Receba as notícias:

Obra de Darwin em português

Desafio deverá demorar dez anos a ser cumprido

2011-05-23
“A Origem das Espécies” em português teve um “receptividade muito boa”
“A Origem das Espécies” em português teve um “receptividade muito boa”
A editora Planeta Vivo, dedicada à investigação ambiental aplicada à edição e à publicação de obras de divulgação científica na áreas das ciências naturais, lançou-se no desafio de publicar a obra completa de Charles Darwin em português, que pela primeira vez é traduzida na íntegra para uma língua, sendo um projecto para dez anos à velocidade de dois livros por ano.

“É a primeira vez que a obra integral de Charles Darwin é traduzida para uma língua”,
afirmou Nuno Gomes, fundador da empresa instalada no Polo do Mar do Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC).
Em declarações à Lusa, admitiu que “traduzir e editar toda a biografia de Charles Darwin, que são 20 obras, todas elas muito extensas, é um projecto de doidos”, uma ousadia que mereceu a atenção da Universidade de Cambridge que vai disponibilizar online, na página oficial de Darwin, as publicações da Planeta Vivo.

A “A Origem das Espécies” foi a primeira obra de Charles Darwin editada pela Planeta Vivo em 2009, ano em que se assinalou 150 anos desde a primeira publicação do autor da teoria de evolução das espécies.

O biólogo Nuno Gomes explicou que “inicialmente o projecto era só editar a ‘A Origem das Espécies’”, mas acabou por lançar-se no desafio de publicar a colecção na íntegra, considerando “importante mostrar obras que as pessoas não conhecem e que são verdadeiras preciosidades”.

Durante o mês de Junho, será lançada “Variação sob Domesticação I”, que terá prefácio de Nuno Ferrand, comissário da exposição “A Evolução de Darwin”, organizada pela Universidade do Porto e, um mês depois, “A Ascendência do Homem”, que, realçou, “tem sido sempre mal traduzido para ‘A Origem do Homem”.

O primeiro livro da editora portuense já está disponível online na página da Universidade de Cambridge, onde serão disponibilizadas todas as obras à medida que forem publicadas.

"Freud foi beber a Darwin"

Para Nuno Gomes, “Darwin teve uma importância enorme em muitas áreas e na biologia em especial, mas também na agricultura, na psicologia. Muitas pessoas não sabem mas até Freud foi beber a Darwin, que estava muito à frente do seu tempo”. “Hoje em dia o que se está a confirmar, salvo ideias muito pontuais, é que Darwin estava certo em tudo”, declarou.

Segundo o biólogo e empresário, “A Origem das Espécies” teve um “receptividade muito boa”, acrescentando que “é o livro que está a vender mais na exposição de Darwin e tem havido muitas encomendas do Brasil de pessoas que viram a obra online e encomendaram a obra em papel”.
Rui
2011-05-24
10:32
Quando leio alguma notícia sobre o trabalho de Darwin não posso deixar de recordar Wallace. Em 1858, durante uma jornada de pesquisa nas ilhas Molucas, Indonésia, Wallace escreveu um ensaio no qual praticamente definia as bases da teoria da evolução e enviou-o a Charles Darwin, com quem mantinha correspondência, pedindo ao colega uma avaliação do mérito de sua teoria, bem como o encaminhamento do manuscrito ao geólogo Charles Lyell.
Jean Isidorio.
2011-05-24
20:58
Não tenho dúvidas em dizer que, mesmo que seja um trabalho titânico e caro, as obras de Darwin valem !!!O fato é que mesmo se trabalhando, estudando, em meio aos grandes avanços da Genética, da Biologia molecular e outros, os estudos ,as pesquisas do digníssimo Charles Darwin não ficam só como uma revolução do passado. Até hoje, mais de 150 anos depois de sua mais "polêmica" obra , ele continua sendo mal compreendido, pouco estudado e ridicularizado pelos "criacionistas" que apelam para
truques que todos nós já conhecemos.
Vejo essa atitude como mais um ato benéfico contra a ignorância, a falta de informação, que ainda ocorre em larga escala,ainda mais se tratando do país em que estamos. Parabéns à Editora Planeta Vivo!!! Jean Isidorio.

Adicionar comentário:

Comentário
Nome:
Email:
Insira as letras na caixa
Ciência Hoje não publica comentários anónimos. Ciência Hoje só publica comentários identificados com nome e email para eventual posterior contacto. Ciência Hoje recusa publicar comentários insultuosos ou ataques pessoais.

Últimas notícias

Investigação sobre Cancro, AVC e descontaminação da água
por medicamentos distingue jovens investigadoras

UTAD investiga valor nutricional do leite de golfinhos

Terapia amiga do ambiente descontamina
águas das pisciculturas

Portas abertas para novos tratamentos
para a artrite reumatóide

Gosta de merujes? Vão aparecer na sua mesa!

Estudantes de medicina apostam
na formação científica e humana

Investigadora da Universidade de Coimbra premiada
pela Sociedade Portuguesa de Doenças Metabólicas

UC estuda o impacto do novo metro igeiro de Macau

Hepatite C: nova realidade, novos horizontes

Saúde do cérebro e do coração começa na boca

Descoberto o responsável pelo surgimento
de problemas de memória

UA combate contrafacção com códigos DNA para marcas

Investigadores belgas e franceses medem
a temperatura do coração das estrelas

Estudante da UA imprime circuitos electrónicos em papel

Je suis Charlie

Investigações sobre cromossomas e doença de Huntington
premiadas hoje pela FLAD

Investigadora da UTAD distinguida na Galiza
com Prémio “Vicente Risco”

Compostos descobertos na casca do eucalipto
já têm método de extracção

Em 2015 continuo a supor que poderíamos ter pedido baunilha…

Investigadores de Coimbra querem melhorar
prognóstico do transplante de fígado

Curador do primeiro planetário da América
vai ser português

Humilhação dos 7-1 leva o Brasil
a olhar para a ciência

Carlos Ribeiro eleito para o primeiro grupo
dos FENS-Kavli Scholars

Rotundas virtuais vão projectar rotundas reais
seguras e amigas do ambiente

Dê azeite ao seu coração

Dois jovens cientistas portugueses
entre oito distinguidos pela EMBO

Neste Ano Novo dê o seu apoio ao Ciência Hoje

Efeitos da cafeína diferem com ou sem açúcar?

António Fernandes da Fonseca deixou a “sua marca”
na passagem pelo Mundo!

É possível estudar «cientificamente» os enchidos?
Universidades de Lisboa, Évora e Trás-os-Montes e Alto Douro fizeram investigação