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Viriato terá sido um aristocrata

Investigador espanhol contra o mito do pastor

2006-10-15
Viriato, o lendário defensor das liberdades lusitanas, seria um aristocrata e não um simples guardador de rebanhos, segundo uma nova biografia, assinada por um historiador espanhol. Em declarações à Agência Lusa, o autor do livro, o professor Maurício Pastor Munoz, da Universidade de Granada, afirmou que Viriato "pertencia a um dos clãs aristocráticos dos lusitanos, e não era um simples guardador de rebanhos, antes proprietário de cabeças de gado". Por outro lado, Viriato destacou-se ao tornar-se no primeiro líder "capaz de unificar alguns clãs e definir um território, na Península Ibérica".

"Aos clãs lusitanos, juntaram-se outros grupos, mas Viriato conseguiu não só a unificação como ter 'reinado' tranquilo, sem cisões internas durante oit o a dez anos", rematou. O chefe lusitano causou preocupações a Roma pois "podia ser tomado como exemplo por outros povos sob o domínio das águias romanas, daí o nome de Viriat o estar constantemente na boca dos senadores romanos".

Viriato assumiu protagonismo entre 155-139 antes de Cristo durante as g uerras lusitanas, sendo eleito seu líder em 147. No ano seguinte derrota os romanos em duas batalhas. Em 140 antes de Cristo Viriato assina um tratado de paz com o Império Romano e é considerado "amigo do povo romano", sendo assassinado no ano seguinte.

Pastor Muñoz apaixonara-se pela figura de Viriato desde os tempos de estudante em Mérida, que Roma tornara capital da Província da Lusitânia. Dedicou-lhe dois anos e meio de investigação para publicar esta biografia, decidindo "reanalisar as fontes clássicas" e "rever tudo o que se tem escrito sobre o herói lusitano ao longo dos séculos, incluindo a iconografia". Pastor Muñoz afirmou à Lusa que procurou "abrir uma nova linha de investigação" e alertar para o facto "de que é necessário voltar a rever as fontes clássicas, para além de ler tudo o aquilo que se tem escrito".

Mitos e lendas

A forma como os artistas o têm retrato foi também objecto de estudo, assim como as fontes arqueológicas. "Viriato tem sido enredado ao longo dos séculos por vários mitos e lendas que são também essenciais de se estudar", salientou o autor. "Há um desfile de mitos e histórias, desde o século XVI, em torno de um a figura que é comum a Portugal e Espanha" disse.

"Pelo menos 60 localidades que afirmam ter sido o local de nascimento de Viriato ou onde a sua corte terá estado", acrescentou. Relativamente aos autores clássicos, entre eles, Estrabão, Cícero e Tito Lívio, "não foram de todo isentos, reflectindo nele a sua visão do mundo".

"Os historiadores clássicos e os mais modernos 'vestiram' Viriato com a s roupagens das suas ideologias", explicou. Professor na Universidade de Granada, Muñoz afirmou que Viriato foi "o maior problema militar de Roma".

O livro agora editado, com a chancela da Esfera dos Livros, tem "um carácter divulgativo destinado ao cidadão comum, das donas de casa aos eruditos investigadores". Para o escrever levou cerca de dois anos e meio, e aguarda com alguma expectativa a reacção dos leitores portugueses.

"Viriato é um herói comum a portugueses e espanhóis, a sua acção sentiu -se num território actualmente sob soberania dos dois países, logo tenho interesse em saber qual a reacção dos leitores e eruditos portugueses". Licenciado em filologia clássica, Pastor Muñoz ensina História Antiga na Universidade de Granada e está a preparar um livro sobre desporto na Antiguida de Clássica, incluindo Grécia, Roma e Hispânia.

Sofia Bernardes
2008-01-04
14:40
Salvo melhor opinião, Viriato não foi um só lider, mas sim o Titulo dos lideres da guerrilha ibérica contra os invasores romanos.Viriato era o homem que pela sua inteligência, força e capacidade guerreira era aclamado e eleito entre os Lusitanos e ou, os Iberos e considerado digno de usar virias ou viriae. Certamente houve muitos pois devem ter sido mortos e chacinados muitos ás mãos dos exercitos romanos...
António Conde
2009-04-11
02:03
Para alguns "estudiosos" e "eruditos" continua a ser muito complicado reconhecer as origens humildes de grandes personalidades da história,nacional ou mundial.
Isto não é novo,e parece existir um qualquer complexo que merece ser investigado por um qualquer especialista da àrea da psicologia,ou mesmo da psiquiatria.
De vêz em quando lá aparece um desses "intelectuais" com uma nova teoria,dizendo básicamente que é impossível que um grande líder possa ter saído da "reles plebe",pois acham que determinadas qualidades são exclusivas das classes abastadas ou da aristocracia!
Custa-lhes engolir isso,vá-se lá saber porquê,e então dedicam-se a inventar teorias sem qualquer sustentação!...
Amaral
2009-05-05
14:23
É cómico mas o texto de António Conde é idêntico a um que foi dirigido ao próprio, na Wikipédia, após este pobre ter tentado por todos os meios inserir dados falsos sobre Viriato, sem nexo, baseados numa lenda, o que levou a ser banido várias vezes por vandalismo. É preciso ser descarado, uma vez que este individuo não ultrapassou a escolaridade mínima, e tenta reduzir alguém da estatura do Dr. Muñoz, com imensa bibliografia e 2 doutoramentos, a um "curioso" na matéria.
Filipa Pereira
2009-06-01
08:49
Seria surpreendente se este Amaral,que muita a gente sabe quem é, não surgisse aqui com um dos seus comentários difamatórios.
Esta personagem tosca,inculta e de mau carácter,já é muito conhecida na internet pelo lixo que deixa em tudo quanto é sites.Utilizando inúmeros pseudónimos e nicknames dedica-se a tentar atingir a honra e o bom nome de uma pessoa por quem nutre um ódio doentio.Assim,cada vêz que surge o nome do senhor António Conde aparece um comentário calunioso e maldicente deste indivíduo!É um caso patológico e é também um caso do foro judicial...
Fernando Ferreira
2009-10-29
21:28
Para interpretarem como quiserem, temos um serralheiro como melhor presidente do Brasil, assim como serralheiro é o nosso Saramago. São inúmeras as grandes personalidades oriundas de famílias humildes. Acabemos com as classes. As pessoas valem por si e pelas oportunidades de valorização que lhe forem dadas.

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