Receba as notícias:

Alunos rentabilizam sistema de microgeração de energia

Painéis fotovoltaicos fixos são "mais baratos"

2012-07-02
Por Susana Lage
Nuno Baioneta, Marco Marques, Nuno Alçada, Hugo Polido e Ricardo Oliveira
Nuno Baioneta, Marco Marques, Nuno Alçada, Hugo Polido e Ricardo Oliveira
Qualquer pessoa pode gerar uma pequena parte de energia eléctrica em sua casa a partir de fontes renováveis. A isto chama-se microgeração de energia e um dos métodos pode ser com recurso a painéis fotovoltaicos fixos, um sistema inovador desenvolvido por alunos da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda (ESTGA) da Universidade de Aveiro.

“A ideia foi da empresa EGTON Lda. que falou comigo e perguntou se era possível fazer esse projecto e achei que era interessante, pelo que avançámos”, afirma Valter Silva ao Ciência Hoje.
Segundo o orientador do projecto, o objectivo principal passa por rentabilizar um sistema fixo de microgeração de energia. Isto é, “tentar aproximar as produções de um sistema fixo às de um móvel com um preço que custa um sistema fixo que é muito mais pequeno”.

Hoje em dia existem dois tipos de sistema, os fixos e os móveis que seguem a trajectória do sol. Estes “são muito mais caros e têm muito mais manutenção porque envolvem partes mecânicas”, explica o especialista em eletrotecnia.

O novo sistema fixo desenvolvido pelos alunos de Aveiro apresenta mais-valias em relação aos móveis pois “é mais barato” que estes, “não tem manutenção” e “optimiza, a cada instante, o número de paneis que tem ligados e assim consegue uma maior rentabilidade que os sistemas normais”.

A energia que uma pessoa pode produzir através deste sistema tem de ir para a rede, mas “ainda bem”, diz Valter Silva, pois “a diferença entre o que o fornecedor de energia paga em relação ao preço que compra é enorme. Neste momento, pagam-nos 32 cêntimos pela energia que vendemos e custa cerca de 14 cêntimos aquilo que nós lhe compramos, por isso não compensa consumir a que produzimos”, sublinha.

O protótipo construído pelos alunos é capaz de medir a radiação incidente
O protótipo construído pelos alunos é capaz de medir a radiação incidente
Os alunos já têm um protótipo que é capaz de medir a radiação incidente e optimizar a quantidade de painéis fixos usados a cada instante. Apesar de não haver ainda uma data oficial para a comercialização da tecnologia, a Universidade garante que está para breve.

“Ainda não sabemos quando vai para o mercado porque estamos em testes, os alunos vão amanhã defender o trabalho e ainda há pequenas melhorias a fazer”, avança o professor. No entanto, continua, “alguns dos testes já realizados são bastante encorajadores”.

O trabalho desenvolvido por Hugo Polido, Marco Marques, Nuno Alçada, Nuno Baioneta e Ricardo Oliveira permitiu a estes alunos do 2º ano de Engenharia Eletrotécnica realizar aprendizagens práticas.

“Eles estão extremamente motivados, já me pediram para trabalhar nas férias porque querem fazer muitos testes e melhorias no sistema”, revela Valter Silva.
Maria da Guia Tavares
2012-07-03
08:08
Parabéns pela iniciativa.

Partilhem outros progressos.
Carlos Eduardo Martins
2012-07-09
23:25
E deste tipo de iniciativas que precisamos. è necessário aproximar cada vez mais as empresas das universidades com casos praticos e reais.

Adicionar comentário:

Comentário
Nome:
Email:
Insira as letras na caixa
Ciência Hoje não publica comentários anónimos. Ciência Hoje só publica comentários identificados com nome e email para eventual posterior contacto. Ciência Hoje recusa publicar comentários insultuosos ou ataques pessoais.

Últimas notícias

“Estamos prontos para uma mudança de fado”

Doutoramento da Fundação Champalimaud
seleccionado para financiamento pela FCT

Máquina caseira faz cópia de gene

Vitamina D pode ajudar doentes asmáticos

Gene Viriato essencial à formação do olho

Cassini investiga se há ondas em Titã

Pingos de tinta a flutuar num cocktail
de morango para festejar 15 anos de VLT

Investigadora do Porto lidera projecto
na área da imagiologia cardiovascular

Pangea: Ouro, prata e bronze para Portugal

Novo material artificial criado a partir de silício

Espanha é o país europeu com mais espécies ameaçadas

Nasce um novo título na área do jornalismo científico

A felicidade é a melhor medicina

Futuro da população de golfinhos do Sado dependente
de práticas de consciencialização ambiental

Novo coração artificial será implantado em quatro países

Vaca clonada a partir de células do tecido adiposo

Anúncios publicitários à medida do que os olhos vêem

Optix, um detector de bombas à distância

Campanha de 'crowdfunding' financia
documentário português em Cabo Verde

Fuga de amoníaco na Estação Espacial Internacional

O dinheiro não nasce nas árvores, mas o ouro sim!

Língua ancestral comum dos eurasiáticos
nasceu há 15 mil anos no Mediterrâneo

Investigadores criam jogo 'online' para mapearem neurónios

Investigadores descobrem núcleo de átomo em forma de pêra

"É necessário estabelecer
uma presença permanente em Marte"

Governo britânico distingue internacionalização
de empresas portuguesas

Nave da Virgin Galactic fez primeiro teste de voo

Investigadores da Católica Porto utilizam cogumelos
contra bactérias multi-resistentes

Sciencecalifragilistic é ciência na Champalimaud

Como as estações do ano se inscrevem no cérebro