Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010 ![]() |
A violência está de volta a Maputo
- Incidentes voltaram esta manhã a Maputo com carga policial sobre os populares. Pelas ruas da cidade o dispositivo policial é enorme. Pilhagens e pneus queimados pintam o cenário da capital
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Teoria de Einstein confirmada a escala cósmicaCientistas norte-americanos observaram 70 mil galáxias e validam Teoria da Relatividade de 19162010-03-11
Um novo estudo sugere que a substância invisível chamada matéria negra e a misteriosa força conhecida como energia negra não são apenas conceitos inventados pelos físicos. Durante séculos a lei de gravidade de Isaac Newton funcionou bem para explicar a gravidade da Terra. Contudo, os astrónomos notaram discrepâncias no modo de interagir de objectos maiores, como os planetas. A teoria da relatividade de Einstein, publicada em 1916, propunha que a gravidade funcionasse em grandes escalas porque a matéria distorce o padrão do tempo e do espaço. Esta noção tem sido utilizada sucessivamente para explicar fenómenos no nosso sistema solar, como por exemplo as pequenas alterações de órbita de Mercúrio em torno do Sol, que a teoria da gravidade de Newton não conseguia explicar. A existência de matéria e energia negras é baseada no pressuposto de Einstein que a gravidade afecta as galáxias a milhares de milhões de anos-luz do mesmo modo que afecta os objectos no nosso sistema solar. Com base na teoria da relatividade, os cientistas acreditam que a matéria negra existe porque os mesmos objectos cósmicos comportam-se como se tivessem mais massa do que podemos observar. Mas até ao momento, os testes de relatividade em escalas galácticas têm sido inconclusivos. Galáxias distantes provam teoria antiga
A equipa descobriu que as galáxias, localizadas a mais de 3.5 mil milhões de anos-luz da Terra, são agrupadas precisamente do mesmo modo que a teoria da relatividade pressupunha. “A partir das posições das galáxias, podemos afirmar o modo como estão agrupadas. Isto dá-nos informações sobre como actua a gravidade, porque o que a gravidade faz é pôr os objectos juntos”, afirmou Reys, da Universidade de Princeton, em Nova Jérsia, nos Estados Unidos. Ao combinar as medidas de aglomeração das galáxias com outras propriedades tais como os movimentos de umas em relação às outras e a forma como se relacionam com a luz, a equipa norte-americana calcularam o EG − a quantidade física usada quando se observa objectos em que são esperadas interacções. A relatividade geral prevê que o EG seja de 0.4. O EG medido neste estudo era de 0.39. Relatividade exclui teorias alternativas “Os novos dados validaram o corrente modelo de cosmologia”, afirmou David Spergel, um astrofísico teórico também de Princeton.
Os autores do estudo revelam ainda que têm serias dúvidas acerca de algumas teorias da gravidade alternativas, como por exemplo a TeVeS que tenta explicar como a gravidade funciona de modo diferente em grandes escaldas e propõe que o EG seria de 0.22. Apesar da confirmação da teoria de Einstein de 1916 e da dúvida em outras teorias, Spergal afirma: “Há sempre a hipótese de tudo ser contrariado até se provar o contrário”. Comentários |
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