Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010
A violência está de volta a Maputo - Incidentes voltaram esta manhã a Maputo com carga policial sobre os populares. Pelas ruas da cidade o dispositivo policial é enorme. Pilhagens e pneus queimados pintam o cenário da capital

Hubble celebra 20º aniversário

NASA e ESA constroem telescópio substituto

2010-04-23

Partilhar

Hubble captou imagens nunca antes vistas do cosmos <br> (Crédito: NASA/ESA)
Hubble captou imagens nunca antes vistas do cosmos
(Crédito: NASA/ESA)
O telescópio mais famoso da história está há duas décadas em órbita. A 24 de Abril de 1990 foi colocado a bordo do Discovery, e hoje a NASA, antecipando a celebração apresenta novas imagens do céu obtidas por esta maquina cientifica única.

O Hubble permitiu descobertas deslumbrantes e trouxe imagens do Universo nunca antes vistas, que cativaram milhões de pessoas que nunca tinham pensado muito sobre astronomias. Além disto, o telescópio espacial, que necessita de reparações de custos elevados para melhora-lo ao longo dos anos, chega a este aniversario em plena forma, proporcionando informação cientifica de qualidade sobre o céu.


A determinação da idade do Universo em mais de 13 mil milhões de anos, as observações do cosmos profundo, em que se observou pela primeira vez galáxias de diferentes tipos e formas, muitas delas nos limites do cosmos visível, os ninhos de estrelas onde nascem novos astros, os planetas extrasolares ou os contornos de buracos negros são algumas das contribuições do Hubble para a ciência e o conhecimento geral.

O Universo em expansão

Mais próximo da Terra, o telescópio não perdeu um acontecimento único como os espectaculares choques dos fragmentos do cometa Shoemaker-Levy contra Júpiter, em 1994. Também foi este telescópio que descobriu que a expansão do Universo está a acelerar-se em que participaram milhares de astrónomos de todo o mundo.

Edwin Hubble e o telescópio Hooker (Crédito: The Observatories of the Carnegie Institution of Washington)
Edwin Hubble e o telescópio Hooker (Crédito: The Observatories of the Carnegie Institution of Washington)
Factos que certamente orgulhariam o astrónomo Edwin Hubble, que revolucionou a astronomia quando constatou que o Universo estava em expansão e em cuja honra se baptizou o telescópio.

Como em qualquer boa historia, a do Hubble esta repleta de felicidade e tragédia, de fracassos e êxitos. Muitos dos protagonistas deste projecto da NASA e da ESA não recordarão com satisfação os primeiros passos do telescópio em órbita, quando após anos de preparação, esboço e construção, um atraso do lançamento de cinco anos motivado pelo acidente do Challenger, o telescópio finalmente partiu para o espaço.

Após o grande momento de satisfação, nas primeiras provas reparou-se imediatamente que algo estava mal. Em vez das imagens perfeitas dos objectos celestes que eram esperada, nas fotografias chegavam imprecisas e com luz artificial.

Foi um desastre para a comunidade científica e para as agências espaciais. Poucos dias depois descobriu-se que o espelho principal do Hubble tinha um defeito que não se poderia arranjar no espaço.

Os óculos do Hubble

Entre o desconcerto, críticas e piadas sobre o fabuloso observatório, os cientistas e engenheiros não desistiram e passados dois anos estava pronta uma peça que corrigia o defeito óptico.

Popularmente falou-se dos óculos do Hubble. Mas a partir do momento em que os astronautas os colocaram começou a gloriosa história do telescópio espacial.
Astronauta na segunda missão em 1997 (Crédito:NASA)
Astronauta na segunda missão em 1997 (Crédito:NASA)


Finalmente o Hubble congratulou-nos com fotografias de detalhes inesperados de estrelas, nebulosas, supernovas, zonas de formação estelar e galáxias.

Arquivo fotográfico

Em vinte anos, o Hubble observou mais de 30 mil objectos celestes e o seu arquivo acumula mais de meio milhão de fotografias. Apesar de existirem vários observatórios fora da Terra, quando se fala de telescópios espaciais, toda a gente pensa no Hubble.

A fama não advém do enorme espelho (2,40 metros de diâmetro), não comparável com os de oito a dez metros que existem hoje.

No entanto, está máquina encontra-se 560 quilómetros acima da atmosfera − o que evita turbulências e faz com que as imagens consigam ser captadas um resolução magnifica. A ideia de pôr um telescópio em órbita para aproveitar essa vantagem remota aos anos 40, mas passaram-se mais de 30 anos até que da teoria se passasse à prática.

Hubble em actualização


Hubble fotografado em 2009, na úlima missão (Crédito:NASA)
Hubble fotografado em 2009, na úlima missão (Crédito:NASA)
O Hubble, com 13,2 metros de comprimento e 4,2 de diâmetro e onze toneladas de massa, recebeu cinco missões de astronautas que o iam reparando e actualizando, alterando as câmaras por modelos mais modernos e substituindo os dispositivos antigos ou estragados.

A última missão realizou-se no ano passado e não haverá mais nenhuma: o telescópio continuará a observar o céu enquanto funcionar. Quando deixar de fazê-lo será atirado ao mar. Os cientistas acreditam que o telescópio consiga atingir o 25º aniversário, mas entretanto a NASA e a ESA estão já a trabalhar no seu substituto − o James Webb.


Comentários

gostei, em 2010-05-07 às 00:29, disse:
gostei

joão maria rodrigues galvão, em 2010-05-05 às 19:55, disse:
Será que esse universo que exploramos não será simplesmente um afluente que vai desenbocar em um grande rio ou é um afluente errante que ficará sem água e sem meta um dia, correndo para um nada, onde certamente também será! Se dividir-mos um milésimo por um trilhão, com certeza esse milésimo se evaporará. Nosso universo vai se perder no espaço infinito de nada, que se tornará nada. O espaço é infinito mas a matéria existente não é. É o que imagino.

Madalena Lazzaretti, em 2010-04-28 às 17:38, disse:
Muito bom, com 20 anos já nos brindou com as maravilhas do céu, imagens que nos encanta, além do caráter de pesquisa, que nos traz a certeza do Universo em expansão.
Madalena


Paulo Cezar Campos, em 2010-04-24 às 18:18, disse:
Ok

mariana marques, em 2010-04-24 às 13:41, disse:
uau1como è que voces conseguiram descrobrir isso tudo! estou fascinada!

Luiz Gonzaga P.R.Moreira, em 2010-04-24 às 04:33, disse:
Todas as descobertas do Hublle tem sido importantes, tendo demonstrado inequivocamente e sem qualquer dúvida, através das suas observações, estarmos na presença de um inferno colossal, nele incluindo os exoplanetas gigantes em fusão, com ausência total de vida, colocando definitivamente à humanidade a exigência de tratar com carinho o nosso planeta Terra, que cada vez mais está a ser maltratado, a caminho irreversível da extinção da espécie humana.

O seu comentário:


O seu nome:


O seu email (não será publicado):






Ciência Viva TV
FCCN - Fundação para a Computação Científica Nacional Ciência Viva


Contactos
Ficha técnica
Estatuto Editorial
Conselho Científico
A Palavra do Leitor
Portuguese Science