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Constituição (quase) definitiva do Conselho Científico

Mais de 60 cientistas de topo aceitaram o convite

2006-01-25
Por Jorge Massada

 

O Conselho Científico de Ciência Hoje está praticamente constituído. Faltam pouquíssimas respostas aos convites enviados pelo que esta lista tem ainda um carácter provisório. No item Conselho Científico, o último do lado esquerdo do monitor, vão continuar a aparecer as pequenas biografias dos seus membros, as respectivas fotos e as mensagens de aceitação. Ciência Hoje congratula-se pelo facto de um número muito elevado dos melhores cientistas portugueses estar com esta publicação on-line que agora fica muito mais fortalecida pela criação deste órgão consultivo.

Por favor, carregar em Mais (abaixo ao lado direito) para ver a lista!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Adelino Leite Moreira

2006-02-25
Adelino Leite Moreira nasceu em Lousada em 1965 e licenciou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) em 1989, tendo iniciado a sua actividade como docente de Fisiologia, na mesma Faculdade, em 1990. Entre 1991 e 1994 estagiou nos Serviços de Fisiologia e Cardiologia da Universidade de Antuérpia na área da Função Cardíaca Diastólica. Após o seu regresso a Portugal integrou-se na Unidade I&D Cardiovascular da FMUP, que estava nessa altura em formação, obteve financiamento e implementou com sucesso as técnicas aprendidas. Doutorou-se em 1997 após a publicação, nas revistas da especialidade, dos primeiros trabalhos que realizou em Portugal. Na sequência do seu Doutoramento passou a Professor Auxiliar da FMUP. Em 2002 prestou Provas de Agregação e em 2003 tomou posse como Professor Associado. Ainda em 1997 iniciou, após ter realizado o respectivo exame de ingresso, o Internato Complementar de Cirurgia Cardio-Torácica no Hospital de São João, que viria a concluir em 2003, ano em que obteve, após exame, o correspondente título de especialista. Os seus principais interesses de investigação estão relacionados com a fisiopatologia da disfunção diastólica e com o esclarecimento da importância da sobrecarga, da isquemia, da diabetes e da activação neurohumoral na progressão para a insuficiência cardíaca. Desta actividade têm resultado publicações regulares em revistas da especialidade (Circulation, Am J Physiol, New Engl J Med, J Am Coll Cardiol, Cardiovasc Res, Physiol Res, Br J Pharmacol, J Comp Physiol-B, Exp Physiol, Physiol Res, Peptides, Pharmacol Ther, etc.), bem como, prémios e bolsas nacionais e internacionais, onde se incluem os atribuídos por: European Society of Cardiology (1996, 1997/98, 1998), American College of Cardiology (1997/98), Sociedades Portuguesas de Cardiologia (1999, 2000, 2002, 2003, 2004, 2005), Cirurgia (2000), Cirurgia Cardio-Torácica e Vascular (2001) e Cirurgia Pediátrica (1997, 2000, 2001), Comissão de Fomento da Investigação em Cuidados de Saúde (1999, 2001), José de Mello Saúde (2002, 2004), Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa (Prémios Pfizer: 1998, 2000, 2001, 2002, 2003), entre outros.

É membro de múltiplas Sociedades Científicas Nacionais e Internacionais e executa trabalho editorial para várias Revistas Científicas Indexadas. Presentemente é Vice‑Presidente (Norte) da Sociedade Portuguesa de Cardiologia e Membro da Direcção do Grupo de Estudos sobre Função Miocárdica da Sociedade Europeia de Cardiologia. Finalmente, foi recentemente eleito Coordenador Científico da Unidade I&D Cardiovascular da FMUP, a qual obteve desde a sua criação a classificação de Excelente em todas as avaliações a que foi submetida pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

«É com prazer que aceito fazer parte do Conselho Científico de um jornal que tanto tem feito para a divulgação da Ciência em Portugal», escreveu na mensagem de aceitação.

Alcino Silva

2006-01-14

Alcino Silva é professor no departamento de Neurobiologia, Psiquiatria e Psicologia, líder do centro para a Biologia e Criatividade e coordenador de Aprendizagem e Memória do Centro para a Investigação Cerebral na Universidade da California em Los Angeles.

Nasceu em 1961 no Marco de Canavezes mas quando tinha apenas três anos a família instalou-se em Angola. Nas suas notas autiobiográficas dá conta da sua alegria por Portugal ter passado de um regime fascista para a democracia e lembra que a revoluação «pacífica» do 25 de Abril deu origem a uma situação de algum caos que também se verificou nas universidades. Esse facto levou-o a estudar nos Estados Unidos onde conviveu com prémios Nobel no seu percurso que o transportou de New Jersey a Utah, daqui ao MIT em Massachusetts, seguindo-se Nova Iorque e a California onde está desde 1998.

É hoje uma persnalidade de referência no meio científico e em 2004 esteve ligado a um estudo publicado na Science sobre a forma como se processam as memórias antigas. «Seria um prazer», assinalou quando conviaddo a integrar oConselho Científico de Ci~encia Hoje.

Alexandre Castro Caldas

2006-01-11

Alexandre Castro Caldas, neurologista actualmente ligado à Universidade Católica Portuguesa de que é director do Instituto de Ciências da Saúde, Grande Prémio Bial 2002, é uma das primeiras personalidades a aderir ao Conselho Científico do Ciência Hoje.

Membro de numerosas sociedades científicas, foi já director do Centro de Estudos Egas Moniz, presidente do Colégio de Neurologia da Ordem dos Médicos, chefe do Departamento de Neurologia do Hospital de Santa Maria e Presidente da Sociedade Internacional de Neuropsicologia. É autor de mais de cem papers científicos. Nasceu em Lisboa em 15 de Outubro de 1948.

Com um bisavô, um avô e um tio ligados à medicina, desde muito novo percebeu que esta seria o seu destino. Compreender o cérebro humano é a sua causa.

Na amável mensagem dirigida a Ciência Hoje, Alexandre Castro Caldas escreveu: «Fico muito honrado com o convite que me faz. É bom quando se lembram de nós e é bom estar em tão boa companhia. Claro que ajudarei em tudo o que for do meu mister. Aproveito para o cumprimentar pelo que tem feito pela boa divulgação do que se faz por cá».

Um abraço

Alexandre Castro Caldas

Alexandre Quintanilha

2006-01-18
Director do Insituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da Universidade do Porto, e actual secretário do Conselho de Laboratórios Associados.,Alexandre Quintanilha nasceu em Lourenço Marques (Maputo) no mesmo dia em que foi lançada a bomba atómica sobre Nagasaki.  Fez o liceu em Moçambique e ingressou na Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, onde obteve a Licenciatura em Física Teórica, no final de 1967. Em 1972 fez o doutoramento em Física do Estado Sólido, sob a supervisão de Frank Nabarro, um dos grandes peritos em Teoria da Deslocação. Em 1971 passou um ano no Laboratório de Jacques Friedel e P. G de Gennes, na Universidade de Paris (Orsay).

Alírio Rodrigues

2006-01-13

Alírio Rodrigues é professor catedrático do Departamento de Engenharia Química e director do LSRE, Laboratório de Processos de Separação e Reacção, Laboratório Associado. Licenciou-se no Porto em 1968, tendo feito o doutoramento cinco anos depois em Nancy, Fança. É revisor de mais de dez jornais científicos e membro do corpo editorial de Adsorptiom, o Jornal de Engenhaaria Química. Tem mais de 200 artigos publicados

« Tenho todo o gosto em aceitar o convite e ajudar no que for possível.
É preciso gente que ajude a colocar a Ciência na agenda...»,
escreveu ao CH

Amadeu Soares

2006-01-31
Presidente do Conselho Directivo do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro (UA) e Director-Adjunto do Centro de Estudos do Ambiente e Mar (CESAM), Amadeu Soares é conhecido de uma vasta franja de público com a organização das suas Noites de Biologia na UA onde mistura debates científicos e música, por exemplo.

Ecotoxicologia, biodiversidade, gestão da vida silvestre, ecologia, avaliação do estado funcional dos ecossistemas, biomarcadores (genética e stress ambiental) e fragmentação dos habitats consituem os seus interesse científicos.

Ana Cumano

2006-01-16

Nascida em Lisboa em 2 de Junho de 1956, Ana Cumano dirige um laboratório do  Instituto Pasteur em Paris. O seu interesse de investigação centra-se nas células estaminais hematopoiéticas. Em 1979 inicoiu o seu trabalho como assistente de trabalhos práticos em imunologia na faculdade de Ciências Médicas na Universidade Nova de Lisboa onde se doutorou em 1980.

Iniciou o estágio pós-doutoramento em 1983 no Instituto de Genética de Colónia onde semanteve até 1987, ano em que demandou Ontário para o Instituto do Cancro nele tendo permanecido até 1991. Está desde 1992 em Paris tendo começado a sua actividade de investigação na Unidade de Biologia Molecular do Gene então dirigido por Philippe Kourilsky que viria a ser mais tarde director-geral do Instiuto e que em 1987 publicou o livro «Os Artesãos da Hereditariedade». Em 1998, Ana Cumano tornou-se dhefe da Unidade de Desenvolvimento dos Linfócitos. «Pode contar com o meu apoio», diz Ana Cumano ao CH

André Freire no Conselho Científico

2006-03-03
André Freire Nasceu em Lisboa a 25 de Abril de 1961. Fez a sua licenciatura em Sociologia, em 1995, na instituição onde actualmente é Professor Auxiliar no Departamento de Sociologia, e Investigador – o ISCTE. Prosseguiu os seus estudos numa outra instituição onde também é Investigador – o ICS-UL. Foi no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa que tirou o seu Mestrado em Ciências Sociais, em 2000, e o seu Doutoramento, quatro anos mais tarde, também em Ciências Sociais: Sociologia Política.

André freire publicou vários livros e artigos sobre opinião pública, atitudes políticas, comportamentos políticos e eleitorais, sistemas eleitorais, elites políticas e sistemas partidários. Os seus artigos foram publicados, entre outras, em revistas académicas como Análise Social, Sociologia, European Journal of Political Research, West European Politics, The Journal of Legislative Studies, Portuguese Journal of Social Science.

Ao aceitar o convite de integrar o Conselho Científico do Ciência Hoje, disse: “Desde que as exigências de tempo decorrentes da minha participação no CC do "Ciência Hoje" sejam reduzidas - o meu tempo é escasso - pode contar com a minha pessoa. Obrigado pelo convite.”

António Costa Pinto

2006-01-17

Investigador principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, António Costa Pinto nasceu em Lisboa em 1953, tendo-se doutorado em Florença em 1992 pelo Instituto Universitário Europeu. A sua carreira académica e de investigação tem-no levado a diversas partes do Mundo, sendo professor convidado na Universidade de Stanford em 1993 e na de Georgetown onze anos depois. Como investigador esteve na Universidade de Princetown em 1996 e na da Califórnia, em Berkeley, no ano de 2000. O Institut d’Études Politiques de Paris acolheu-o como professor convidado entre 1999 e 2003 e a partir de 1998 tornou-se subdirector do Contemporary Portuguese History Resource Center.

Tem mais de 50 artigos publicados e é autor de diversos livros onde aborda essencialmente o autoritarismo e o fascismo, as transições democráticas e as elites políticas. Fez estudos comparados de sistemas autoritários baseando-se na longevidade do Estado Novo português. «Claro que podes contar comigo!» Foi neste tom pessoal que aceitou o convite de CH

António Coutinho

2006-01-14
Director desde 1998 do Instituto Gulbenkian de Ciência, António Coutinho foi referido em 2002 pelo “Science Citation Index” como um dos cem cientistas mais influentes no mundo nos últimos vinte anos. Autor de mais de 400 artigos científicos é, a par de António Damásio, o mais citado cientista português. Nasceu em Sever do Vouga a 6 de Outubro de 1946. Licenciou-se em 1970 em Medicina na Universidade de Lisboa e dois anos depois partiu para a Suécia, evitando a Guerra Colonial. Doutorou-se em 1974 em Microbiologia Médica (Imunologia), no Instituto Karolisnka de Estocolmo.

Depois do karolinska esteve no Instituto de Imunologia de Basileia , na Faculdade de Medicina de Umeå, na Suécia, Universidade de Geneve e Universidade de Lund. Durante 16 anos, de 1982 a 1998, foi director do Serviço de Imunobiologia do Instituto Pasteur em Paris. Foi director dos Estudos Avançados de Oeiras do Instituto Gulbenkian de Ciência onde lançou e dirigiu o Programa Gulbenkian de Doutoramento em Biologia e Medicina. Recebeu prémios de elevado prestígio. É hoje também um dos curadores na novel Fundação Champalimaud.

«P'rá frente, conte com toda a ajuda que lhe possa dar!», confirmou ao CH

António Damásio

2006-01-18

Prémio Pessoa 1992, António Damásio, quase desconhecido dos portugueses até essa data, tornou-se um dos cientistas mundialmente mais conhecidos, sobretudo a partir da publicação do seu primeiro livro «O Erro de Descartes» que em Portugal rapidamente atingiu a 18ª edição. Neurocientista que estudou fundamentalmente o cérebro a partir de lesões cerebrais, chefia o departamento de Neurologia da Universidade de Iowa, no estado norte-americano com o mesmo nome. «O Sentimento de Si» e «Ao Encontro de Espinosa» são os livros que lançou posteriormente. É, a par de António Coutinho, o mais citado dos cientistas portugueses.

«Within my possibilities I will be pleased to help you», escreveu António Damásio ao Ciência Hoje a partir da University of Southern California em resposta ao convite para integrar o Conselho Científico.

António Jacinto no Conselho Científico

2006-02-15
António Jacinto desempenha as funções de Group Leader no Instituto de Medicina Molecular desde 2004, funções essas que desempenhava anteriormente no Instituto Gulbenkian de Ciência. As suas áreas de interesse e de investigação são a embriologia, a biologia celular, a morofgénese e a cicatrização utilizando a Drosophila como modelo de estudo.

Nascido em 1965, António Jacinto licenciou-se em Gestão e Administração de Empresas na Universidade Católica, em 1988, antes de decidir enveredar pelo mundo da ciência e tirar uma nova licenciatura em Bioquímica na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, em 1993. Durante esta altura foi estagiário no Laboratório de Genética Molecular do Instituto Gulbenkian de Ciência, e mais tarde assistente de investigação do Departamento de Microbiologia da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

Em 1994 ingressou em cursos de pós-graduação do Programa Gulbenkian de Doutotramento em Biologia e Medicina, aos quais se seguiu o seu doutoramento pelo Imperial College of Science, Technology and Medicine da University of London, em 1999. Foi também nesta data que foi consagrado research Fellow no laboratório do Prof. Paul Martin do Departamento de Anatomia da London University, onde desenvolveu investigação sobre o estabelecimento de um modelo de estudo para cicatrização em Drosophila. É sobre esta temática que tem participado em inúmeras publicações desde 1995.

A sua resposta ao convite do Ciência hoje foi: “Com certeza que sim. O Ciência Hoje é um excelente meio de divulgação de ciência e terei o maior gosto em contribuir com o que for necessário.”

Arsélio Pato de Carvalho

2006-01-12

Presidente Honorário do Centro de Neurociências e Biologia Celular de Coimbra (CNC), um dos primeiros quatro laboratórios associados, Arsélio Pato de Carvalho é um nome que dispensa apresentações no seio da comunidade científica portuguesa e internacional. Nascido na Bairrada (Mamarrosa) em 1 de Agosto de 1934, Pato de Carvalho completou o liceu e fez a sua carreira académica nos Estados Unidos, tendo-se licenciado em Bioquímica na Universidade da California, em Berkeley, onde também se doutorou em Fisiologia Celular.

Regressou a Portugal com 34 anos de idade. A sua obra científica, espalhada em mais de duas centenas de artigos publicados, centra-se no campo da Fisiologia Celular e na Neurobiologia. Pertenceu a várias comissões consultivas e de avaliação do governo e da Fundação Gulbenkian. Trouxe para Coimbra o conceito de ensino de pós-graduação.

Foi assim que aceitou o convite de Ciência Hoje: «Tenho apreciado muito a sua iniciativa e a sua persistência em manter vivo o Ciência Hoje. É um serviço que todos apreciamos e certamente vem encontrando grande eco na Comunidade Científica Portuguesa e não só. 
Muito agradeço o seu convite para pertencer ao Conselho Científico Consultivo, que aceito com muito gosto»

Carlos Caldas

2006-02-11
Carlos Caldas é responsável pela disciplina de Oncologia Clínica na Universidade de Cambridge, onde também dirige o Cancer Genomics Program no Hutchison/MRC Research Centre. É consultor honorário em oncologia no Addenbrooke’s Hospital onde é director de investigação na Cambridge Breast Unit. O seu principal interesse clínico é o cancro da mama. Lidera o Cambridge NTRAC Centre e foi eleito, em 2004, Fellow da Academy of Medical Sciences.

Licenciado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Carlos Caldas estagiou nas áreas de Medicina Interna e Medicina Oncológica nos E.U.A., nomeadamente na UT Southwestern Medical School, em Dallas, e no Johns Hopkins Hospital and University em Baltimore.

Em 1996 foi para Cambridge onde dirige um grupo de investigação sobre alterações genéticas, sublinhando a presença de tumor maligno em tecidos epiteliais humanos, com foco especial em cancro da mama e cancro gástrico.

Em 2002 foi nomeado professor. É Fellow do American College of Physicians e do Royal College of Physicians. É ainda membro do Clinical and Translational Research Committee of Cancer Research UK, do Medical and Scientific Advisory Panel of the Leukaemia Research Fund, do Scientific Advisory Board of IPATIMUP, e presidente do Steering Committee of the International Gastric Linkage Consortium.

Tem publicado artigos em periódicos conceituados como o New England Journal of Medicine, o Nature Genetics, o Cancer Reseach, o Nature Medicine, entre outros. Mais recentemente, Carlos Caldas tem-se dedicado a uma investigação que tem por objectivo o uso de genomas, transcriptomas e proteomas em aplicações clínicas no sentido de melhorar os prognósticos, a individualização de tratamentos e terapêuticas experimentais.

“Será com muito prazer que serei membro do Conselho Cientifico da revista Ciencia Hoje. A divulgação séria da ciência é extremamente importante! Cumprimentos, Carlos Caldas” foi o que disse ao integrar o Conselho Científico.

Catarina Resende Oliveira

2006-01-30
 Catarina Resende de Oliveira é professora catedrática e Presidente do Conselho Científico da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. É, ainda, Presidente do Centro de Neurociências e Biologia Celular e do Instituto de Investigação Interdisciplinar, ambos da Universidade de Coimbra. É licenciada em Medicina, Especialista de Neurologia e Doutorada em Medicina, Especialidade Neurologia (Psiquiatria)  desde 1984.

Tem realizado investigação científica focada nos mecanismos de neurodegenerescência e neuroprotecção, criando a interacção entre investigação fundamental e a clínica das doenças neurodegenerativas. Tem coordenado vários projectos científicos sobre: mecanismos do envelhecimento cerebral e demência; respostas celulares ao stress oxidativo: efeitos nos mecanismos de transdução de sinal, na energética mitocondrial e relação com diabetes e doenças neurodegenerativas; mecanismos neurotóxicos dos priões e da b-amilóide.

Claudina Rodrigues-Pousada

2006-02-02
Natural de Tadim, Braga, onde nasceu em 20 de Setembro de 1941, Claudina Rodrigues-Pousada licenciou-se em Farmácia em 1968 pela Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, com distinção. Obteve o grau de doutor 3º ciclo pela Universidade de Paris VII  em 1976 e em 1979 obteve o grau “Doctorat d’Etat ès Sciences” com  “mention très honorables et félicitations du Jury” em Bioquímica pelo Institut de Biologie-Physico Chimique da Universidade de Paris VII. Em 1983 recebeu o título de Agregado pelo ICBAS (UP) por unanimidade e de 1976 até 31 de Dezembro de 1999 foi funcionária da FCG no IGC (Investigadora Sénior a partir de 1984)   tendo sido pioneira na montagem das metodologias da Biologia Molecular no nosso país. Foi chefe do laboratório de Genética Molecular do IGC entre 1988 e 1997, que após a remodelação ocorrida em 1997 no IGC se converteu na Unidade de Engenharia Genética de que foi também responsável. Foi Professora catedrática do ICBAS de 1983 até 2000 onde leccionou a disciplina da Biologia Molecular de Eucariontes tendo também ensinado na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa cerca de 8 anos.  A partir de 2000 mudou-se para o ITQB onde ocupa a posição de professora catedrática do ITQB e responsável do Laboratório de Genómica e Stress.

Cláudio Sunkel

2006-02-10
De nacionalidade portuguesa via casamento, Cláudio Sunkel nasceu no Chile em 1958. Era ainda um jovem quando se deu o golpe de Estado de Augusto Pinochet e ele recorda-se, com orgulho, de em sua casa terem ficado escondidos durante alguns meses filhos de ministros de Salvador Allende, jovens como ele, que assim escaparam às consequências mais negras do regime imposto pelo dotador. Esteve em Inglaterra antes de se vir para Portugal onde, além de professor, é vice-director do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC).

Foi na University of Sussex, no Reino Unido, que se licenciou em Biologia com First Class Honours (1976 – 1979), e que tirou o seu doutoramento em Developmental Genetics(1979 – 1983). Foi também nessa instituição que iniciou os seus estudos de investigação, passando depois pelo Imperial College onde ficou até 1987, data em que decidiu prosseguir a sua investigação em Portugal.

Cláudio Sunkel é Professor Associado no Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto, assim como Professor Associado de Biologia Molecular na mesma Universidade. Foi eleito membro da European Molecular Biology Organisation em 2000, uma vez que a sua investigação científica se debruça sobre temas relacionados com a biologia celular, genética e molecular. É autor de várias publicações acerca destas temáticas e tem sido convidado para seminários realizados sobre esta vertente científica em Portugal, em Espanha, nos E.U.A., na Alemanha, no México, em França, na Itália, na Escócia e na Grécia.

Ao aceitar o convite para integrar o Conselho Científico do Ciência Hoje, disse: «Caro Jorge, Podes contar comigo. Parabéns pelo trabalho. Cláudio».

Cristina Videira Lopes

2006-01-12

Professora na Universidade da California em Irvine, Cristina Videira Lopes juntou-se à respectiva escola de Ciências da Informação e Computadores (ICS) no final de 2002. Antes era investigadora no Centro de pesquisa da Xerox em Palo Alto. Licenciou-se em Engenharia Electrotécnica e de Computadores no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, e doutorou-se em Boston na Northeeastern University em Ciência dos Computadores. Também estudou piano e voz tendo integrado o coro da San Francisco Simphony. Em 2004 fez parte do painel de avaliação da Fundação para a Ciência e Tecnologia na área de Engenharia Electrotécnica - Sistemas Robóticos, Inteligentes e de Informação e é vogal do Conselho Fiscal do FIIP.

Na sua mensagem ao Ciência Hoje escreve: «É com todo o prazer que aceito o convite. A Ciencia Hoje é uma iniciativa louvável em todos os aspectos. Já por várias vezes recebi mensagens  com links para artigos nessa revista electrónica e todos eles me pareceram sólidos e interessantes. Terei o maior prazer em colaborar como membro do conselho científico».

Fernando Barriga

2006-02-02
Licenciado em Geologia pela Universidade de Lisboa, doutor em Geologia pela Universidade de Western Ontario (Canadá),  Professor Agregado pela Universidade de Lisboa, Professor Catedrático da Universidade de Lisboa, Fernando Barriga é Director do Museu Nacional de História Natural - Mineralogia e Geologia e Investigador Coordenador do Creminer - Centro de Recursos Minerais, Mineralogia e Cristalografia.

É ainda: membro correspondente da Academia das Ciências; membro (Especialista Convidado) da Comissão Oceanográfica Intersectorial; co-coordenador do Grupo de Trabalho nacional em Investigação em Mar Profundo; representande de Portugal (Alternate) no European Science Foundation Marine Board; representante de Portugal (Alternate) no European Corsortium for Oceanic Research Drilling (ECORD); membro do Conselho Científico da FCT para as Ciências da Terra e do Espaço.

Francisco Vaz

2006-01-14

Vice-reitor da Univerdidade de Aveiro para a Investigação, Francisco Vaz nasceu no Porto em 13 de Agosto de 1945. Licenciou-se em 1968 em Enegnharia Electrotécnica na Universidade do Porto, tendo-se doutorado já em Aveiro em 1987. Entre 1969 e 1971 esteve no Laboratório de Física e Engenharia Nucleares, Junta de Energia Nuclear, sendo assistente especialista do Grupo de Electrónica do Serviço de Física.

Nos anos quentes de 1974 e 75 esteeve no departamento de Cálculo de Máquinas Eléctricas de Grande Potência da ASEA, Västerås, Suécia, como estagiário estagiário e projectista e em 1978 entrou para a Universidade de Aveiro. Durante alguns meses de 1994 foi investigador visitante da Universidade da Florida e foi avaliador nomeado pela JNICT para diversos projectos Eureka. Pertence a várias sociedades científicas. «Pode contar com a minha colaboração», assim respondeu ao convite de CH

Hélder Maiato

2006-02-11
Hélder Maiato é respectivamente Investigador e Professor Auxiliar Convidado no Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) e Faculdade de Medicina da Universidade do Porto desde 2005. Natural de Matosinhos e a completar 30 anos, licenciou-se em Bioquímica na Universidade do Porto e fez parte do 6° Programa Gulbenkian de Doutoramento em Biologia e Medicina, o que o levou a passar pela Universidade de Edimburgo no Reino Unido para estudar a divisão celular e a doutorar-se em Ciências Biomédicas pelo Instituto de Ciências
Biomédicas de Abel Salazar (ICBAS).

Após uma curta permanência em Portugal, decidiu-se pela aventura transatlântica onde realizou trabalho de pós-doutoramento em microcirurgia celular no Wadsworth Center, New York State Department of Health. Deste breve percurso resultaram já diversas publicações em revistas internacionais de excelência como o EMBO Journal, Journal of Cell Biology, Cell e Nature Cell Biology. O seu trabalho foi diversas vezes reconhecido pela atribuição de vários prémios nacionais e internacionais, como o Prémio da Sociedade Portuguesa de Genética Humana em 2004 e o recentemente atribuído “Estímulo à Investigação” da Fundação Calouste Gulbenkian. Regressou a Portugal desde o início de 2005 onde integrou o IBMC e lidera uma equipa de investigadores na área da divisão celular e aneuploidia. Encontra-se neste momento a desenvolver e instalar o primeiro sistema de microcirurgia laser em células vivas da Europa.

«É com alguma surpresa que recebo este convite mas sem surpresa o aceito. Fiquei muito bem impressionado pela qualidade de fundo e da forma como o Ciência Hoje aborda a divulgação cientifica. Precisamos de muitos 'Ciências Hoje' e, se de alguma forma o meu contributo for importante para que este projecto se afirme e se desenvolva, será um privilégio poder fazê-lo», diz ao CH.

Heloisa Santos

2006-01-31
 

Heloísa Gonçalves dos Santos, Geneticista Médica. Chefe de Serviço Hospitalar de Genética. Especialista de Pediatria. Antigo Coordenador Unidade Genética Serviço Pediatria Hospital S. Maria (1974-1999). Antigo Director do Serviço de Genética Médica do Hospital S. Maria (1999 – 2004)

Docente de Genética Médica desde o ano de 1977. Assistente da Faculdade de Ciências Médicas (1977-1982). Assistente Convidado de Genética da Faculdade de Medicina de Lisboa (1983- 1991). Tese de Doutoramento em Genética realizada em 1991 (Classificação: Muito Bom com Distinção e Louvor). Professor Auxiliar Convidado da Disciplina de Genética da Faculdade de Medicina de Lisboa (3º ano) (1991-2004) e Regente da Disciplina Optativa de Genética Clínica da mesma Faculdade (5º ano) (1999-2004).

Consultora Permanente de Genética da Direção Geral da Saúde. Consultora de Genética Médica da GEnoMed.

Henrique Barros no Conselho Científico

2006-02-13
Henrique Barros, nascido a 1957 na cidade do Porto, tem-se mantido fiel à insituição onde iniciou o seu percurso científico: a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Foi lá que tirou a sua licenciatura em medicina, em 1981 e é lá que tem desenvolvido a sua carreira académica e de investigação desde os anos 90.

Em 1988 foi destacado como Research Fellow do Departamento de Medicina do Hospital Universitário de Lund, na Suécia. Já em 1991 Henrique de Barros termina o seu Douturamento em Medicina com distinção e louvor, torna-se Assistente Hospitalar de Gastrenterologia no Hospital Geral de Santo António e Professor Auxiliar de Higiene e Epidemologia na FMUP.

Com interesses de investigação nas áreas da epidemiologia (clínica, das doenças crónicas, e perinatal), assim como nas áreas do ambiente e da saúde pública, rapidamente o seu trabalho nestas matérias de desenvolveu.

Em 1992 Henrique Barros tornou-se regente da disciplina de Higiene e Epidemiologia e Director do Serviço de Higiene e Epidemiologia da FMUP. Em 1995 foi destacado como Professor Associado da FMUP e desde 2000 possui o título de Professor Catedrático da mesma instituição.

Desde o início da sua carreira contam-se já mais de 100 participações suas em várias publicações científicas. Em resposta à proposta do Ciência Hoje, Henrique Barros disse: “É naturalmente um gosto participar no Conselho Científico da Ciência Hoje e espero que possamos "inter-agir" frutuosamente no futuro”.

Irene Fonseca

2006-01-12

É provavelmente a mais conhecida matemática portuguesa e uma das mais  citadas internacionalmente. Irene Fonseca trabalha desde 1987 na Carnegie Mellon, Pittsburg, EUA, onde actualmente dirige o Center for Nonlinear Analysis. Nascida em Lisboa, a 10 de Julho de 1956, licenciou-se em matemática na Faculdade de Ciências da Universidade desta cidade e doutorou-se em 1985 na Universidade do Minnesota (EUA). Fez o pós-doutoramento em Paris e em 1997 e 1998 trabalhou no Instituto Max Planck em Leipzig, na Alemanha.

Destacada investigadora na área das Equações às Derivadas Parciais e Cálculo de Variações, foi agraciada em Setembro de 2003 com a primeira cátedra “Mellon College of Science Professorship of Mathemathics”, criada nesse ano com o objectivo de distinguir os membros seniores desse estabelecimento universitário. 

Na sua mensagem afirma: «É com muito gosto que aceito fazer parte do Conselho Científico do Ciencia Hoje que é a minha janela (quase quotidiana) para o leque das actividades cientificas que se desenvolvem em Portugal. Sendo Presidente do Forum Internacional de Investigadores Portugueses (FIIP), que tem como um dos seus objectivos procurar oportunidades de parcerias e aproximação entre investigadores portugueses residentes no estrangeiro e aqueles afiliados com instituicoes de investigação nacionais, é sempre com muito interesse que sigo as noticias do Ciencia Hoje».

 

Joana Palha no Conselho Científico

2006-03-03
Joana Palha é Professora associada na Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho. Nascida no Porto em 1969, foi na Universidade da invicta que se licenciou em Bioquímica em 1991 e que fez o seu doutoramento em Ciências Biomédicas – com bolsa do Programa Ciência, JNICT - aprovado por unanimidade, com distinção e louvor, quatro anos mais tarde. Os seus projectos científicos foram subsidiados por diversas instituições, já que foi também bolseira da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica, da Ciba Foundation e da Fundação Luso-Americana, entre outras.

Foi também em 1995 que Joana Palha iniciou as suas actividades como docente, no Instituto Superior de Ciências da Saúde, em Paredes. Lá permaneceu até 2001, ano em que passou a leccionar na Universidade do Minho.

Entre publicações em revistas e livros, Joana Palha conta já mais de 30 estudos publicados sobre temas como a esquizofrenia, a tiróide e diversos outros temas da bioquímica. “Tenho todo o gosto em aceitar o convite para fazer parte do Conselho Científico do Ciência Hoje. Espero que o CH continue a crescer com espaço de divulgação e debate”, foi o que disse ao CH.

João Arriscado Nunes

2006-02-05
João Arriscado Nunes licenciou-se em1980 História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 1980. No ano seguinte fez o "Postgraduate Course in Education - Methodology of Teaching in History and Social Science", na Universidade de Londres, Institute of Education. Fez o doutoramento em 1993 em Sociologia (especialidade de Teorias e Métodos da Sociologia) pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, com distinção e louvor.

É Professor Associado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra desde 1998, membro do Conselho de Redacção da Revista Crítica de Ciências Sociais desde 1996, investigador Permanente do Centro de Estudos Sociais desde 1996 e também responsável pelo Seminário "Cultura, Ciência e Globalização" do Programa de Mestrado e Doutoramento em Sociologia da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra desde 1994.

Tem a sociologia da ciência e tecnologia como principal área de investigação, interessando-se também por Sociologia da cultura, sociologia da população e da reprodução, sociologia da família, teoria social e cultural.

Tem diversos projectos de investigação em curso, a saber: Os Mundos Sociais da Ciência e da Tecnologia em Portugal: Os Casos da Oncobiologia e das Novas Tecnologias da Informação; Um Estudo Sociológico da Universidade de Coimbra;   um estudo do Perfil dos Estudantes da FCTUC (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra); Globalização, Reestruturação Económica e Conflitualidade em Sociedades Semi-Periféricas. Estudo comparado da Violência em Portugal e no Brasil; A Sociedade Portuguesa Perante os Desafios da Globalização: Modernização Económica, Social e Cultural - coordenador, com Maria Eduarda Gonçalves, da Área 4: "Os Modelos Globais de Produção Científica e de Organização das Profissões e a sua Aplicação num Contexto Semiperiférico"; A Ciência e os seus Públicos, responsável pelo estudo de caso "A ciência em contextos extra-laboratoriais”.

«Ciência Hoje é uma publicação ímpar e de enorme relevância no campo das publicações científicas em Portugal, e um recurso indispensável à divulgação da ciência que se faz em Portugal e que é feita por cientistas portugueses noutros países, em todas as áreas. Tenho naturalmente, o maior gosto em integrar o respectivo Conselho Científico», refere na sua mensagem de aceitação.

João Caraça

2006-01-12

Director do serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian, João Caraça, assessor para a Ciência do ainda Presidente da República Jorge Sampaio, é doutorado em Física Nuclear pela Universidade de Oxford. Professor Catedrático convidado do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa (onde coordena o Mestrado em Economia e Gestão de Ciência e Tecnologia), é autor de mais de uma centena de trabalhos científicos, sendo que os seus interesses se centram nas áreas da política científica e tecnológica e da prospectiva. O seu livro «Ciência» foi publicado em França em 1999 na célebre colecção « Que sais-je?» sob o título de «Science et Communication».

Na sua mensagem ao Ciência Hoje refere: «Muito obrigado pelo seu convite, que aceito com gosto e com empenho.O esforço que tem desenvolvido merece ser referido, pois é crucial que usemos todos os instrumentos ao nosso alcance para podermos melhorar: só 'usando' podemos ter a noção do que é preciso 'transformar' -- e este constitui sem dúvida o caminho para a inovação.

É difícil fazer o novo ainda entre nós, pois é, mas a sua determinação e consequente sucesso são bem a prova de que só acreditando se chega a bom porto».

João Coimbra

2006-02-08

João Coimbra é actualmente Professor Catedrático de Fisiologia do Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar da Universidade do Porto, onde lecciona desde 1975. Têm-se dedicado sobretudo às funções de apoio à investigação e ao ensino no domínio da Biologia Marinha, sendo um dos fundadores e o Presidente da Direcção do Centro de Investigação Marinha e Ambiental, um Laboratório Associado criado em 2002, que integra dois centros de investigação (CIIMAR – Porto e CCMAR – Algarve), que hoje conta cerca de 500 elementos, dos quais 160 investigadores doutorados. Foi igualmente durante cerca de duas décadas um dos coordenadores da licenciatura em Ciências do Meio Aquático, que ajudou a criar.

Tendo nascido em Luanda em 1943 e tendo passado a sua infância e adolescência em Lourenço Marques (actual Maputo) cedo desenvolveu um fascínio particular pela Biologia Marinha, influenciado pela riqueza da fauna e da flora locais. Licenciou-se em Biologia pela Universidade de Coimbra em 1968 e doutorou-se em Ciências pela Universidade de Nice (França) em 1972, após ter estagiado no Centro de Bioquímica da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e no Comissariado da Energia Atómica Francês. Os seus interesses de investigação centram-se na Fisiologia Comparativa, nomeadamente em projectos visando a fisiologia doa animais aquáticos e a sua resposta aos poluentes.

Foi Presidente do Conselho Interuniversitário de Biologia e é actualmente Vice-Presidente da Ordem dos Biólogos. Desempenhou nos últimos 10 anos intensa actividade de Gestão de Ciência tendo sido, entre outros, Presidente do Comissão de Especialidade das Ciências e Tecnologias do Mar da JNICT, membro do Conselho Científico da FCT, membro da Comissão Estratégica dos Oceanos, membro do Conselho Consultivo da Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar, e ainda, delegado nacional aos sucessivos Programas Quadro da Comissão Europeia e à Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO.

 «É com muito gosto que aceito o seu convite e poderá contar com todo o apoio do Laboratório Associado que dirijo. Não nos passou despercebida a sua acção positiva no domínio da divulgação científica, pelo que é um prazer para nós e uma honra para mim pertencer ao Conselho Científico da sua revista», diz João Coimbra ao aceitar fazer parte do Conselho Científico de Ciência Hoje.

João Lavinha

2006-01-12

Nasceu em Sintra em 1949. Partindo de uma formação de base em química (Lisboa, 1977) iniciou, em 1983, os estudos de biologia molecular humana em Portugal. Foi director, entre 2000 e 2004, do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, de cujo Centro de Genética Humana é o actual responsável. No estrangeiro desenvolveu actividades de investigação em departamentos das universidades de Glasgow, Cagliari e Londres e numa Unidade INSERM em Paris. Foi membro do “board” da European Society of Human Genetics (1997-2002) e presidente da Sociedade Portuguesa de Genética Humana em 2005. Em Junho de 2005 foi designado pelo governo membro do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável.

Ao aceitar o convite de CH deixa claro: «Face ao seu honroso convite para integrar o conselho científico do diário Ciência Hoje venho informá-lo da minha aceitação. Na expectativa de poder vir a dar alguma contribuição para a projecção e compreensão da ciência (e em particular da ciência feita em Portugal) na nossa sociedade, envio os meus votos dos maiores sucessos para esta publicação».

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