Quinta-feira, 29 de Julho de 2010
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Lula vampira do inferno consegue revirar-se

Imagens registadas pelo Monterey Bay Aquarium Research Institute

2010-02-05

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Um Vampyroteuthis infernalis (nome científico), também chamado de “lula vampira do inferno” – por ter tentáculos em formato de uma capa de vampiro –, foi registado pelo Monterey Bay Aquarium Research Institute, num vídeo publicado online pela National Geographic, e tem uma capacidade algo peculiar – consegue revirar-se de baixo para cima e vice-versa.

Este cefalópode vive em regiões abissais e apesar de se encontrarem poucos, já foram registados alguns exemplares no Atlântico, Pacífico e Índico e não é considerada uma espécie em vias de extinção. Vive em regiões profundas do oceano, onde a quantidade de oxigénio é baixa, e tem um metabolismo muito reduzido, estando perfeitamente adaptado a uma vida de predador de pequenos animais, pouco activo, e que economiza a energia ao máximo.

Tem órgãos bioluminescentes
Tem órgãos bioluminescentes
Este animal tem uma consistência gelatinosa e muito pouca massa muscular, pelo que durante muito tempo se julgou que não nadaria e se deixaria arrastar, tal como as medusas. No entanto, nadam com bastante velocidade com as abas semelhantes a barbatanas e têm a capacidade de se revirarem.

A lula vampira do inferno tem órgãos bioluminescentes, dispersos no corpo (excepto na "capa") que são utilizados para camuflagem. A luz do Sol, à superfície, faz com que nas profundezas, se assemelhe a um céu estrelado.

Vilem Flusser chegou a dedicar uma das suas obras a este ser marinho, com o mesmo nome (Vampyroteuthis infernalis). O filósofo elegeu uma criatura que se encontra nas antípodas da condição humana, para funcionar como figura de uma ficção sobre o homem e seu mundo cultural-tecnológico. O livro nunca foi traduzido para português.


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