Receba as notícias:

Coletes «salva-vidas» com tecnologia portuguesa

Sensores colocados nos coletes emitem
informações para aparelhos informáticos

2013-01-23
Por Sara Pelicano
O projecto Vital Responder introduziu tecnologia portuguesa em coletes que permitem monitorizar profissionais como os bombeiros durante o exercício da sua actividade. São colocados sensores que fazem monitorização cardíaca. Os sensores estão ligados a uma placa de dados que armazena e transmite a informação recolhida pelos sensores para aparelhos informáticos como computadores, tablet, PDA (assistente pessoal digital) e outros.

“O projecto é baseado numa tecnologia que a Universidade de Aveiro que fez spin-off em 2007. Esta tecnologia vestível permite embeber no tecido sensores. Pegamos nessa tecnologia e evoluímos para as necessidades que bombeiros, polícias e paramédicos têm. Para os monitorizar, uma vez que é sabido que são profissionais mais sujeitos a eventos cardiovasculares que outros, devido à fadiga extrema e ao stress contínuo a que são sujeitos”, explica João Paulo Cunha, professor na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e coordenador do projecto.
No caso de problema com o profissional, o aparelho emite um sinal de alerta para os outros colegas da equipa e permite que haja uma resposta mais rápida. “Se o sinal de GPS funcionar minimamente, os
Vital Responder permite monitorizar, localizar, coordenar e assim minimizar potenciais riscos à segurança dos profissionais.
Vital Responder permite monitorizar, localizar, coordenar e assim minimizar potenciais riscos à segurança dos profissionais.
colegas podem mesmo saber onde é que o colega com problemas se encontra e haver um auxílio mais rápido”
, adianta o especialista em engenharia biomédica.

O sucesso desta tecnologia já foi comprovado em corporações de bombeiros do Norte do país. “Temos 1300 horas de eventos disponíveis e já temos já publicações desses resultados”, pormenoriza João Paulo Cunha.

O trabalho tem sido desenvolvido de forma interdisciplinar, reunindo cientistas da Universidade de Aveiro, à qual João Paulo Cunha pertencia, da Universidade do Porto, profissionais de saúde, da indústria têxtil e bombeiros.

A esta interdisciplinaridade juntam-se também profissionais internacionais através da Carnegie Mellon University (CMU). “Há uma professora da CMU que está a aplicar esta tecnologia nas suas aulas. É tecnologia portuguesa que foi para os Estados Unidos da América e não o contrário”, sublinha João Paulo Cunha.

O Vital Responder é um projecto desenvolvido a pensar no mercado, onde poderá chegar entre três a cinco anos.

Adicionar comentário:

Comentário
Nome:
Email:
Insira as letras na caixa
Ciência Hoje não publica comentários anónimos. Ciência Hoje só publica comentários identificados com nome e email para eventual posterior contacto. Ciência Hoje recusa publicar comentários insultuosos ou ataques pessoais.

Últimas notícias

A Ciência da Gestão de Ciência e Tecnologia
– reflexões de uma despedida

A ansiedade de estar doente no hospital?
O ambiente do quarto pode ajudar!

Prémio António Champalimaud reconhece tratamento
revolucionário de doenças graves da visão

João Rocha é o primeiro português
da European Academy of Sciences

O Porto na Guerra Fria

Nariz electrónico pode detectar
subgrupos de asma nas crianças

Oceanos de Esperança chegou a Boston

Braga quer construir travessas de caminho-de-ferro
com resíduos de plásticos mistos

Comer com sucesso no Mercado do Bom Sucesso

Lars Montelius é o novo director do INL

José Xavier participa no Atlas
sobre vida marinha no Oceano Antárctico

Utilizar Software de Código Aberto
permitiria ao Estado poupar milhões de euros

Trás-os-Montes apresentou no MInho cremes inovadores
que ajudam no tratamento de queimaduras, feridas profundas e psoríase

Sistema reduz de meses para dias o tempo necessário
para os cientistas testarem hipóteses

Empresa tecnológica de Braga serve milhões de pessoas

Investigadores de Coimbra avançam na luta
contra a febre da carraça e tifo epidémico

Uma «estranha» forma de atracção

A tinta que «pinta» a energia da luz solar em energia eléctrica

Amamentar diminui o risco de depressão pós-parto

Portugueses do IMM abrem caminho
a nova terapêutica para leucemia pediátrica

Quando o chichi «dá» luz!

Menos nicotina não quer dizer mais cigarros

Não-me-esqueças, a planta rara redescoberta no Corvo

Da felicidade à dor: entender a função da serotonina

Treinar o cérebro para melhorar a capacidade mulitarefa

Historiadores de linguística de todo o Mundo
reúnem-se na UTAD

A espantosa capacidade de regeneração do pâncreas

Ébola não é porventura tão temível como a gripe

Bloquear os canais de potássio pode salvar vidas

Técnicas de meditação associadas ao budismo tibetano
podem melhorar o desempenho do cérebro