Alunos rentabilizam sistema de microgeração de energia
Painéis fotovoltaicos fixos são "mais baratos"

“A ideia foi da empresa EGTON Lda. que falou comigo e perguntou se era possível fazer esse projecto e achei que era interessante, pelo que avançámos”, afirma Valter Silva ao Ciência Hoje.
Hoje em dia existem dois tipos de sistema, os fixos e os móveis que seguem a trajectória do sol. Estes “são muito mais caros e têm muito mais manutenção porque envolvem partes mecânicas”, explica o especialista em eletrotecnia.
O novo sistema fixo desenvolvido pelos alunos de Aveiro apresenta mais-valias em relação aos móveis pois “é mais barato” que estes, “não tem manutenção” e “optimiza, a cada instante, o número de paneis que tem ligados e assim consegue uma maior rentabilidade que os sistemas normais”.
A energia que uma pessoa pode produzir através deste sistema tem de ir para a rede, mas “ainda bem”, diz Valter Silva, pois “a diferença entre o que o fornecedor de energia paga em relação ao preço que compra é enorme. Neste momento, pagam-nos 32 cêntimos pela energia que vendemos e custa cerca de 14 cêntimos aquilo que nós lhe compramos, por isso não compensa consumir a que produzimos”, sublinha.

“Ainda não sabemos quando vai para o mercado porque estamos em testes, os alunos vão amanhã defender o trabalho e ainda há pequenas melhorias a fazer”, avança o professor. No entanto, continua, “alguns dos testes já realizados são bastante encorajadores”.
O trabalho desenvolvido por Hugo Polido, Marco Marques, Nuno Alçada, Nuno Baioneta e Ricardo Oliveira permitiu a estes alunos do 2º ano de Engenharia Eletrotécnica realizar aprendizagens práticas.
“Eles estão extremamente motivados, já me pediram para trabalhar nas férias porque querem fazer muitos testes e melhorias no sistema”, revela Valter Silva.
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