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Quinta-feira, 29 de Julho de 2010 ![]() |
Finalmente o Museu do Côa
- O Museu do Côa vai ser inaugurado na próxima sexta feira, pela ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, concluindo um projecto há muito aguardado
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O portal do amorMeninas vamos ao Corvo?2006-10-10 Por Por Jorge Massada Ela há coisas do Diabo (embora tudo leve a crer que ele não existe)! Um site brasileiro que dá pelo nome de O Portal do Amor (www.portaldoamor.com.br) resolveu transcrever uma notícia de Ciência Hoje feita com base num «take» da Lusa. A notícia intitulava-se «O amor à distância de um clique» e narrava as aventuras internáuticas de dois jovens corvinos (da ilha do Corvo) que, aparentemente sem sucesso local nas coisas do coração (afectividade), resolveram tentar a sorte, via Internet, em terras brasileiras. Pois! Uma já lá está e outra foi-a-Rio-Grande-do-Sul-num-instante-e-volta-já para casar em Abril. Quando chegar 0,5 % da população do Corvo já será brasileira. E agora, pense-se nas transformações que a tecnologia pode trazer a uma ilha no meio do Atlântico que não chega aos 400 habitantes.![]() Os irmãos Lindo pensam que as corvinas só ligam aos homens ricos da terra embora se possa questionar quantos ricos há na ilha do Corvo. Vai daí, Ludgero, lavrador de 29 anos, meteu mãos às teclas e andou à procura de consorte. A Daiane terá ido na conversa e seis meses depois dos primeiros cliques aterrava no Corvo, naquela pista de 600 metros de comprimento, levando consigo uma amiga, a Carla, sabe-se lá por que razões. De biquini e fio dental Comentáriosanónima, em 2007-01-29 às 17:58, disse:olá srº jorge massada tou aqui a deixar um comentário porque sou corvina e gosto que as coisas sejam esclarecidas, como falou na sua crónica a verdade e que essas duas brasileiras vieram casar ao corvo (uma ainda está para voltar porque foi ao brasil) mas o certo e que se fala muito mal e não se sabe a verdade o corvo e pequeno isolado por vezes mas e uma terra como tantas outras vive-se cá eu vivo cá e por cá vou ficar pode haver coisas más, mas também há as boas que ninguem refere, aqui a uns anos quando nao havia net dizia-se que eramos isolados do mundo agora que há dizem que não fazemos outra coisa se não estar na net, isso e muito mau porque nós fazemos a nossa vida trabalhamos como todos os outros sofremos como todos e divertimo-nos como todos cada um gosta do seu lugar seja aqui ou no resto do mundo cada um defende o que é seu. quero só lhe dizer que o senhor que já esteve cá sabe que se sofre com o isolamento mas que isso não depende nem do corvo nem dos corvinos mas sim quem manda nos transportes porque são o maior problema que existe hoje na ilha, já agora ja deve ter estado cá a um bom tempo porque já temos dois multibancos e para breve iremos ter um interno, portanto as coisas evoluem e não vamos falar de coisas que já não o são. e acho que quando se fala nas brasileiras deviam conheçer bem as pessoas que as mandaram vir para cá assim sabiam que não e por serem pobres (que é coisa que não o são porque não há pobres) que as corvinas não quizeram os irmãos lindo espero que tenha ficado esclarecido e muito dificil escrever tudo em meia duzia de palavras Jorge Massada, em 2006-10-11 às 09:05, disse: ND - É com muito gosto que publico este comentário. É a prova mais evidente de que é possível ler um texto não pelo que nele está escrito mas pelo prisma do preconceito que se quiser ter. Em primeiro lugar, não se trata de uma «açorda de notícia» pela pura e simples razão de que não é uma notícia. Em segundo lugar, gostaria de saber o que é uma notícia paupérrima de ciência e também não paupérrima de ciência pelo mesmo motivo de não ser uma notícia. Desafio o autor a enumerar três preconceitos que «nela» tenha encontrado. A verdade é que não há nenhum. O que motivou esta crónica foi o facto de um portal brasileiro de «amor» ter pegado numa notícia - essa, sim - de um jornal de ciência e tê-la publicado. A tecnologia não serviu de pretexto para coisa nenhuma: o que se tratou de evidenciar foi o facto de instrumentos hoje tão vulgares como computadores e a Internet poderem mexer com a vida pacata de uma ilha no meio do Atlântico, com 400 habitantes, onde a rotina marca a agenda dos cidadãos. Eu já vi, sei como é. Como sei que quando o multibanco de serviço diz estar fora de serviço e aconselha a ir ao mais próximo este fica a mais de 20 quilómetros de distância, noutra ilha onde nem sempre é fácil chegar. O autor do comentário é incapaz - parece-me - de distinguir um exercício de imaginação de uma notícia. E acha estranho que se assinale que um só computador pode mudar a vida de uma população isolada que a Internet veio colocar, ainda que à distância de um clique, na rota do Mundo. Quero dizer-lhe que me é completamente indiferente que duas brasileiras, duas norueguesas ou filipinas casem no Corvo por causa da nacionalidade ou por amor. Isso é lá com elas e com eles. Nesta relação de «notícia paupérrima» e comentário há, de facto, algo digno de pasquim paroquiano. Mas, curiosamente, não me parece que seja a notícia (que, por acaso, é uma crónica). Vítor Reia-Baptista, em 2006-10-11 às 07:49, disse: Mas que açorda de notícia é esta, cheia de preconceitos e paupérrima de ciência, onde a tecnologia parece ser desculpa para qualquer obra croniqueira, digna dos mais indigentes pasquins paroquianos? |
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