Africanos produziam lacticínios há 7 mil anos
Primeiras provas científicas são apresentadas na «Nature»

As evidências mais antigas de consumo de leite e da produção de lacticínios datam de 9 mil anos (zona da Anatólia) e 8 mil anos (Europa oriental). A arte rupestre encontrada no norte de África (Líbia) indicava já que o leite era utilizado e que a pecuária tinha uma enorme importância para os africanos. Mas até agora, não havia dados indiscutíveis que corroborassem a hipótese de que processassem leite por volta da mesma época, isto porque as pinturas rupestres são difíceis de datar.
Uma equipa internacional de cientistas acaba agora com as dúvidas: publica na «Nature», com honras de capa, a primeira prova, baseada em análises químicas a recipientes, de que em África já se utilizava gado para obter leite há 7 mil anos.
Durante o Holoceno (10 mil anos), as comunidades africanas de pastores, caçadores e pescadores ocupavam o território que é hoje um dos mais áridos da Terra. Na época tinha condições muito mais favoráveis, o que permitia a pastagem do gado.
Liderada por investigadores da Universidade de Bristol, a equipa analisou os ácidos gordos extraídos de algumas peças de cerâmica sem esmalte encontradas num sítio arqueológico na Líbia. No estudo, a equipa demonstrou que as gorduras procedentes do leite tinham sido processadas nesses recipientes há 7 mil anos.
Artigo: First dairying in green Saharan Africa in the fifth millennium bc
Últimas notícias
Instituto Gulbenkian de Ciência e Merck assinam acordo
Carnegie Mellon Portugal debate Inovação e Empreendedorismo
Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, 24 horas em festa
NASA anuncia um “grande desafio” espacial
Nova população de células estaminais pode ser a resposta
à falta de reservas dos bancos de sangue
Crianças correm mais riscos
de intoxicação alimentar no Verão
Organização Europeia de Culturas Microbianas
vai ser presidida por um português
Fármaco para osteoporose trava cancro da mama
'Pai' da nanotecnologia dá palestra no Porto
Teletransporte de átomos realizado com sucesso
Português cria células estaminais
do sistema sanguíneo com células da pele
Nasce em Coimbra um banco
de património genético agroflorestal
Spin-off da UMinho desenvolve novas
metodologias de detecção de rochas
Católica Porto coloca “genes cientistas”
dos alunos do secundário à prova
Novo doutoramento dedicado à História das Ciências
Bolsa milionária atribuída a jovem investigadora
da Universidade de Aveiro
Nanopartículas de ouro são utilizadas para tratar cancro
Cantanhede recebe encontro sobre células estaminais para medicina regenerativa
Mount Sinai Researchers Succeed in Programming Blood Forming Stem Cells
Acelerador de partículas de futura geração
pronto para construção
Supremo Tribunal dos EUA decide que
genes humanos não podem ser patenteados
Novo instrumento avalia limitações motoras
nos idosos após AVC
Novas bactérias encontradas no fundo oceânico
Primeiro mapa topográfico de Titã
Investigação da UMinho que rentabiliza
peles de couro recebe dois prémios
Seis de dez restaurantes de “fast-food” em Inglaterra
têm mais bactérias no gelo do que na sanita



