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Quinta-feira, 29 de Julho de 2010 ![]() |
Finalmente o Museu do Côa
- O Museu do Côa vai ser inaugurado na próxima sexta feira, pela ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, concluindo um projecto há muito aguardado
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Cérebro de quem se vê feio funciona de modo diferenteDoença mental impede os indivíduos de reconhecerem o próprio rosto frente ao espelho2010-02-03
Não é complexo nem falta de auto-estima. É sim uma doença psiquiátrica que afecta de um a dois por centro a população. Um estudo acaba de comprovar que os cérebros destes indivíduos têm uma percepção díspar quando contemplam o próprio rosto. Conhecer o que ocorre exactamente na cabeça de quem sofre da patologia é vital para ajudá-los a deixar para trás a angustia que lhes gera a sua aparência. Muitos pacientes são incapazes de ter uma vida normal − metade requer hospitalização em algum momento da vida e 25 por cento tenta suicidar-se. A investigação publicada na última edição da Archives of General Psychiatry comparou as áreas cerebrais que se activavam em 17 pessoas afectadas e noutras 16 saudáveis enquanto observavam uma fotografia de si próprios e outra de um actor famoso. Com o objectivo de apurar mais um pouco a análise do processamento visual, os cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, mostraram imagens digitais em três resoluções diferentes: normal, um formato que ressalta os detalhes (manchas, perfil de nariz e olhos e cabelo, por exemplo) e uma configuração onde apenas se percebe a relação espacial entre as diferentes partes da cara e a forma desta. Actividade cerebral particular A ressonância magnética funcional, que permite observar em tempo real as zonas cerebrais que se activam com a realização de uma actividade concreta, foi o método escolhido para a análise dos testes.
Pelo contrário, quando se mostrava, aos indivíduos doentes, um retrato não alterado e aquele onde unicamente aparecia o contorno facial, registava-se uma hipoactivação das regiões cerebrais implicadas neste processo. Rosto sem informação Estes padrões anormais de activação provam que as pessoas com a doença têm dificuldades em extrair informação de um rosto. “Estes indivíduos percebem fundamentalmente os detalhes e têm danificada a capacidade de os contextualizar dentro de um conjunto”, afirmam os autores. Os resultados deste trabalho mostram certas semelhanças com a actividade cerebral observada em pacientes com transtorno obsessivo-compulsivo. Existe a hipótese de ambas as patologias respondem a mecanismos neurológicos idênticos. Comentários |
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