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Astronomia portuguesa essencial na missão Euclid da ESA

Participação nacional é coordenada pelo CAUP e o CAAUL

2012-06-20
Por Luísa Marinho
Entre outras coisas, o Euclid vai fazer o mapa tridimensional do Universo
Entre outras coisas, o Euclid vai fazer o mapa tridimensional do Universo

A astronomia feita em Portugal vai estar em destaque na missão espacial Euclid, da Agência Espacial Europeia (ESA). Coordenada pelo Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP) e Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa (CAAUL), esta participação integra o consórcio liderado por Yannick Mellier (Institut d'Astrophysique de Paris), que tem a seu cargo a coordenação científica da missão.

Em conversa com o «Ciência Hoje», o investigador do CAUP António da Silva explicou os objectivos da missão e porque esta é a mais importante participação portuguesa na ESA.

A missão Euclid tem vários objectivos: “quer testar hipóteses acerca da origem do universo e perceber a natureza da energia e a da matéria escura, desvendando, também, como esta evoluiu ao longo do tempo”.

Isto vai permitir “perceber qual será o futuro do universo, verificar, com exactidão, como o universo pode evoluir”. O Euclid terá a igualmente a função de mapear a tipologia do universo, “fazer o seu mapa tridimensional”.

Outro objectivo importante, relacionado com todos os outros, é o teste à teoria da gravidade e da relatividade geral, pois vai tentar “perceber se a energia escura não será uma modificação da própria teoria da relatividade geral. Isto não quer dizer que a ponha em causa, mas poderá acrescentar-lhe alguma coisa”.

António da Silva considera que a participação portuguesa tem um papel “absolutamente essencial” na investigação. “O projecto divide-se no lançamento do foguete e no trabalho do consórcio internacional que vai dar o instrumento que permitirá as observações”, esclarece.

Os nossos dois institutos têm uma função específica: temos a responsabilidade de construir um conjunto de simulações que definirão para onde vai apontar o instrumento durante os seis anos da missão, ou seja, o que vai observar. Temos de encontrar uma forma óptima de fazer a pesquisa. Por isso, o trabalho do CAUP e do CAAUL está no centro da investigação”.

É a primeira vez que Portugal tem uma função tão relevante num consórcio científico de uma missão da ESA”. Este projecto vai permitir que se possam explorar mais aspectos do que os que estão acordados.“Qualquer investigador de outros centros nacionais pode contribuir, não precisa de ser destes centros de investigação, refere.

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