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Aumento de ondas de calor e de incêndios nos próximos anos

Investigação AdaptaClima/AMAVE avaliou impactos das mudanças climáticas

2012-07-17
Número de fogos e de hectares consumidos cresce a cada ano
Número de fogos e de hectares consumidos cresce a cada ano
As temperaturas no Norte litoral poderão aumentar até 0,5 graus por década e a precipitação ser mais concentrada no Outono, havendo condições para haver mais ondas de calor e mais incêndios florestais. As conclusões estão num estudo coordenado pelos professores António Bento Gonçalves e António Vieira, do Departamento de Geografia da Universidade do Minho.

A investigação, designada AdaptaClima/AMAVE (Interreg Sudoe IV B), avaliou os impactos das mudanças climáticas em termos de incêndios florestais no vale do Ave, podendo as suas conclusões ser extrapoladas para os vales do Cávado e do Sousa, englobando 1.25 milhões de pessoas.
Bento Gonçalves avisa que as consequências das mudanças do clima serão cada vez mais visíveis: “O número de fogos e de hectares consumidos cresce a cada ano e há locais a arder consecutivamente, devendo o período crítico de ocorrência ser alargado ao longo do ano”. Na primavera a temperatura tende a aumentar entre 0,6 e 1,0 graus por década, sendo esse aumento mais significativo no mês de Março.

Haverá ainda redução significativa de dias e noites frias durante o ano e a diminuição de precipitação em Fevereiro, embora no outono deva chover mais. O investigador acrescenta que poderão surgir condições que propiciam o aumento de pragas e doenças florestais.

“É preciso um plano devidamente estruturado, o que é difícil porque os ciclos políticos são curtos e os resultados destas medidas só serão visíveis daqui a 20 ou 30 anos”, salienta ainda Bento Gonçalves.

Como medidas preventivas, o especialista indica a elaboração de planos de ordenamento das áreas de montanha, a formação e acções de sensibilização para agentes que vigiam e combatem os incêndios, a criação de medidas legislativas para as áreas urbano-florestais, a promoção de estudos técnico-científicos, a criação de uma rede de postos meteorológicos florestais com sistemas de aviso e, ainda, a sensibilização da população, principalmente a escolar.
Clementina Teixeira
2012-07-18
09:29
Estamos a deitar grande parte do nosso País ao lixo, e a seguir deitamos-lhe fogo. Como passo imenso tempo na zona do interior do País, completamente desertificada, ie, Beira Interior, vivo este drama no meu quotidiano. Agora ainda vamos plantar mais eucaliptos? É urgente que os cientistas divulguem mais alto o que se está a passar!

So, we are old and we set Portugal on fire!
Maria Sousa
2012-07-20
20:14
O nosso país continua a arder,é um drama uma ''calamidade''os eucaliptos bebem muita água,segundo o que se consta, eles espalham as raízes por km de distancia.Penso que não é arvore ideal para plantação,os cientista que divulguem o que se está a passar!é preciso um plano dividadmente estruturado.

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