“Quem se fecha à comunicação vai atrofiar o tecido cerebral”
Neurociência em destaque no Instituto de Bioética da Católica Porto

Este é um dos maiores mistérios escondidos por detrás da capacidade mental, sobretudo em pessoas com idade mais avançada, segundo afirmam os investigadores Daniel Serrão e António Jácomo ao Ciência Hoje.
Daniel Serrão e António Jácomo, coordenadores da iniciativa, explicam que a mente pode e deve ser estimulada. Os investigadores assumem, igualmente, que à semelhança do exercício físico, os indivíduos devem apostar em actividades mentais para atrasar ao máximo qualquer tipo de doença neuro-degenerativa.
“O cérebro é o órgão de relação da pessoa com o mundo exterior, que inclui as outras pessoas, claro. A melhor forma de o activar é mantê-lo voltado para o mundo exterior, pelas diversas sensorialidades, e para o mundo interior, pela curiosidade que estimula a inteligência reflexiva e simbolizadora. Quem se fecha à comunicação vai atrofiar o tecido cerebral e diminuir as suas capacidades efectoras”, explicam.
Além de uma oportunidade de reflexão sobre a actividade do cérebro humano, o ciclo «Mente – À sexta-feira», onde se insere o encontro, explica a influência que a Neurociência possui ao nível do trabalho mental e da vida espiritual.
“As neurociências confirmam a convicção de muitos filósofos de que corpo e alma são formas ‘complementares’, no sentido de Niels Bohr, de olhar, descrever e conhecer o homem. Sendo diferentes, são ambas verdadeiras porque a certeza está no método de conhecer. O corpo, como cérebro, condiciona as manifestações mentais que são depois autónomas. Sem cérebro a pessoa não pode amar, mas quando ama exprime e cria muito mais do que o cérebro possibilitou. Esta outra vida que é chamada vida do espírito, nasce do cérebro, mas cresce fora dele”, dizem Daniel Serrão e António Jácomo.
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2012-06-15
13:45
2012-06-22
08:08
E isto vale-nos pouco dinheiro que tantas margens gastamos quando o mesmo estiver em situacao cronica...
2012-06-26
16:43
Concordo que deve-se treinar o nosso cérebro de maneira progressiva e eficaz, de modo a possibilitá-lo a conhecer cada vez melhor, o mundo atual e até prevenir doenças degenerativas, que fazem-nos perder tanto dinheiro e tempo, se não forem bem ultrapassadas.
2013-05-02
02:03