Receba as notícias:

Novos tipos de diamantes encontrados em meteorito

Investigadores descobriram acidentalmente este material quando poliam pedaços do Haverö

2010-02-05
Uma das zonas de carbono do Haverö
Uma das zonas de carbono do Haverö
Foram descobertos dois novos tipos de diamantes mais duros do que os que se formam na Terra. A equipa de investigadores achou este material no meteorito Haverö, que caiu na Finlândia há 39 anos. O estudo vai ser agora publicado na revista «Earht and Planetary Science Letters».

Este achado acidental aconteceu quando a equipa, dirigida por Tristán Ferroir, da Universidade de Lyon (França), estava a polir o pedaço do meteorito com pasta de diamante.
Durante o polimento do meteorito, os investigadores encontraram pontos carregados de carbono sobre a superfície. Estas zonas revelaram-se mais duras do que a pasta que estavam a utilizar.

O investigador Changfeng Chen, da Universidade de Nevada (Las Vegas), explica, em declarações ao «Discovey Channel», que quando ocorre um impacto, as camadas de grafite dos asteróides podem formar zonas muito resistentes na superfície.

O que aconteceu com o Haverö foi que as camadas de grafite devem ter aquecido o suficiente para criar laços entre elas, que é exactamente a fórmula que se utiliza para a fabricação de diamantes.

A equipa analisou os cristais com instrumentos de alta precisão o que permitiu confirmar que se tinha encontrado um novo polimorfo de carbono, assim como um tipo de diamante que se procurava há décadas mas que nunca se tinha encontrado na natureza.

Esta mostra é mais dura do que os diamantes regulares. No entanto, devido ao seu tamanho diminuto, não pode ser comparada aos diamantes ultra duros que se fabricam artificialmente. Ainda assim, os cientistas acreditam que a descoberta pode ajudar a criar diamantes artificiais ainda mais duros.

Artigo: Carbon polymorphism in shocked meteorites: Evidence for new natural ultrahard phases

Marco Cunha
2010-02-05
20:37
os aclamados "superdiamantes" já conseguem ser reproduzidos em laboratório! o grande problema da génese dos diamantes, segundo o ponto de vista geoquímico, seria a necessidade de temperaturas e pressões elevadas para a sua formação e, na natureza ainda é necessário que os quimberlitos (rocha-mãe dos diamantes) tenha uma ascensão muito rápida até ao nível freático, onde ocorre uma explosão com o contacto súbito da água. Os diatremas, tiveram de ter uma ascensão de cerca de 80km/h para não haver regressão do diamante para grafite. Ora que no espaço, a pressão é nula, ou próxima de 0, e aos modelos do Planeta Terra isso não acontece. Esses "superdiamantes" têm um custo de produção bastante reduzido, necessitando apenas de um diamante-semente, metano, água e uma temperatura de cerca de 1200ºC e, o diamante-semente como que "crescerá" centímetros em 5 ou 6 dias! os diamantes pelas suas características (bom condutor, elevada resistência, etc) poderá vir a ser um substituto da sílica em termos de componentes informáticos e afins, pois, além de ser melhor condutor eléctrico (característica conferida pela molécula) e, podendo aumentar consideravelmente a velocidade de transmissão e processamento de dados, não aquece tão facilmente como a sílica! Os superdiamantes são ainda cerca de 50% mais duros que os encontrados na Terra, podendo traduzir um número enorme de aplicações devido a esse efeito!
marina
2010-05-17
17:06
que bom

Adicionar comentário:

Comentário
Nome:
Email:
Insira as letras na caixa
Ciência Hoje não publica comentários anónimos. Ciência Hoje só publica comentários identificados com nome e email para eventual posterior contacto. Ciência Hoje recusa publicar comentários insultuosos ou ataques pessoais.

Últimas notícias

Ciência Hoje não vai de férias! Apoie este jornal!

Oceans of Hope chega a Lisboa para mudar percepções
sobre esclerose múltipla em Portugal

Com um euro pode combater a dor crónica

Estudo da UMinho avalia efeito de corticosteroides
no desenvolvimento dos bebés prematuros

Rapazes mais depressivos do que elas

Assim em Marte como na Terra

O primeiro genoma foi descodificado
numa cooperação Luso-Brasileira – Desulfovibrio gigas

Alunos aplicam ciência para detectar
mão criminosa nos incêndios

Scientists discovered a new player in mental diseases

Insucesso Escolar e competências transversais:
uma forma alternativa de observar o problema…

Investigador do IPLeiria distinguido nos EUA
na área da Biomecânica do Desporto

Luísa «lança-se» aos mares
e «deixa» a esclerose em terra

«Importa perceber o grau
de literacia científica do ilustrador

As mulheres ainda preferem o parto natural

Portugal acolhe o maior Congresso Europeu sobre a China

Cegonhas «contra» nova directiva Europeia

Associação Portuguesa de Estudos Franceses
recebe Prémio Hervé Deluen

Reclusos de Castelo Branco vão ver o sol
(não aos quadradinhos)

Fernando Pestana da Costa eleito presidente da SPM

Hortas urbanas têm solos com excesso de metais pesados

Coimbra cria programa pioneiro para a infertilidade

Jovem português «bronzeia-se» na Física

Aditivos alimentares sintéticos e naturais:
quem vai ganhar a «guerra»?

Qual é o número de moléculas dentro de células?

CESPU e Universidade de Barcelona
juntas no ensino da saúde

João Ramalho- Santos lidera CNC

GILEAD SCIENCES apoia projectos científicos
com 200 mil euros

Marta Catarino é vice-presidente da associação europeia
de transferência de conhecimento

Dr. ROAD – o “médico” das estradas - nasce em Coimbra

Um «osso» para a cabeça? Uma porta para o carro?
Uma peça para uma aeronave? É para já!