Quinta-feira, 29 de Julho de 2010
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Plásticos biodegradáveis podem não ser amigos da natureza

2010-03-12

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É difícil estimar o tempo que os plásticos demoram a degradar-se
É difícil estimar o tempo que os plásticos demoram a degradar-se
Um estudo da Universidade de Loughborough, no Reino Unido, concluiu que há incertezas sobre impacto dos plásticos considerados degradáveis no ambiente, pelo que os sacos de plástico biodegradáveis, utilizados pela maioria dos supermercados, podem não se degradar tão depressa quanto se pensava.

Esta investigação financiada pelo Departamento britânico de Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais revela que sacos, sacolas e embalagens flexíveis, feitos de plásticos comuns, com poucas quantidades de químicos para acelerar o seu processo de degradação, também não são adequados para reciclar com outros plásticos ou reutilizar.


Na sequência destas conclusões, o governo britânico pediu à indústria para que não anuncie que estes plásticos são melhores para o ambiente do que os convencionais.

Os plásticos degradáveis contêm aditivos para facilitar a sua degradação em pedaços mais pequenos mais rapidamente, com a ajuda de calor ou de luz. Só depois é que se inicia o processo de biodegradação, provocado por micróbios. Segundo o relatório, acrescentar componentes metais aos plásticos não melhora o seu desempenho ambiental e "potencialmente aumenta alguns efeitos negativos".

Os investigadores concluíram que é difícil estimar quanto tempo os plásticos podem demorar até se degradarem. No entanto, aponta-se para um prazo variável de dois a cinco anos, caso os materiais sejam deixados num ambiente aberto no Reino Unido.O processo de biodegradação, que só se inicia quando o plástico está fragmentado em pequenos pedaços, acontece devagar. Muitas vezes, mais devagar do que os materiais plásticos compostos.

O estudo levanta também preocupações sobre o impacto que os fragmentos plásticos podem causar na natureza, uma vez que podem ser consumidos por insectos, peixes e outros animais.



Comentários

Thibaut Demoustier, em 2010-03-22 às 13:53, disse:
Em resposta as noticias que estão a aparecer na prensa sobre os sacos distribuídos pelas empresas de distribuição identificados com 100 degradáveis, quero fazer alguns comentários:
A Defra incumbiu a Universidade de Loughborough de realizar um projecto de investigação para avaliar o impacto ambiental dos plásticos oxo-degradáveis durante todo o ciclo de vida.
O objectivo principal foi de avaliar a literatura publicada e dialogar com os principais interessados para perceber o que acontece aos polímeros e sais metálicos após o inicio da degradação do material, assim como avaliar a existência de efeitos positivos ou negativos sobre o ambiente em comparação com plásticos que não contêm o aditivo.

Antes de mais convido todos os leitores a lerem o relatório Inglês, vão verificar que o relatório não é conclusivo.
Não acredito que algum jornalista tenha lido o relatório antes de escrever qualquer artigo sobre este tema.
A Universidade no relatório afirma que suas recomendações são suas próprias opiniões, e que suas opiniões não reflectem necessariamente as políticas ou pareceres da DEFRA.
Este relatório é útil porque permite uma melhor compreensão da tecnologia oxo-biodegradável.
É útil também, porque o Governo britânico percebe a importância desta tecnologia dando início a um debate sobre o assunto.

Os plásticos oxo-biodegradáveis:

• Não são tóxicos
• Não contêm metais pesados
• Se degradam e biodegradam no meio ambiente
• São seguro para o contacto alimentar
• Não libertam metano mesmo em aterros
• Se degradam abioticamente num meio ambiente normal
• Se degradam abioticamente sob altas temperatura em aterro sanitário
• Não existem provas de bio-acumulação nem qualquer efeito prejudicial sobre o meio ambiente
• Não há provas de acumulação de poluentes

Em relação ao estudo da Quercus, este estudo não teve nenhum suporte técnico nem cientifico.
Foi pedido várias vezes a Quercus para termos acesso as amostras para avaliarmos as condições de exposição no diferentes meios, não nos foi dada essa possibilidade. A Quercus teve acesso a toda a nossa informação e documentação técnica, no entanto não percebeu e continua a não perceber como funciona a tecnologia.
A tecnologia oxo biodegradável foi desenvolvida para permitir a degradação rápida e a biodegradação dos plásticos, mantendo todas as propriedades técnicas e mecânicas dos plásticos tradicionais durante a fase da sua vida útil.
Uma vez descartado o plástico oxo pode ser reciclado, incinerado, e posto em aterro sanitário.
A degradação é iniciada pela presença do oxigeno no meio ambiente e acelerada pela luz UV, o calor e as solicitações mecânicas. O plástico oxo não foi desenvolvido para compostagem.

A grande vantagem da tecnologia oxo é a sua possibilidade de tornar um plástico tradicional num material com a possibilidade de se biodegradar, o plástico que encontramos descartado de forma selvagem tem a possibilidade com o d2w de desaparecer do ambiente de forma segura e sem efeitos prejudicais para o meio ambiente. Dependendo do meio pode demorar mais o menos tempo, mas sempre melhor de que 500 anos. Outra vantagem da tecnologia é que pode ser aplicada não só em sacos de plástico mas também em alguns plásticos rígidos como tampas de garrafas, cotonetes, redes de pesca, embrulhos de gelados, no packaging em geral.

Posso concordar que a tecnologia oxo não traz vantagens em comparação a um plástico tradicional, mas só concordo se todo se todo o plástico fosse recolhido e tratado de forma correcta, mas isto é uma utopia.


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