Receba as notcias:

A origem da linguagem humana

Estudo sugere que a 'palavra nasceu' em frica

2011-04-19
Segundo Atkinson, o nmero de fonemas  maior em frica
Segundo Atkinson, o nmero de fonemas maior em frica
Psicólogos da Universidade de Auckland acabam de publicar dois grandes estudos sobre a diversidade de línguas do mundo nos jornais Science e Nature. O primeiro estudo, publicado na Science por Quentin Atkinson, sugere que África é o berço da linguagem humana.

Quentin Atkinson estudou os fonemas, ou unidades perceptivelmente distintas do som que diferenciam palavras, usado em 504 línguas humanas actuais e descobriu que o número de fonemas é maior em África e diminui com o distanciamento deste continente.
O menor número de fonemas são encontrados na América do Sul e nas ilhas tropicais do Oceano Pacífico. Este padrão encaixa-se num modelo em que as populações pequenas em expansão progressiva perdem diversidade. O cientista observou que esse padrão de uso de fonemas em todo o mundo reflecte o padrão de diversidade genética humana, que também diminuiu à medida que os seres humanos se expandiram de África para colonizar outras regiões.

Em geral, as áreas da Terra que foram colonizadas mais recentemente incorporam menos fonemas nas línguas locais ao passo que as áreas que receberam os seres humanos modernos há milénios (principalmente a África subsaariana) ainda usam o maior número de fonemas.

Este declínio no uso de fonemas não é explicado por mudanças demográficas ou outros factores locais, e fornece fortes evidências de uma origem das línguas modernas humana em África.

Cognição supera cultura

O segundo estudo, publicado na Nature pelos investigadores Russell Gray e Simon Greenhill da Universidade de Auckland e os colegas Michael Dunn e Stephen Levinson do Instituto Max Planck de Psicolinguística, na Holanda, desafia a ideia de que o cérebro humano produz regras universais para a linguagem.

“A diversidade das línguas do mundo é incrível”, afirma Russell Gray. “Há cerca de sete mil línguas faladas hoje em dia, algumas com apenas uma dúzia de sons contrastivos, outros com mais de cem, alguns com padrões complexos de formação de palavras, outros apenas com simples palavras, alguns com o verbo no início da frase, outros no meio e no final”.

Segundo o cientista, a investigação “mostra que as reivindicações que alguns linguistas têm feito sobre o papel da estrutura inata da mente humana na formação da variação linguística têm sido extremamente exageradas”.

Com métodos computacionais derivados da biologia evolutiva, Russell Gray e equipa analisaram os padrões globais na ordem da evolução da palavra. Em vez de padrões universais de dependências nas características da palavra, os investigadores descobriram que cada família de linguagem tinha as suas próprias tendências evolutivas. “No que toca à evolução da linguagem, a cognição prevalece sobre a cultura”, sublinhou Russell Gray.
antonio saias
2011-04-19
11:19
interessante seria saber em que fase de evoluo o homem comea a utilizar a fala

S Sapiens? ou j em fases anteriores?
Julio Machin
2011-04-21
17:32
La estructura del lenguaje es demasiado vasta para constreirla solamente a dos investigaciones que mas se basan en nuevos softwares que en un estudio profundo de la lingistica. Tenemos que analizar, independientemente de que haya o no nacido en Africa, las interrelaciones que han habido a travs de los milenios con conquistas, intentos de conquistas, fracasos, migraciones y ocupaciones de muchos siglos. verbigracia los 800 aos musulmanes en Espaa y antes la generalizacin del uso de la vulgata en lugar del latn para los pueblos indoeuropeos del mediterrneo.
Nos ponemos serios y estudiamos antes de tomar conclusiones a todas vistas apresuradas?. Saludos a todos
Maria das Graas Pereira Nunes
2011-08-04
12:52
At aqui, no podemos dizer diferente. Tudo comeoi em frica. Ento at aqui a frica a oorigem. Ento vamos cuidar melhor de nosssas bases.Precisamos cuidar de mama frica e precisamos aguardar o futuro. O gelo est derretendo.

Adicionar comentário:

Comentário
Nome:
Email:
Insira as letras na caixa
Ciência Hoje não publica comentários anónimos. Ciência Hoje só publica comentários identificados com nome e email para eventual posterior contacto. Ciência Hoje recusa publicar comentários insultuosos ou ataques pessoais.

ltimas notcias

Santurio de pesca no ndico concilia
conservao e alvio da pobreza

Mais quatro cientistas portugueses escolhidos para a EMBO

Endoscopia em 2035: Que futuro antecipar?

Login, logo existo?

MORREU MARIANO GAGO

Siemens desenvolve sistema de sensores
que facilita o estacionamento nas cidades

Artista portugus e cientista da Harvard Medical School
criam escultura inspirada na biologia celular

Quais as principais caractersticas
nutricionais e funcionais da bolota?

UBI acelera processo na luta contra o cancro

Coimbra estuda dieta das aves das Galpagos

Olfacto humano ajuda a desvendar crimes violentos

Aluno da FCUL cria barmetro de eficincia energtica

UA desenvolve tecnologia para armazenar
e dar mobilidade eletricidade

Industrializao e conjuntos sociotecnolgicos
o caso dos laticnios aorianos

No more bleeding for iron overload patients?

Coimbra d importante contributo
para aplicao da terapia gnica

Estudo indito do sofrimento na deficincia visual
vale nota 20 a aluna quase cega

Prmio Terre de Femmes para biloga da UA

Encontrado o gene responsvel
pela reaco das plantas ao toque

Dores nas costas e hrnias discais

Investigao sobre Cancro, AVC e descontaminao da gua
por medicamentos distingue jovens investigadoras

UTAD investiga valor nutricional do leite de golfinhos

Terapia amiga do ambiente descontamina
guas das pisciculturas

Portas abertas para novos tratamentos
para a artrite reumatide

Gosta de merujes? Vo aparecer na sua mesa!

Estudantes de medicina apostam
na formao cientfica e humana

Investigadora da Universidade de Coimbra premiada
pela Sociedade Portuguesa de Doenas Metablicas

UC estuda o impacto do novo metro igeiro de Macau

Hepatite C: nova realidade, novos horizontes

Sade do crebro e do corao comea na boca