A violência está de volta a Maputo
- Incidentes voltaram esta manhã a Maputo com carga policial sobre os populares. Pelas ruas da cidade o dispositivo policial é enorme. Pilhagens e pneus queimados pintam o cenário da capital
Estamos em Março e vamos iniciar mais uma Semana do Cérebro. Enquanto o coração tem um mês inteiro a si dedicado, o que é inteiramente merecido, o cérebro tem apenas semana. É certo que as doenças cardiovasculares são a maior causa de morte no mundo ocidental. Mas todos sabemos que sem função cerebral não há vida. Assim, uma semana parece demasiado pouco, tanto mais que muitas vezes andamos distraídos, com o cérebro ocupado a pensar na crise, na chuva excessiva ou na face oculta. Talvez tenhamos o coração preenchido, talvez apertado... talvez o coração tenha razões que a própria razão desconhece... mas é o cérebro que nos faz o que somos.
Então e porquê a semana do cérebro? É uma máquina fantástica que controla todas as nossas funções, desde as mais básicas às mais complexas, como a consciência e as emoções. Em 1,5 kg, um emaranhado perfeito de 100 mil milhões de neurónios comunica freneticamente, disparando em várias direcções, enviando sinais e mensagens e processando uma quantidade imensa de informação.
Numa altura em que, por causa do envelhecimento, assistimos a um aumento do número de casos de doenças que afectam o cérebro, como Alzheimer ou Parkinson, devemos alertar para estes problemas e para as soluções.
A Semana do Cérebro é uma campanha global que pretende chamar a atenção para os avanços e benefícios da investigação que é feita sobre o cérebro. Universidades, hospitais, grupos de doentes, escolas, associações e várias outras instituições por todo o mundo “celebram o cérebro”.
Em Portugal, a Sociedade Portuguesa de Neurociências, a Sociedade Portuguesa de Neurologia e a Ciência Viva são as grandes promotoras das várias actividades que serão desenvolvidas. Entre 14 e 20 de Março, os investigadores vão às escolas, os alunos visitam os institutos de investigação, e dá-se assim asas à imaginação.
No Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, a exemplo do que acontece um pouco por todo o país, os grupos de investigação em neurociências promovem um roteiro sobre algumas das áreas de investigação que desenvolvem – “O que é que te passa pela cabeça?” é o tema do roteiro que vai envolver várias experiências “hands on” com equipamentos sofisticados para ver neurónios em funcionamento, para ver modelos de doença de Parkinson em leveduras, ou para, simplesmente, deixar que o cérebro mostre a nossa veia artística.
Por todo o país, não faltarão certamente actividades interessantes em que todos podemos participar.
Comentários
arlete esteves, em 2010-03-13 às 13:55, disse: nunca tive medo das doenças do coração...criou-se na sociedade portuguesa um conceito errado sobre o coração....mas é pelo sonho que lá vamos...a vida tem limites a memória transcende permanece a vontade...tudo isto existe, tudo isto se passa na cabeça...digo eu, não sei...um mês seria o tempo mais correto para este evento.....
joão, em 2010-03-11 às 20:56, disse: Tenho 55 anos e sou doente de Parkinson há 10. Sei, pois, os efeitos psicossomáticos profundos que o cérebro, com uma das suas doenças, pode causar. Agrada-me a ideia da "Semana do Cérebro" e dos seus objectivos. Agradar-me-ía muito mais que os responsáveis pelas nações, "preocupados com assuntos mais interessantes", apoiassem, com determinação, a Educação e a Saúde, com inclusão da Investigação Científica e não com ténues percentagens orçamentais. Falar do cérebro é excelente! Há tanto para descobrir! "Conhece-te a ti próprio"... Porém, toda esta problemática, é vista à distância e, em muitas matérias, como fatalidades, enganadoramente, à distância!
VIVA A SEMANA DO CÉREBRO, SEMPRE ...
Paulo Sá, em 2010-03-11 às 01:17, disse: E onde e quando vão ser as referidas actividades?
Graciete Virgínia Rietsch Monteiro Fernandes, em 2010-03-10 às 10:04, disse: Gostei muito de ler este artigo e não me importava nada de participar em algumas experiências, agora que vou fazer 78 anos, mas sentindo-me ainda lúcida e participante.
Obrigada pelos vossos estudos.