Stress traz alterações duradoiras em cérebro de soldados
Descoberta zona cerebral sensível a situações perturbadoras

Para o estudo, liderado por Guido van Wingen, foram realizados testes de imagem cerebrais (por ressonância magnética) a 33 soldados antes de serem reencaminhados para uma missão de quatro meses no Afeganistão, sendo testados seis semanas após o seu regresso e, novamente, um ano e meio mais tarde. Os investigadores ressalvam que nenhum destes indivíduos foi ferido ao longo da missão, mas todos foram submetidos a um stresse prolongado em zonas de combate.
Os cientistas detectaram evidências de perturbações duradoiras em circulação entre duas zonas do cérebro – no córtex pré-frontal e no mesencéfalo. Segundo uma nota de van Wingen, a observação sugere que “o cérebro humano pode recuperar de efeitos deletérios do stresse”, mas revela ainda que haverá “alterações duráveis na rede neural que poderá aumentar a vulnerabilidade a outros condições semelhantes e, por sua vez, levar a um défice cognitivo prolongado”.
Entretanto, a equipa de investigação tentou saber se estes resultados podem extrapolar para os civis submetidos a um stresse prolongado e revelam que neste caso, os efeitos poderão ser mais intensos já que não são treinados para resistir a situações de agastamento e ansiedade.
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