Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010
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Cérebros estão sincronizados durante uma conversa

Estudo americano demonstra que é usada a mesma área no acto de ouvir e falar

2010-07-28

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Numa conversa os cérebros utilizam a mesma área
Numa conversa os cérebros utilizam a mesma área
Os cérebros das pessoas envolvidas numa conversa ficam sincronizados, revela uma investigação feita na universidade norte-americana de Princeton e publicada no National Academy of Sciences Journal.

Essa sincronização faz com que as comunicações sejam mais efectivas e pode ser a justificação para a observação comum da imitação de expressões, gramática e até gestos e a postura entre pessoas que estão a conversar.


O investigador em psicologia Uri Hasson tentou perceber quais as zonas do cérebro que ficavam activas durante o ouvir e o falar.

Numa primeira etapa, uma aluna do cientista foi colocada num aparelho de ressonância magnética durante 15 minutos e começou a contar uma história dos seus tempos da escola secundária.

Depois, 11 voluntários também estiveram no mesmo aparelho e começaram a ouvir a história da aluna, que tinha sido gravada.

No estudo, percebeu-se que existia um elevado grau de sincronia entre as áreas cerebrais usadas pela primeira aluna e as das pessoas que ouviram a sua história.

A maior parte dessas zonas nos ouvintes "acendiam" entre um e três segundos após os da aluna, mas em algumas áreas isso acontecia antes, o que sugere que o cérebro antecipava o relato.

Melhor entendimento

A descoberta foi considerada surpreendente porque se acreditava que falar e ouvir usavam áreas do cérebro distintas.

Uri Hasson, investigador
Uri Hasson, investigador
“Quanto mais similares forem os nossos padrões cerebrais durante uma conversa, melhor as pessoas se compreendem”,
afirmou Hasson.

Noutra etapa da investigação, os 11 voluntários que falam inglês ouviram uma história em russo, o que foi incompreensível para todos. As análises não revelaram qualquer sincronização.

Hasson informou que o próximo passo será desenvolver um método técnico para conseguir monitorizar, em simultâneo, os cérebros de duas pessoas conversando.


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