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Controle biológico em milho tem 17 espécies eficientes

Investigador Ivan Cruz defende a necessidade de incubar empresas

2006-09-27
Por Por Clenio Araújo
A Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) possui tecnologia sobre a multiplicação e o uso de 17 espécies que controlam diferentes pragas na cultura do milho, sobretudo a lagarta-do-cartucho, a que mais traz prejuízos ao produtor rural brasileiro. Os trabalhos envolvem parasitóides que agem especificamente sobre os causadores de pragas como as lagartas do cartucho e da espiga e o pulgão do milho. Os chamados inimigos naturais praticam o controle biológico e são uma alternativa ao
uso, às vezes indiscriminado e exagerado, de agrotóxicos nas lavouras brasileiras de milho.

O Laboratório de Criação de Insectos (Lacri) trabalha no monitoramento da ocorrência de pragas nas diferentes regiões do país. Identificados os potenciais inimigos naturais, eles são criados e reproduzidos em condições de laboratório para, depois, serem testados no campo. Os que
obtêm sucesso, como os já conhecidos Trichogramma e Telenomus, passam a figurar entre os agentes de controle biológico, tecnologia que tem forte apelo ambiental e já é usada em algumas propriedades rurais.

O pesquisador Ivan Cruz, da Embrapa Milho e Sorgo, afirma que é necessário, agora, colocar essa tecnologia no mercado e à disposição de mais produtores: “O que precisa é incubar empresas”, sugere. Nesse sentido, ele se diz favorável à criação de biofábricas regionais, pequenas empresas que produziriam e comercializariam inimigos naturais em cidades próximas. Actualmente, existe uma biofábrica em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, que trabalha seguindo as orientações da Embrapa.

Ivan salienta que ainda faltam estudos sobre o custo de produção de quase todos os inimigos naturais. No caso do Trichogramma, esse trabalho já foi feito. O pesquisador acredita que é possível, em grande parte, substituir o uso de agrotóxicos utilizando tecnologias como o controle biológico. “O grande problema é o balanço entre os inimigos e o uso de agrotóxicos”, explica, referindo-se a um equilíbrio que deve existir no manejo das pragas, que nada mais é do que saber o quanto de dano causado por ela pode ser tolerado pela lavoura.

Novos projectos

Estão sendo elaborados projetcos, tanto na área de pesquisa como em transferência de tecnologia, para aprimorar e repassar o conhecimento em controle biológico de pragas em milho. O acompanhamento da evolução das pragas é importante. A incidência de pulgão nas últimas safras e o
aparecimento de populações resistentes a determinados produtos químicos, por exemplo, demonstram que é preciso ficar atento ao que acontece nas lavouras de milho no país.

Paulo Henrique Moscato de Miranda
2008-01-22
22:46
Parabéns pelo estudo !!! Eu sou agricultor e sofro com a lagarta no milho. Ainda bem estudos como estes estão tomando volume cada vez mais.
Kayo Felisbino
2008-04-07
23:18
Sou estudante de agronomia e sei da importancia deste trabalho e é relamente muito interessante, que está tomando uma grande proporcao, que é muito interessante, pois o mundo já está sofrendo com o uso indescriminado de agrotoxicos! Parabéns!
Prof. Edvan Garrido
2008-11-19
02:43
Sou biólogo e admirador dessa técnica de controle biológico de insetos pragas, uma pena que é uma tecnica pouco difundida, mas a EMBRAPA esta no caminho certo agora só falta a conscientização dos produtores.
marcos
2009-09-02
02:15
onde posso conseguir folhetos de produção de tricograma, pois tenho que defender um trabalho de extenção rural
luiz fernando de oliveira
2009-09-09
15:31
estudante do curso de tecnico agricola com abilitação em zootecnia
fazemos muitos trabalho e vc com essas pesquisas nos ajudam a endender um pouco mais sobre estes assumtos
luiz carlos
2014-10-16
15:13
Sou produtor de milho no estado de Sergipe como faço para adquirir esses insetos para compater as lagarta do cartucho e da espiga.

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