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DNA de aves extintas extraído de fósseis de cascas de ovo

Estudo publicado na Proceedings of Royal Society

2010-03-10
Esqueleto do pássaro elefante
Esqueleto do pássaro elefante

Um artigo publicado na revista especializada em biologia Proceedings of Royal Society B. revela que um grupo internacional de cientistas conseguiu isolar moléculas de DNA de espécies de pássaros extintos a partir de fósseis de cascas de ovo, concluindo assim que este material é uma fonte rica em DNA preservado.

Os investigadores acreditam que a técnica usada vai permitir desvendar mais informações sobre as espécies extintas e as razões que levaram ao seu desaparecimento. Embora já se tenha vindo a tentar isolar o DNA de um fóssil de casca de ovo, até agora estava a ser utilizado o método designado para os ossos, mas que não é aplicável na casca de ovo.

Entre as espécies extintas, os cientistas conseguiram obter o DNA do Aepyornis, vulgarmente conhecido por pássaro elefante, e da moa, um tipo de avestruz que existiu apenas na Nova Zelândia. Além disso, usaram a mesma técnica em cascas de ovos de emas e patos.

O isolamento das moléculas de DNA do pássaro elefante foi considerado o mais notável. Este animal que viveu no Madagáscar atingia os três metros de altura e pesava meia tonelada, tornando-se na ave mais pesada que alguma vez existiu. Assemelhava-se a uma avestruz gigante e desapareceu há mil anos. Embora já haja esqueletos completos desta ave, os investigadores pretendem, ao analisar o seu DNA, formar uma imagem mais detalhada do animal.

O arqueólogo Mike Parker Pearson, da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, espera ainda que a análise do DNA deste pássaro possa esclarecer os motivos do seu desaparecimento. A sua extinção coincidiu com a chegada dos humanos ao seu habitat natural, no sudeste africano. No entanto não há provas de que o Homem tenha caçado o animal, nem sequer de que tenha comido os seus ovos, ainda que um único ovo desse para fazer uma omeleta para 30 pessoas. 

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