Borboletas migratórias
têm bússola interna
Estudos explicam proteína responsável
por orientação de animais
2010-02-08
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| Borboleta monarca viaja a 4 mil Km/h |
Dois estudos, recentemente publicados – um na «Science» e outro na «Nature» –, sugerem que aves e outros animais migratórios se regem pelo campo magnético terrestre para se orientarem e chegar mais depressa ao destino.
As borboletas que migram do Norte da Europa para o mediterrâneo, no Outono, como as Autographa gamma, por exemplo – e inversamente durante a Primavera –, não se deslocam ao sabor do vento; e o estudo original determina que estes insectos sabem como aproveitar rapidamente para viajar e corrigem o seu destino caso o vento não sopre de feição.
O artigo da
«Science» indica que as borboletas têm uma espécie de bússola interna; já o texto da
«Nature», acrescenta algumas explicações.
A equipa de Jason Chapman, do Rothamsted Research, BBSRC, G-B, desenvolveu radares para detectar a passagem de borboletas migratórias, desde centenas de metros de altitude. Os investigadores britânicos centraram, especialmente, o estudo em três espécies nocturnas e uma diurna. Uma das borboletas nocturnas viaja a mais de 400 metros de altitude. Os insectos migratórios deslocam-se em média a 54 quilómetros por hora, mas podem chegar aos 90 quilómetros por hora se o vento for forte – o que é mais do que a sua constituição lhes permite.
Estas boboletas podem chegar ao destino pretendido apenas após algumas noites. Durante a Primavera, os ventos sopram para Norte, segundo sublinham os investigadores, e isto facilita bastante o trajecto. Já no Outono, são orientados para Este, mas podem sempre corrigir a trajectória.
Um modelo usado em meteorologia para a dispersão de partículas na atmosfera permitiu confirmar que os caminhos preferidos pelas borboletas migratórias nem sempre dependem do vento. Segundo estes modelos, percorrem mais 40 quilómetros, devido à correcção feita.
Ainda Steven Reppert, da University of Massachusetts (EUA) decidiu estudar uma proteína fotorreceptora presente em insectos e vertebrados: o criptocromo. Nas borboletas monarcas (Danaus plexippus), que viajavam perto de quatro mil quilómetros por hora, entre a América do Norte e o México, esta proteína permite detectar o campo magnético terrestre.
Comentários
Lya, em 2010-06-28 às 05:55, disse:
Sou Lya estudante de Ciências Biológicas, futura bióloga, muito obrigada por existir pessoas que estão aí a favor da natureza sendo o escudo da nossa fauna e flora assim como eu lutando para construir um mundo melhor à começar pela NATUREZA.fernanda Torres, em 2010-04-07 às 11:21, disse:
Os lavagantes também utilizam o campo magnético terrestres para se orientarem , nas suas migrações.