Investigadores portugueses criam gomas saudáveis
Nutrally é feita com adoçantes naturais, gelificantes vegetais e fibras

A ideia surgiu quando os dois investigadores ainda eram alunos da Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica, no Porto. "Ambos tínhamos formação na área dos alimentos funcionais quer em barras de cereais, quer em leites e mel. Contudo o nosso desejo era encontrar algo novo, diferente e apelativo para colocar em prática o nosso conhecimento. Foi então que surgiu a ideia de serem gomas, cada vez mais comercializadas e admiradas pela maioria da população jovem e jovem adulta”, conta Silvino Henriques ao Ciência Hoje.
Trata-se de “uma transformação de paradigma que exige uma forte componente de engenharia/ciência alimentar para definir o processo e os ingredientes e ainda assim garantir um produto semelhante ao original”, descreve Silvino Henriques.

“Entendemos por alimentos saudáveis todos aqueles que após a sua ingestão, beneficiam de alguma forma o nosso organismo”, sublinha Silvino Henriques.
Em relação ao preço, mais uma vez o que é saudável sai mais caro. Assim, as novas gomas podem custar entre cinco a sete euros por 100 gramas, enquanto a mesma quantidade de gomas convencionais custam, em média, um euro.
“Quando olhamos para as gomas convencionais, sem qualquer propriedade acrescida, observamos que não tem existido uma evolução significativa há muito tempo. Por isso, a indústria tem vindo a percorrer um caminho de competição pelo preço. Contudo, quando falamos das gomas Nutrally,a ideia é ter um produto alimentar diferenciado, com ingredientes mais caros, algo que terá reflexo no preço, mas com um enquadramento e potencial muito superiores”, justifica Silvino Henriques.

“A curto-médio prazo esperamos ver a nossa marca em algumas lojas do Porto, uma vez que temos mantido alguns contactos favoráveis nesse sentido”, avança.
A médio-longo prazo “a ideia é incorporar outro tipo de ingredientes benéficos ao nosso organismo, tais como vitaminas e minerais”. E “a longo-prazo, influenciados pela nossa formação académica, seria elevar a fasquia, incluindo nesta matriz bactérias probióticas”, acrescenta.
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2012-06-15
09:11