Receba as notícias:

Estrela anã branca explode perto da Terra

Dentro de uma semana será possível observar o brilho da supernova apenas com binóculos

2011-08-29

Supernova encontra-se na M101, conhecida como Galáxia do Catavento (Créditos:  BJ Fulton, LCOGT; Peter Nugent; Palomar Transient Factory)
Supernova encontra-se na M101, conhecida como Galáxia do Catavento (Créditos: BJ Fulton, LCOGT; Peter Nugent; Palomar Transient Factory)
O telescópio do Observatório do Monte Palomar, em San Diego (Califórnia), captou o início da transformação de uma estrela em supernova. O brilho desta supernova, de tipo Ia, está a aumentar a cada minuto. Devido à sua proximidade com a Terra,  a supernova poderá ser vista através de uns bons binóculos daqui a  uma semana ou dez dias, estimam os investigadores.

Os computadores que analisam os dados do telescópio identificaram o fenómeno no dia 24 de Agosto e difundiram-no pela rede mundial de observatórios. O primeiro cientista a observar a PTF 11kly foi Peter Nugent, do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley. A supernova encontra-se na M101, conhecida como Galáxia do Catavento, que se encontra “apenas” a 25 milhões de anos-luz de distância.

Estas explosões ocorrem quando uma estrela muito massiva queimou todo o hidrogénio (combustível) e o seu forno de fusão nuclear interno já não consegue conter a pressão da gravidade da própria estrela. O corpo entra em colapso desencadeando a explosão que chega a adquirir um brilho superior a toda a galáxia onde se encontra.

O investigador Mark Sullivan, da Universidade de Oxford, lidera uma das primeiras equipas que começou a seguir a evolução da supernova. Explica que estas supernovas tipo Ia são utilizadas para medir a expansão do Universo. Observar uma tão perto permite estudá-la detalhadamente como nunca foi feito.

Captar esta supernova nas suas primeiras horas é importante para os astrónomos pois permite não só ficar a conhecer a sua evolução como observar fragmentos da estrela que explodiu. Isto pode dar pistas para resolver o mistério da origem destas supernovas que têm intrigado os cientistas há várias décadas. 

Alfen Aiolfi Pinheiro
2012-11-14
04:54
Estrelas a essa distância não são tão perto. Afirmo isso porque a via-Lactea tem um raio de 100 mil anos luz e provavelmente existem estrelas dessa magnitude na nosa galáxia. A vintee cinco milhões de anos-luz ela é mais distante inclusive do que a galáxia de Andrômeda, a mais perto da terra e que contém o dobro de estrelas da nossa galáxia. Talvez nos tempos modernos essa tenha sido a mais perto mas...os chineses observaram por dias a 1200 anos anos a explosão de uma estrela dessas.

Adicionar comentário:

Comentário
Nome:
Email:
Insira as letras na caixa
Ciência Hoje não publica comentários anónimos. Ciência Hoje só publica comentários identificados com nome e email para eventual posterior contacto. Ciência Hoje recusa publicar comentários insultuosos ou ataques pessoais.

Últimas notícias

Um em cada quatro já traiu

A Ciência da Gestão de Ciência e Tecnologia
– reflexões de uma despedida

A ansiedade de estar doente no hospital?
O ambiente do quarto pode ajudar!

Prémio António Champalimaud reconhece tratamento
revolucionário de doenças graves da visão

João Rocha é o primeiro português
da European Academy of Sciences

O Porto na Guerra Fria

Nariz electrónico pode detectar
subgrupos de asma nas crianças

Oceanos de Esperança chegou a Boston

Braga quer construir travessas de caminho-de-ferro
com resíduos de plásticos mistos

Comer com sucesso no Mercado do Bom Sucesso

Lars Montelius é o novo director do INL

José Xavier participa no Atlas
sobre vida marinha no Oceano Antárctico

Utilizar Software de Código Aberto
permitiria ao Estado poupar milhões de euros

Trás-os-Montes apresentou no MInho cremes inovadores
que ajudam no tratamento de queimaduras, feridas profundas e psoríase

Sistema reduz de meses para dias o tempo necessário
para os cientistas testarem hipóteses

Empresa tecnológica de Braga serve milhões de pessoas

Investigadores de Coimbra avançam na luta
contra a febre da carraça e tifo epidémico

Uma «estranha» forma de atracção

A tinta que «pinta» a energia da luz solar em energia eléctrica

Amamentar diminui o risco de depressão pós-parto

Portugueses do IMM abrem caminho
a nova terapêutica para leucemia pediátrica

Quando o chichi «dá» luz!

Menos nicotina não quer dizer mais cigarros

Não-me-esqueças, a planta rara redescoberta no Corvo

Da felicidade à dor: entender a função da serotonina

Treinar o cérebro para melhorar a capacidade mulitarefa

Historiadores de linguística de todo o Mundo
reúnem-se na UTAD

A espantosa capacidade de regeneração do pâncreas

Ébola não é porventura tão temível como a gripe

Bloquear os canais de potássio pode salvar vidas