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Quinta-feira, 29 de Julho de 2010 ![]() |
Finalmente o Museu do Côa
- O Museu do Côa vai ser inaugurado na próxima sexta feira, pela ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, concluindo um projecto há muito aguardado
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Bombeiros expostos a níveis elevados de poluentesCoordenadora do FUMEXP considera dados preocupantes2010-03-10
O FUMEXP, que teve início em 2008, só ficará concluído em Dezembro deste ano, mas as medições feitas em queimas experimentais na Serra da Lousã já permitem avançar dados que a investigadora considera "preocupantes". Dez bombeiros de corporações de Albergaria-a-Velha, Castanheira de Pêra, Lousã e Coimbra estão a ser monitorizados no âmbito do projecto, que envolve investigadores das Universidades de Coimbra e Aveiro e da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial. "Estamos agora a tratar os dados todos, quer dos ensaios experimentais na Lousã, quer das medições em incêndios normais", explicou Ana Isabel Miranda, do Departamento do Ambiente e Ordenamento da Universidade de Aveiro, acrescentando já poder avançar resultados relativos aos ensaios experimentais.
Exemplificou com "as PM2,5 (partículas inaláveis com diâmetro até 2,5 micra), que registaram médias diárias de 730 microgramas por metro cúbico, quando o valor limite recomendado pela OMS é de 25". "No que respeita ao monóxido de carbono, tivemos médias horárias na ordem dos 70 mil microgramas por metro cúbico e o valor recomendado pela OMS é de 30 mil. São valores muito acima", frisou a investigadora, em declarações. Segundo Ana Isabel Miranda, também os investigadores da Faculdade de Medicina de Coimbra se deslocaram aos ensaios na Serra da Lousã. "Avaliaram antes e depois dos ensaios e também verificaram uma diferença muito grande nos parâmetros médicos que mediram", referiu, acrescentando que se encontram agora "a fazer um estudo mais de longo prazo e envolvendo um número maior de bombeiros".
Segundo a coordenadora do FUMEXP, a preocupação agora é "tentar perceber melhor o tipo de equipamento que os bombeiros usam", para no final do projecto serem deixadas sugestões práticas. "Eles usam aquelas máscaras que supostamente os protegem. Agora vamos tentar ver o equipamento que está disponível no mercado e até que ponto é que protege ou não, porque acredito que retenha algumas das partículas, mas para os gases já não tenho tanta certeza", referiu. "Vamos cruzar a informação que temos, sobre a localização dos bombeiros quando estão em combate, e a informação da própria equipa médica para ver os efeitos que o equipamento pode ter do ponto de vista de saúde, para depois avançarmos sugestões", acrescentou. Apesar de a componente experimental do projecto já ter acabado, vai ser pedido aos bombeiros que, no próximo verão, quando saírem para os incêndios, voltem a colocar os sensores. "Pode ser que surja mais informação para juntar à que já temos", justificou. Na opinião de Ana Isabel Miranda, este estudo "era muito necessário, não só em Portugal mas na Europa". Comentários |
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