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Duas universidades portuguesas estão entre as 500 melhores do mundo

Harvard ocupa o primeiro lugar pelo oitavo ano consecutivo na polémica classificação chinesa

2010-08-16
Universidade de Harvard (EUA) está em primeiro lugar pelo oitavo ano consecutivo
Universidade de Harvard (EUA) está em primeiro lugar pelo oitavo ano consecutivo
As Universidades do Porto e de Lisboa são as únicas portuguesas incluídas na lista das melhores instituições de ensino superior do mundo, organizada pela Universidade das Comunicações de Xangai (Jiaotong).

Na análise predominam com grande vantagem as universidades norte-americanas. As portuguesas encontram-se ambas na posição 401, ao lado de vários institutos.
Este «top 500» organizado pela universidade chinesa é, todos os anos, aguardado com Europa. Na Europa é também bastante contestado, uma vez que, pelo oitavo ano consecutivo, o primeiro lugar é ocupado pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

À semelhança da edição de 2009, os Estados Unidos ocupam 17 dos 19 primeiros lugares. As três primeiras posições mantêm-se inalteradas, havendo apenas uma troca directa entre o segundo e o terceiro postos: Harvard em primeiro e Berkeley rouba o segundo lugar a Stanford.

Na Europa, apenas as britânicas rivais de Cambridge e Oxford (quinto e décimo lugar, respectivamente) estão entre os dez primeiros. Todas as outras são norte-americanas. Na vigésima posição, a Universidade de Tóquio é o primeiro estabelecimento não americano e não europeu a aparecer.

A Suíça, com o Instituto Tecnológico de Zurique, ocupa a 23ª posição. O Canadá aparece em 27º lugar, com a Universidade de Toronto, e a Bélgica surge apenas no 90º posto, com a Universidade de Gand.

Universidades do Porto e de Lisboa <br> são as únicas portuguesas na lista
Universidades do Porto e de Lisboa
são as únicas portuguesas na lista
Na lista das 500 universidades, a Alemanha está a ganhar terreno, sendo o segundo país com mais estabelecimentos classificados – 39 universidades – ainda assim muito longe dos Estados Unidos, que têm 154.

O Reino Unido tem 38 universidades qualificadas e o Japão 25. Já a França, que estava em quinto lugar em 2009, com 23 universidades, desceu um lugar no ranking por países, com 22 universidades, em ex-aequo com Itália e China.

Realizada desde 2003, esta classificação nasceu quando a China decidiu dotar-se de universidades de prestígio internacional. O objectivo foi definir critérios para que uma universidade fosse considerada de interesse mundial e também analisar o posicionamento dos institutos chineses.

Critérios contestados na Europa

A Europa – que pretende estabelecer a sua própria classificação em 2011 – defende que os critérios tidos em conta penalizam as suas universidades e que a qualificação é quase exclusivamente científica.

Os critérios de Jiaotong consideram essencialmente o desempenho de um instituto em matéria de investigação, não equacionando a formação.

Ou seja, é considerado o número de prémios Nobel, as medalhas Fields (equivalentes ao Nobel em Matemática) e os artigos publicados em revistas unicamente anglo-saxónicas como a Nature ou a Science, sendo excluídas as francesas.
André Rendeiro
2010-08-18
13:53
Na verdade esta classificação que tanto se fala refere-se apenas à classificação geral entre todas as áreas. Seria interessante salientar que há outras universidades portuguesas na lista das 500 melhores quando se vê a classificação no que diz respeito a produção científica: A Universidade de Aveiro é a 37ª melhor universidade europeia e n.137 do mundo; a Universidade Técnica de Lisboa ficou em 189º lugar e a Universidade do Porto em 257º.
Fernando Alves
2010-08-20
10:38
podem colocar o link para vermos a lista completa? obrigado.
Maria Almeida
2010-08-23
12:02
O que se pode dizer de uma universidade portuguesa (não incluida sequer na lista das 500 melhores) que reprova alunos que tiveram sucesso em harvard, na mesma área científica?
diana
2010-09-17
01:20
pudera os EUA estarem sempre no topo e mais fama do que outra coisa se fossemos analizar os metedos de ensino decerto encontrariamos um certo facilitismo em comparacao ao que se passa nas faculdades europeias
Dilson Fortes
2011-05-24
13:43
As Universidades não podem ser classificadas apenas pela sua produção cientifica porque perderia o real significado de Universidade. Alem do cientifico, queremos cidadãos competentes cientificamente e acima de tudo socialmente.

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