, por várias razões,calculo não ser fácil dar o 1º lugar ao interesse da humanidade.Parabéns à Classe Científica pelo empenho naquele sentido.

zé dos anzois, em 2010-01-29 às 13:27, disse:
vale a pena pensar que ser inteligente nao e defeito.
abaixo o politicamente correcto.


Tiago Outeiro, em 2010-01-29 às 09:33, disse:
Este é, sem dúvida, um estudo extremamente promissor! Se conseguirmos utilizar células estaminais para repovoar as zonas do cérebro que são destruidas em doenças como Parkinson e Alzheimer, isso poderá permitir, pelo menos, travar a progressão da doença.
Mas, mais uma vez, há ainda grandes desafios, nomeadamente o de sermos capazes de fazer com que os novos neurónios que possam ser introduzidos no cérebro possam re-estabelecer os circuitos neuronais previamente existentes. É um grande desafio, mas na ciência não há impossíveis!


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