UMinho lança serviço para cartografar áreas florestais ardidas
FIREMAP entra em funcionamento esta semana

“A delimitação de terrenos percorridos por incêndios assume hoje uma especial importância, pois constitui a base do planeamento de acções de recuperação de áreas ardidas, de prevenção estrutural e de organização anual do sistema de vigilância e combate. A floresta é um recurso ambiental e económico que temos que preservar. O conhecimento rigoroso destas zonas é uma necessidade”, explica Carla Freitas, fundadora da GeoJustiça, spin-off especializada na recolha, no tratamento e na interpretação de informação geográfica de apoio à resolução de conflitos judiciais e extrajudiciais.
Esta é uma solução que vem responder às necessidas de diversas entidades, tais como os Gabinetes Técnicos Florestais, a GNR, a Autoridade Nacional de Protecção Civil, a Autoridade Florestal Nacional e o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, em mapear os terrenos percorridos por incêndios, através do levantamento e tratamento da informação geográfica.
“O que acontece é que estes organismos não dispõem de meios, nem de ‘know-how’ para o efeito”, reforça Paulo Pereira, doutorado em Ciências pela UMinho e responsável da Pangeo, cujo objectivo é disponibilizar serviços ligados à conservação da natureza, à educação ambiental e à informação geográfica.
O desenvolvimento do FIREMAP envolve ainda a colaboração das empresas GeoAtributo e PASSOS no AR, direccionadas para o planeamento e ordenamento do território e a produção de imagens aéreas, respectivamente. “São quatro projectos empresariais de áreas distintas mas complementares, garantido ao consórcio apoio técnico-científico e acesso ao mais moderno equipamento e a laboratórios de apoio”, conclui Carla Freitas.
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2012-06-11
14:04
Não há mais nada onde empatar recursos???
Com soluções destas, realmente, mais vale seguirem o conselho do PM - emigrem! Cá não fazem falta nenhuma...