Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010 ![]() |
A violência está de volta a Maputo
- Incidentes voltaram esta manhã a Maputo com carga policial sobre os populares. Pelas ruas da cidade o dispositivo policial é enorme. Pilhagens e pneus queimados pintam o cenário da capital
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Professor do ISCTE distinguido por estudo sobre multinacionaisMohamed Azzim recebe prémio Emerald por artigo que compara empresas a impérios2010-07-26
O trabalho do professor do ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa), desenvolvido na Universidade de Harvard em parceria com Mark Casson e Peter Buckley, compara os impérios com as empresas multinacionais que exploram os seus conhecimentos para obter vantagens e apropriar-se de territórios ocupados por terceiros. O estudo, explicou à Lusa Mohamed Azzim, debruçou-se sobre a teoria da internalização - que constitui o paradigma dominante de análise das multinacionais - tornando-a mais abrangente. O artigo «Extending internalisation theory: From the multinational enterprise to the knowledge-based empire» recupera os princípios da teoria da internalização para explicar a existência e declínio dos impérios. “A base de partida é que evoluem da mesma forma, embora não se possam aplicar todos os princípios da economia clássica porque enquanto as empresas desenvolvem a sua actividade num contexto de mercado organizado, os impérios fazem-no num contexto não organizado. Há guerras para se apropriarem de territórios no exterior e controlá-los”. Os investigadores consideram que o factor decisivo para o sucesso dos impérios é o conhecimento civil e militar, enquanto o declínio surge quando o investimento no desenvolvimento destes conhecimentos fica abaixo do que seria necessário. As conclusões são suportadas pela análise das causas de ascensão e declínio em 14 impérios, incluindo o português. Neste caso, são apontados como factores de crescimento as capacidades de navegação e construção de navios, a tecnologia de minas e o patrocínio real, enquanto o fraco investimento na defesa e a dimensão do país são considerados factores de declínio.
“A queda dos impérios tem sido uma constante ao longo do tempo”, salientou Mohamed Azzim, acrescentando que “normalmente há um conjunto de factores que confluem e que levam à cegueira dos próprios impérios quanto as suas fragilidades”. E isso também acontece às empresas. Apesar de ter sido desenvolvida por economista, a teoria “acaba por ser útil para historiadores, geógrafos e académicos de várias áreas”, considerou o professor do ISCTE. As aplicações podem estender-se à análise do desenvolvimento dos impérios corporativos, adaptando alguns dos conceitos, já que as multinacionais corporate desenvolvem “actividade num mercado onde existem leis”. O trabalho de Mohamed Azzim foi publicado na International Business Review e escolhido pela editora científica especializada Emerald entre mais de 15 mil artigos de economia e gestão. Todos os anos, a Emerald seleciona os 50 artigos considerados mais influentes aos quais atribui prémios de citação de excelência. ComentáriosCarlos Pinheiro, em 2010-07-29 às 11:10, disse:É com agrado que recebemos esta notícia do prémio atribuído, o que releva o nível de excelência da nossa academia e a sua projecção internacional. O Professor Azzim está naturalmente de parabéns. |
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