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Ana Oliveira procura combater doença das abelhas

Produto inovador em desenvolvimento pode evitar destruição de colmeias

2012-08-04
Ana Oliveira
Ana Oliveira
Ana Oliveira, investigadora do departamento de Engenharia Biológica (DEB) da Universidade do Minho, está a desenvolver um produto inovador capaz de combater a loque americana, uma doença bacteriana que atinge as abelhas e provoca prejuízos económicos consideráveis no sector da apicultura.

A loque americana, provocada pela bactéria Paenibacillus larvae, afecta os estádios larvares da abelha, sendo as abelhas adultas responsáveis pela sua distribuição. Esta situação leva 17 mil produtores portugueses a queimar as colmeias afectadas para erradicar a doença, prejudicando o crescimento da actividade, que só em 2011 rendeu cerca de 100 milhões de euros.
“Estamos a procurar uma forma de combater o flagelo não através de antibióticos, uma vez que de acordo com a legislação europeia não é permitida a sua presença no mel, mas utilizando vetores biológicos antimicrobianos, os bacteriófagos, que existem e são isolados do meio ambiente”, explica a doutorada em Engenharia Química e Biológica.

O objetivo é que o produto à base de bacteriófagos possa ser aplicado pelos apicultores nas abelhas, o que poderá vir a ter resultados positivos na exportação e no consumo de mel. Apesar de ser uma solução inovadora, o Centro de Engenharia Biológica da UMinho já se dedica ao estudo da aplicação de bacteriófagos no controlo de doenças há alguns anos.

O projecto de investigação está a ser desenvolvido em parceria com o engenheiro zootécnico Tiago Moreira, que se dedica à apicultura na zona de Entre Douro e Minho, a Federação Nacional de Apicultores e a Direção Geral de Veterinária.
antónio saias
2012-08-06
17:14
em Évora
traseiras da SÉ, a uns 5-6 metros de altura, no vértice de uma pedra da parede, há um enxame em atividade há muitos anos.
bem visível do exterior

por que não morrem as abelhas deste enxame?

pela localização em altura?
pelo material da "colmeia"- granito?

já perguntei a especialistas locais, todos acharam, embora não dissessem, que é tonteria minha preocupar-me com esses pormenores
Luis Martins
2012-08-07
12:31
É com comentários como esse, "é tonteria preocupar-se com esses pormenores" que morre qualquer investigação. É como a resposta: " Porque sim! "

O que nos vale, é que encontramos muita gente que não se preocupa com esses derrotismos e avança na procura de respostas.

Bom trabalho. Só lamento que a investigação dos bacteriófagos não esteja mais dessiminada.
António Sarmento
2012-12-19
20:08
Força senhora investigadora. As abelhas necessitam da sua ajuda.
É claro que vamos ter uma grande empresa a ganhar com o seu trabalho.
Pedro M
2013-01-16
19:06
António Saias, esse enxame no granito, são mesmo abelhas ou são vespas? Como sabe que elas não morrem e, como é normal, nos anos seguintes, como existe cera lá dentro, são para lá atraídas mais abelhas?
Sendo apenas uma colmeia, num local sem mais abelhas a competir e sem pragas e doenças por perto, é normal que se dêem muito bem por lá.
Se se passar a produzir mel nos telhados da sé, é certo que as pragas e doenças virão.
Um acompanhamento durante 2 anos desse enxame, todos os dias, seria o ideal para se tirar qualquer conclusão.

Cumprimentos,
PM
Diamorais
2013-04-06
10:52
Esforço-me por acompanhar o trabalho desenvolvido por toda a comunidade cientifica e os resultados que vão sendo alcançados, eles,os cientistas,são os verdadeiros Líderes da Humanidade.È a minha modesta opinião.DM

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