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Alunos britânicos estudam cenário descrito no filme Armaggedon

2012-08-24
Não temos tecnologia suficiente para desviar um esteróide
Não temos tecnologia suficiente para desviar um esteróide
Três estudantes de Física, da Universidade de Leicester (Reino Unido), decidiram debruçar-se sobre a credibilidade científica do filme «Armageddon» (1998) e tentar perceber seria possível salvar a Terra na eventualidade de existir o risco de um enorme asteróide colidir contra ela.

No filme realizado por Michael Bay, um enorme asteróide do tamanho do Texas, ou seja, uma esfera com mil quilómetros de diâmetro, aproxima-se do nosso planeta a uma velocidade de 35 mil quilómetros por hora e, como tal, qualquer forma de vida deixaria de existir. Os investigadores da Nasa apresentaram como solução detonar bombas nucleares no seu interior.
Os três alunos britânicos dizem que não é um cenário viável. Para chegar a esta conclusão, usaram os dados facultados e calcularam a energia atómica necessária para que a operação fosse bem-sucedida. No entanto, defendem que mesmo a maior bomba atómica construída até agora – como a Tsar RDS-220, bomba russa com o nome de código «IVAN», que tem 57 megatons (equivalente a 57 milhões de toneladas de dinamite) –, seria insuficiente. Além disso, para conseguir desviar este planetóide, a explosão deveria ocorrer a 13 mil quilómetros e não a 100 mil, tal como no filme.

Os asteróides são corpos celestes pouco luminosos e, por isso, pouco visíveis mesmo para ser detectado pelo Hubble. Os estudantes afirmam que “não temos tecnologia suficiente para explodir o planetóide", mesmo que detectado mais cedo.
Antonio Carlos
2012-09-11
09:34
Uma detonação nuclear entre 20 e 40 megatons, até mesmo superficial, tem capacidade de desviar um asteroide de 1 Km de diâmetro, desde que o mesmo esteja a uma distância adequada, ou seja, acima dos 13 mil quilômetros citados. Pode-se usar como referência o fato de que as crateras formadas por tais detonações terem diâmetros maiores que 1 Km. Efeitos desta envergadura, mesmo sem rompimento do asteroide, provocam significativos desvios em sua trajetória, o que em distâncias adequadas significa salvar a Terra.

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