Receba as notícias:

Estranhas deformações em aves do Alasca

Investigadores denominam patologia de Transtorno da queratina aviária

2010-11-15
Cientistas não conseguem explicar o fenómeno. <br> (crédito: USGS)
Cientistas não conseguem explicar o fenómeno.
(crédito: USGS)
O mundo das aves tem sofrido estranhas transformações no Alasca. Um número elevado de animais surge com deformações, desde o bico às patas. Na maior parte dos casos, é a parte superior que aparece desmesurada e dificulta a capacidade de alimentação destes pássaros, assim como o alisamento das suas penas. O fenómeno afecta essencialmente três espécies e os investigadores ainda não encontraram explicação.

Dois estudos, publicados no «The Auk» – revista da União Norte-americana dos Ornitologistas – fazem o ponto da situação. Apesar de não conseguirem explicar o que se passa, já encontraram um nome para a patologia: síndrome da queratina aviária – proteína constituinte dos cabelos, unhas, bicos, garras, etc. 
A principal característica desta anormalidade é o crescimento excessivo do tegumento, sendo demasiado curvado no bico. Os investigadores ainda não se atrevem a falar de doença emergente, já que os estudos apenas começaram, mas a patologia tem progredido desde finais dos anos 1990.

Os biólogos da United States Geological Survey (USGS) consideram que é muito raro se verificar qualquer deformação no bico das aves. Contudo, já se registam 17 por cento de indivíduos adultos com este problema, em determinadas regiões. A patologia manifesta-se ainda através de lesões nas patas, garras e penas. Em comunicado, a USGS refere nunca se tinha observado um número tão elevado de anomalias em pássaros.

As malformações produzem-se mais frequentemente na idade adulta e não nas crias. Pelo menos, umas 80 aves foram capturadas perfeitamente normais e, posteriormente, reencontradas já transformadas.

Os espécimes analisados não apresentam sinais de bactérias, vírus ou ácaros conhecidos que possam estar na origem desta anormalidade, nem detectaram a presença de pesticidas em águas, da região da Califórnia. Ainda mais estranho é o facto de não registarem carências de vitaminas ou cálcio – elementos indispensáveis para a produção de queratina.
marizete assis alves
2010-11-16
14:11
Com a mudança climática, poluíção, camada de ozônio, tudo isto influí na vida animal, vegetal, etc..
Obrigada.

Adicionar comentário:

Comentário
Nome:
Email:
Insira as letras na caixa
Ciência Hoje não publica comentários anónimos. Ciência Hoje só publica comentários identificados com nome e email para eventual posterior contacto. Ciência Hoje recusa publicar comentários insultuosos ou ataques pessoais.

Últimas notícias

Google financia investigação da Universidade de Coimbra

Santuário de pesca no Índico concilia
conservação e alívio da pobreza

Mais quatro cientistas portugueses escolhidos para a EMBO

Endoscopia em 2035: Que futuro antecipar?

“Login, logo existo?”

MORREU MARIANO GAGO

Siemens desenvolve sistema de sensores
que facilita o estacionamento nas cidades

Artista português e cientista da Harvard Medical School
criam escultura inspirada na biologia celular

Quais as principais características
nutricionais e funcionais da bolota?

UBI acelera processo na luta contra o cancro

Coimbra estuda dieta das aves das Galápagos

Olfacto humano ajuda a desvendar crimes violentos

Aluno da FCUL cria barómetro de eficiência energética

UA desenvolve tecnologia para armazenar
e dar mobilidade à eletricidade

Industrialização e “conjuntos sociotecnológicos”
– o caso dos laticínios açorianos

No more bleeding for “iron overload” patients?

Coimbra dá importante contributo
para aplicação da terapia génica

Estudo inédito do sofrimento na deficiência visual
vale nota 20 a aluna quase cega

Prémio Terre de Femmes para bióloga da UA

Encontrado o gene responsável
pela reacção das plantas ao toque

Dores nas costas e hérnias discais

Investigação sobre Cancro, AVC e descontaminação da água
por medicamentos distingue jovens investigadoras

UTAD investiga valor nutricional do leite de golfinhos

Terapia amiga do ambiente descontamina
águas das pisciculturas

Portas abertas para novos tratamentos
para a artrite reumatóide

Gosta de merujes? Vão aparecer na sua mesa!

Estudantes de medicina apostam
na formação científica e humana

Investigadora da Universidade de Coimbra premiada
pela Sociedade Portuguesa de Doenças Metabólicas

UC estuda o impacto do novo metro igeiro de Macau

Hepatite C: nova realidade, novos horizontes