Receba as notícias:

UMinho premiada por conservação alternativa da castanha

Projecto "CHESTNUTSRAD” prevê esterilização por irradiação

2011-04-20
Portugal produz mais de 30 mil toneladas de castanhas.
Portugal produz mais de 30 mil toneladas de castanhas.
O projecto «CHESTNUTSRAD: Tratamento alternativo de conservação de castanha», que envolve investigadores da Universidade do Minho (UMinho), foi recentemente premiado no concurso nacional de inovação FOOD I&DT, em Lisboa.

O trabalho defende que as castanhas para exportação podem ser esterilizadas por irradiação, através de feixes de electrões, em vez da habitual esterilização por água quente. A técnica já foi confirmada na União Europeia para outros alimentos. Falta testar na castanha se, além de eliminar bolores, se mantém a qualidade, o sabor e as características do fruto.
A equipa de investigação inclui o grupo de Micologia Aplicada do Centro de Engenharia Biológica e a Micoteca da UMinho, a empresa Agroaguiar, o Instituto Politécnico de Bragança e o Instituto Tecnológico e Nuclear. O projecto durará até 2013, tem apoio da Agência Portuguesa da Inovação e é financiado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

Portugal produz mais de 30 mil toneladas de castanhas por ano, sendo um terço para exportação (sobretudo Brasil, EUA e Canadá), o que representa perto de 15 milhões de euros. Em Trás-os-Montes recolhe-se 85 por cento da produção do país.

A UE proíbe desde 2010 a desinfecção da castanha por brometo de metilo, que não é nocivo para a saúde humana, mas prejudica a camada de ozono. Em alternativa, utiliza-se a esterilização por água quente, que os cientistas consideram dispendiosa, morosa e não totalmente eficaz. O método obriga à secagem cuidada do fruto, sob pena de se deteriorar durante do transporte para o estrangeiro, dificultando as remessas para países distantes.

O concurso FOOD I&DT, no qual o projecto CHESTNUTSRAD foi distinguido, esteve integrado no salão Alimentaria & Horexpo 2011, o maior evento nacional nos ramos da alimentação, distribuição e hotelaria. O concurso destinou-se a projectos de I&DT provenientes de entidades científicas e tecnológicas ou de empresas parceiras, com um grau de inovação diferenciador a nível nacional e internacional e com elevado potencial de mercado.

Castanha assada todo o ano

A castanha está a ganhar relevo na economia transmontana e têm sido realizados vários estudos pioneiros. A investigadora Paula Rodrigues, do Politécnico de Bragança, defendeu recentemente, na UMinho, a sua tese de doutoramento em Engenharia Química e Biológica, com o tema «Mycobiota and aflatoxigenic profile of Portuguese almonds and chestnuts from production to commercialisation».

Deste estudo encontrou-se duas novas espécies para a ciência, do fungo Aspergillus, que foram submetidas para publicação internacional e estão depositadas na Micoteca da UMinho, na sua forma activa e em exscicata.

A inovação sobre este alimento já permite termos também castanha assada ultracongelada pronta a comer em qualquer dia do ano – basta aquecer cinco minutos no forno ou micro-ondas. A castanha já assada sai embalada em vácuo de uma empresa de Vila Pouca de Aguiar e a novidade está a ter sucesso nos EUA. Acredita-se mesmo que este produto possa em breve ser servido nos cafés como os tremoços e amendoins.
CiESA
2011-04-26
12:38
o artigo a “UMinho premiada por conservação alternativa da castanha”, peca por falta de rigor uma vez que, o Projecto em referencia, integra a Uminho mas, é um Projecto liderado pela Agroaguiar Lda. , uma empresa de processamento e comercialização de castanha e outros produtos agro-alimentares, em parceria com a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança (no qual um dos seus docentes está a desenvolver o seu Projecto de Doutoramento), a Universidade do Minho e o Instituto Tecnológico e Nuclear. Efectivamente foi o Instituto Politécnico de Bragança/Escola Superior Agrária, que candidataram o Projecto à Horexpo. A notícia de que é a Uminho a ser premiada, não só é pouco rigorosa como facciosa, uma vez que deveriam referir que o Projecto CHESTNUTSRAD – Tratamento alternativo de conservação de castanha foi premiado, para depois referirem as instituições envolvidas e todas elas em igualdade de circunstancias.

Adicionar comentário:

Comentário
Nome:
Email:
Insira as letras na caixa
Ciência Hoje não publica comentários anónimos. Ciência Hoje só publica comentários identificados com nome e email para eventual posterior contacto. Ciência Hoje recusa publicar comentários insultuosos ou ataques pessoais.

Últimas notícias

Detectar metástases pela axila e usar estímulos elétricos para recuperação motora

Crianças com melhor coordenação motora
apresentaram melhores resultados em tarefas cognitivas

Vai um queijo da Serra da Estrela com flor de castanheiro?

Nasce o maior instituto de investigação
em astrofísica de Portugal

Universidade de Aveiro «exporta» pastéis de nata

Como «infectar» as células vizinhas normais
tornando-as cancerosas

Mais mulheres menos cancro da próstata?

UMinho desenvolve método
para a libertação direccionada de fármacos

Para acabar (de vez?) com a turbulência nos aviões

Investigadores descobrem como os micróbios
constroem um poderoso antibiótico

Investigadora do CEDOC vence prémio FAZ Innovate Competition

UMinho cria gestor de exames à la carte

How tilapias use urine to attract females

UC participa solução inovadora
de apoio a pacientes em reabilitação cardíaca

Novos métodos para manter a qualidade das batatas

Cunha-Vaz distinguido com Prémio Albert C. Muse

Bactéria da flora intestinal de mosquitos
pode bloquear transmissão de malária e dengue

Subvalorizar o Ébola é crime!

Pepinos do mar já podem ser produzidos em aquacultura

A Ciência na educação pré-escolar

A guerra dos espermatozóides

O Viagra protege o coração para além do quarto

Premiado dispositivo portátil
para recuperar lesões desportivas

Aí está o andarilho inteligente motorizado
com «marca» portuguesa

Ajuda de emergência para «overdoses»

Investigadores portugueses abrem novas possibilidades
no desenho de vacinas contra o cancro

Porquê eu? Muitas mulheres que vivem na pobreza
culpam os filhos e a vida amorosa

O papel dos "oásis" oceânicos nas interacções
entre organismos marinhos

Planta substituta de sal desenvolvida
em cultura in vitro por aluna da UTAD

Trabalho de investigadores da UA
cruza-se com o do Nobel da Física 2014