Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010
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Estudo aponta Malária como causa da morte de Tutankamon

Novos exames acabam com teorias antigas

2010-02-17

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Máscara da múmia de Tutankamon
Máscara da múmia de Tutankamon
Morreu aos 19 anos, não deixou herdeiros e nas estátuas tem aparência feminina. Já muito se especulou sobre as doenças, a possível causa de morte e quem seriam os familiares directos do faraó egípcio Tutankamon.

Parte da verdade pode ter sido encontrada graças à utilização de vários métodos científicos, incluindo análises genéticas, antropológicas e radiológicas, que analisaram a sua múmia e outras 10 relacionadas de alguma forma com o jovem faraó. Todos os resultados fazem parte de um projecto iniciado há dois anos entitulado A Família Real Tutankamon e liderado por Zahi Hawass, do Egyptian Mummy Project.

O estudo, publicado no último número do Journal of the American Medical Association, afirma que a malária e as anomalias ósseas parecem ter contribuído para o falecimento do rei faraó.

“Devido à sua morte prematura, sem deixar descendência, tem havido numerosas especulações sobre as doenças que pode ter sofrido. No entanto, a maioria dos diagnósticos estabelecidos são hipóteses derivadas da observação e da interpretação dos materiais encontrados nas tumbas, e não pela análise dos restos mumificados das pessoas”, explicam os autores no ensaio.

Zahi Hawass, do Egyptian Mummy Project
Zahi Hawass, do Egyptian Mummy Project
Dois dos distúrbios sugeridos foram a ginecomastia (um excesso de desenvolvimento das mamas nos homens, normalmente resultado de desequilíbrio hormonal) e o Síndrome de Marfán, uma doença rara do tecido conectivo que afecta muitos sistemas orgânicos e que se caracteriza por um aumento pouco normal da longitude dos membros.

Teorias refutadas

“As supostas mamas aumentadas de Tutankamon, assim como as do seu pai, não podiam ter sido determinadas porque Akenaton é um esqueleto mumificado e a múmia do jovem faraó não tem a parte frontal da parede torácica. Pelo contrário, o pénis do Tutankamon, está há muito tempo separado do seu corpo e está bem conservado. Enquanto os restos da pélvis estão quase totalmente desaparecidos. Os dos seu pai, apesar de fragmentados, após a análise através de tomografia computorizada, não mostram características femininas”, realça o estudo.

Outras evidências fazem referência à necrose óssea no segundo e terceiro metartasiano esquerdos que fazem pensar, em conjunto com outras descobertas, que “a doença de Freiberg ou de Köhler II (um distúrbio ósseo que afecta principalmente o segundo metatarsiano e que deteriora as articulações) estava em crescimento no momento da sua morte”, determinam os autores do estudo.

Genética desfavorável

A múmia do faraó é das mais famosa de todos os tempos
A múmia do faraó é das mais famosa de todos os tempos
“Este feito demonstra que as canas encontradas, como as da cana-de-açúcar, não obedecem a uma questão meramente estética ou simbólica mas sim a um problema físico real”
, explicou ao El Mundo Carles Lalueza-Fox do Instituto de Biologia Evolutiva de Barcelona.

Tanto Hawass como a sua equipa insistem que “não há sinais de ginecomastia nem de Cranioestenose (fusão prematura das suturas do crânio depois no nascimento) ou do Síndrome de Marfan. No entanto a acumulação de mal formações na família de Tutankhamon é evidente".

As provas genéticas para o parasita da malária revelaram indícios da patologia infecciosa em quatro múmias, incluindo a de Tutankamon. Além disto, a fractura de uma perna, como consequência de uma possível queda, desenvolveu-se como uma doença crónica devido à sua infecção por malária.



Comentários

Tutakamon, em 2010-02-28 às 05:11, disse:
Muito legal isso.

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