Teste doméstico para detectar HIV
Agência do Medicamento dos Estados Unidos aprova dispositivo

A partir de agora, para já apenas nos Estados Unidos, está disponível um teste rápido doméstico de detecção do vírus da imunodeficiência humana (HIV). Este teste, que não necessita de receita médica, foi ontem aprovado pela Agência do Medicamento dos Estados Unidos (FDA).
“Autorizamos o seu uso doméstico já que, para a própria pessoa, conhecer o seu estado de saúde é um factor essencial no momento de prevenir a doença. Saber é o primeiro passo para combater”, esclarece, em comunicado, Karen Midthun, directora do centro da FDA para a Avaliação e Investigação Biológica.
O teste, concebido para detectar a presença de anticorpos do tipo HIV-1 e HIV-2, consiste na recolha de saliva das gengivas superiores e inferiores. O resultado é obtido em apenas 20 minutos, informa a FDA.
Há dois meses que um comité de especialistas avaliava o seu uso doméstico, que já se realiza em hospitais ou centros ambulatórios. O teste está desenhado para permitir que qualquer pessoa o possa fazer em casa. Mas devem ter-se em conta vários pontos, adverte a agência.
Mesmo que o resultado dê positivo, devem fazer-se análises adicionais num centro médico. O mesmo se aplica para o caso de dar negativo, principalmente se a possível exposição ao vírus aconteceu há menos de três meses.
Os estudos clínicos demonstraram que o teste, chamado OraQuick, detecta correctamente a presença de infecção em 92 por cento dos casos. No entanto, é eficaz em mais de 99 por cento dos casos negativos.
A empresa OraSure Technologies, que desenvolveu o dispositivo, contará com um centro de informação e apoio durante 24 horas por dia, serviço que oferecerá instruções sobre como utilizar correctamente o teste.
Nos Estados Unidos estima-se que estejam infectadas com o vírus 1,2 milhões de pessoas, sendo que 20 por cento não o sabe, segundo os dados do Centro de Prevenção de Doenças (Center for Disease Control and Prevention - CDC). Por ano, aparecem 50 mil novos casos e em 2010 faleceram 13 mil pessoas de sida.
O comunicado da FDA não menciona qual será o preço de venda ao público. No entanto, os profissionais de saúde já o podiam adquirir por 17,50 dólares (aproximadamente 14 euros).
Últimas notícias
Instituto Gulbenkian de Ciência e Merck assinam acordo
Carnegie Mellon Portugal debate Inovação e Empreendedorismo
Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, 24 horas em festa
NASA anuncia um “grande desafio” espacial
Nova população de células estaminais pode ser a resposta
à falta de reservas dos bancos de sangue
Crianças correm mais riscos
de intoxicação alimentar no Verão
Organização Europeia de Culturas Microbianas
vai ser presidida por um português
Fármaco para osteoporose trava cancro da mama
'Pai' da nanotecnologia dá palestra no Porto
Teletransporte de átomos realizado com sucesso
Português cria células estaminais
do sistema sanguíneo com células da pele
Nasce em Coimbra um banco
de património genético agroflorestal
Spin-off da UMinho desenvolve novas
metodologias de detecção de rochas
Católica Porto coloca “genes cientistas”
dos alunos do secundário à prova
Novo doutoramento dedicado à História das Ciências
Bolsa milionária atribuída a jovem investigadora
da Universidade de Aveiro
Nanopartículas de ouro são utilizadas para tratar cancro
Cantanhede recebe encontro sobre células estaminais para medicina regenerativa
Mount Sinai Researchers Succeed in Programming Blood Forming Stem Cells
Acelerador de partículas de futura geração
pronto para construção
Supremo Tribunal dos EUA decide que
genes humanos não podem ser patenteados
Novo instrumento avalia limitações motoras
nos idosos após AVC
Novas bactérias encontradas no fundo oceânico
Primeiro mapa topográfico de Titã
Investigação da UMinho que rentabiliza
peles de couro recebe dois prémios
Seis de dez restaurantes de “fast-food” em Inglaterra
têm mais bactérias no gelo do que na sanita




2012-07-09
15:40