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“Quem se fecha à comunicação vai atrofiar o tecido cerebral”

Neurociência em destaque no Instituto de Bioética da Católica Porto

2012-06-14
Por Susana Lage
Deve-se apostar em actividades mentais para atrasar doenças neuro-degenerativas
Deve-se apostar em actividades mentais para atrasar doenças neuro-degenerativas
“Por muito vertiginoso que esteja a ser o progresso no conhecimento do processo de funcionamento das estruturas cerebrais, não se compreende como uma actividade electroquímica se manifesta na subjectividade individual como um sentimento ou como uma ideia abstracta”.

Este é um dos maiores mistérios escondidos por detrás da capacidade mental, sobretudo em pessoas com idade mais avançada, segundo afirmam os investigadores Daniel Serrão e António Jácomo ao Ciência Hoje.
A questão levanta-se a propósito do seminário que se realiza amanhã, no Instituto de Bioética da Católica Porto, intitulado «Neurobiologia da sabedoria do idoso, para Goldberg».

Daniel Serrão e António Jácomo, coordenadores da iniciativa, explicam que a mente pode e deve ser estimulada. Os investigadores assumem, igualmente, que à semelhança do exercício físico, os indivíduos devem apostar em actividades mentais para atrasar ao máximo qualquer tipo de doença neuro-degenerativa.

“O cérebro é o órgão de relação da pessoa com o mundo exterior, que inclui as outras pessoas, claro. A melhor forma de o activar é mantê-lo voltado para o mundo exterior, pelas diversas sensorialidades, e para o mundo interior, pela curiosidade que estimula a inteligência reflexiva e simbolizadora. Quem se fecha à comunicação vai atrofiar o tecido cerebral e diminuir as suas capacidades efectoras”, explicam.

Além de uma oportunidade de reflexão sobre a actividade do cérebro humano, o ciclo «Mente – À sexta-feira», onde se insere o encontro, explica a influência que a Neurociência possui ao nível do trabalho mental e da vida espiritual.

“As neurociências confirmam a convicção de muitos filósofos de que corpo e alma são formas ‘complementares’, no sentido de Niels Bohr, de olhar, descrever e conhecer o homem. Sendo diferentes, são ambas verdadeiras porque a certeza está no método de conhecer. O corpo, como cérebro, condiciona as manifestações mentais que são depois autónomas. Sem cérebro a pessoa não pode amar, mas quando ama exprime e cria muito mais do que o cérebro possibilitou. Esta outra vida que é chamada vida do espírito, nasce do cérebro, mas cresce fora dele”, dizem Daniel Serrão e António Jácomo.
Zilá Nunes de Ávila
2012-06-15
13:45
Muito bom e esclarecedor!
Abubacar Mussagy
2012-06-22
08:08
Que boa noticia!!! Acredito plenamente que devemos dar muita vida ao nosso cerebro....

E isto vale-nos pouco dinheiro que tantas margens gastamos quando o mesmo estiver em situacao cronica...
Joana Andrade
2012-06-26
16:43
Gosto deste artigo!
Concordo que deve-se treinar o nosso cérebro de maneira progressiva e eficaz, de modo a possibilitá-lo a conhecer cada vez melhor, o mundo atual e até prevenir doenças degenerativas, que fazem-nos perder tanto dinheiro e tempo, se não forem bem ultrapassadas.
JOELMA DE OLIVEIRA
2013-05-02
02:03
...MARAVILHOSO ESTE ARTIGO.NEM MÉDICO ME DIRIA O QUE ACABEI DE LER.ENGRANDECEDOR!

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