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COHiTEC 2010 – Das ideias ao negócio

2010-08-04
Por Pedro Vilarinho*
Pedro Vilarinho
Pedro Vilarinho
A edição 2010 do Programa COHiTEC terminou com a apresentação dos 12 projectos participantes em sessões de encerramento que decorreram na EGP-UPBS, no Porto, e no ISCTE-IUL, em Lisboa, nos dias 6 e 8 de Julho respectivamente.

O Programa COHiTEC consiste numa acção de formação cujos objectivos são os de induzir nos participantes competências no processo de comercialização de tecnologias e de avaliar o potencial comercial dos produtos que podem ser gerados a partir de tecnologias propostas pelos investigadores que participam no Programa.

* coordenador do programa COHiTEC-COTEC

Euclides da Cunha e os fazedores de desertos

2008-01-15
Por Edson Struminski *
Euclides da Cunha
Euclides da Cunha

No ano de 2007 completaram-se 100 anos de “Contrastes e Confrontos” um livro pouco conhecido de Euclides da Cunha, autor do monumental “Os Sertões”. Se "Os Sertões" é um épico, um misto de diário de viagem, denúncia social, estudo antropológico e romance de uma batalha, escrito por alguém que era, em última análise, um correspondente de guerra, em Contrastes e Confrontos, o que sobressai é uma prosa sofisticada de um viajante, aplicada ao mais fugaz dos escritos, o artigo de jornal. De facto, no livro o que vemos é uma compilação de artigos publicados em jornais brasileiros entre os anos de 1894 e 1905 e publicados em 1907.

*Engenheiro florestal, Dr. em Meio Ambiente e Desenvolvimento - Brasil

Monteiro Lobato, o petróleo e a prisão

2008-01-02
Por Edson Struminski *
Monteiro Lobato
Monteiro Lobato

Todo o fervor ideológico nacionalista que surgiu a partir da Revolução de 1930 no Brasil serviu também para realçar a consciência do atraso do país em relação a outros países do mundo. O que os pensadores da época viam eram estados fortes, novas tecnologias, exploração plena dos recursos naturais e sonhavam com um Brasil plenamente desenvolvido.

*Engenheiro florestal, Dr. em Meio Ambiente e Desenvolvimento - Brasil 

A política ambiental na era Vargas

Artigo

2007-06-03
Por Edson Struminski *
Edson Struminski
Edson Struminski

Após os anos 1920, a fórmula liberal se esvazia no Brasil e reflui com a perda de líderes como Rui Barbosa (1849/1923), com a falta de plataformas sociais representativas e com a ascensão de Getúlio Vargas (1883/1954), ao plano nacional. O liberalismo chegou ao fim da República Velha brasileira destroçado, dissociado da evolução do liberalismo mundial e circunscrito ao Estado de São Paulo. Já o antigo conservadorismo católico, remanescente do Império, abandonou as pretensões monarquistas e acabou se nutrindo de vertentes fascistas (integralismo), enquanto o socialismo democrático acabaria o período também com feição autoritária.

* Engenheiro Florestal e doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento, Brasil

Retratos do Brasil na Primeira República

2007-03-04
Por Edson Struminski
Edson Struminski
Edson Struminski
A ideia republicana consolidou-se no Brasil a partir do questionamento do custo absurdo e do despreparo do Império brasileiro frente a guerras internas e a confrontos como a Guerra do Paraguai (1865 - 1870), além da constatação inevitável de que o conservador império brasileiro mostrava-se incapaz de promover o progresso material a partir dos recursos naturais do país e de solucionar devidamente questões sociais, como a escravidão, almejados por parte da elite brasileira. O republicanismo surgiu assim como movimento político e social tendo como base ideológica o positivismo, doutrina francesa que chegou ao Brasil nessa época.

Natureza exuberante alimentou a «febre brasileira» entre imigrantes europeus

Artigo

2007-02-04
Por Edson Struminski
Edson Struminski
Edson Struminski
Após o fim do tráfico negreiro da África para o Brasil, que começou a ocorrer a partir de 1850, os proprietários rurais se viram às voltas com o problema de renovar a mão-de-obra para as suas lavouras. O café começava a sua marcha para se tornar o principal e mais lucrativo produto de exportação brasileiro e havia também a necessidade de criação de núcleos de fornecimento de produtos de subsistência para a restante população. Além disso, o fim da Guerra do Paraguai, em 1870, mostrou para o país, que tinha apenas 10 milhões de habitantes, a necessidade de preencher seus “vazios populacionais” em relação aos países vizinhos, Assim, aquela década no Brasil foi marcada pelo início do incremento populacional com a chegada de imigrantes europeus.

D. Pedro II adoptou o romantismo naturalista para consolidar o Império no Brasil

Artigo

2007-01-04
Por Edson Struminski
Edson Struminski
Edson Struminski
O Império brasileiro é certamente uma instituição singular na geografia política da América e um momento único na história brasileira. O Império contribuiu para a sustentabilidade do país com a manutenção do sentido da nação e com a unidade do território, relativamente pouco afectado por guerras e revoluções desagregantes (como aconteceu na América espanhola). Da transição do período colonial português para o imperial brasileiro, mantiveram-se estruturas de governo funcionais, algumas instituições científicas e técnicas criadas durante a permanência de D.João VI no Brasil e experiências modernizadoras (reflexos da Revolução Industrial mundial), mas principalmente um espaço físico ainda desocupado e subexplorado e, portanto, passível de experiências civilizatórias e de elaboração de discursos.

Perelman e a Conjectura de Poincaré

Artigo

2006-11-01
Por João Oliveira Baptista *

O Congresso Internacional dos Matemáticos 2006, que decorreu em Agosto em Madrid, foi largamente dominado pela polémica em torno de Grigori Perelman, o matemático russo que recentemente resolveu a Conjectura de Poincaré, um dos mais famosos problemas matemáticos do século XX. Pela importância do seu trabalho o congresso atribuiu a Perelman uma medalha Fields, o mais prestigiado prémio do mundo da matemática, distinguindo ao mesmo tempo três outros matemáticos --- um alemão, um australiano e um segundo russo. Ao contrário dos outros, porém, Perelman não compareceu à cerimónia e recusou o galardão, o que aconteceu pela primeira vez na história da medalha Fields. Numa entrevista dada posteriormente à revista «New Yorker», Perelman justificou-se dizendo que o prémio «era completamente irrelevante» para ele. «Todos perceberam que se a demonstração está correcta não é necessário nenhum outro tributo».

* Recém-doutorado em matemática em Cambridge.

Produção de texto: uma questão de diálogo

Artigo

2006-09-12
Por Por Ivana Quintão de Andrade *

“Aprender a escrever é, em grande parte, se não principalmente, aprender a encontrar ideias e concactená-las, pois, assim como não é possível dar o que não se tem, não se pode transmitir o que a mente não criou ou não aprovisionou...” (Othon Garcia)

 

 

A produção textual é uma actividade verbal, empreendida pelo falante, com fins sociais, isto é, o autor de um texto procura transmitir seus propósitos ao destinatário, por meio do trabalho com a palavra escrita. Desse modo, considerando que o texto é a materialidade linguística que permeia a relação autor-leitor, podemos afirmar que a produção de texto é uma actividade dialógica, visto que os interactuantes, de maneiras diversas, se acham envolvidos nesse processo.

* Ivana Quintão de Andrade é professora de Língua Portuguesa na Faculdade Paraíso, no Rio de Janeiro.

Metacognição na Internet

Artigo

2006-08-26
Por Por Maurício Peixoto *

A metacognição surge na literatura científica durante a década de 70 como um discurso de segundo nível sobre a cognição. Isto é, refere-se ao grau de consciência que o aprendiz possui sobre o seu próprio processo de aprendizagem. Até ao momento, tem-se desenvolvido em duas grandes áreas. Por um lado, em estudos básicos visando compreender o processo de aprendizagem. Por outro, de forma mais aplicada, como ferramenta no processo de ensino-aprendizagem.

*   Professor Adjunto do Laboratório de Currículo e Ensino; NUTES - Núcleo de Tecnologia para a Saúde; UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro. O artigo é co-assinado por   Roberta Pereira Coutinho; Marcos António Gomes Brandão; Viviane Modesto Ferraz

Lutzenberger: pioneiro do ambientalismo brasileiro

Artigo

2006-08-20
Por Por Jairo Brasil Vieira *

Segundo John Maynard Keynes, as necessidades humanas podem parecer insaciáveis, sejam elas absolutas (aquelas que sentimos seja qual for a situação de existência), sejam elas relativas (aquelas que sentimos caso as satisfações nos impulsionem ou nos façam superiores a nossos amigos). Para ele, “as necessidades de segunda classe, aquelas que satisfazem ao desejo pela superioridade, podem certamente ser insaciáveis, desde o mais baixo até os níveis mais elevados”.

*   Pós-graduado em História do Brasil Contemporâneo pela União Pioneira de Integração Social de Brasília com a monografia: “José Antonio Lutzenberger - um estímulo ao movimento ambientalista brasileiro na década de 1970”.  jairobras@brturbo.com

ND - Os subtítulos são da responsabilidade de CH

Disfunção neuroquímica e o deficit no lobo frontal

Artigo

2006-08-14
Por Por Lucinete de Freitas Messina e Klaus Bruno Tiedemann *

No final dos anos 60 muito já era sabido sobre TDAH, mas a falta de nova evidência ligando a síndrome a bases biológicas começou a criar discussões sobre a existência da síndrome. Muitos acreditavam que o transtorno era uma tentativa de livrar os pais da culpa por filhos mimados e mal comportados. Depois deste período de incertezas, novas descobertas começaram a ser feitas ligando os problemas associados com o TDAH com certos tipos de neurotransmissores.

Departamento de Neurociências e  Comportamento do Instituto de  Psicologia da Universidade  de São Paulo - Brasil

Substâncias psicoactivas em adolescentes de uma escola secundária

Resultados de um estudo feito em Vila Real

2006-07-28
«Todos os consumos são mais elevados no sexo masculino e a classe etária dos 16 e mais anos é a que apresenta uma percentagem de consumidores mais elevada, excepto, no consumo de drogas ilícitas, em que a classe etária com maior percentagem de consumidores, é a dos 13-15 anos, o que é preocupante». Esta é uma das conclusões de um artigo escrito, como primeiro autor, por Amâncio de Carvalho, professor adjunto da Escola Superior de Enfermagem de Vila Real, em co-autoria com outros docentes daquela escola e da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, da mesma cidade. Constituem a equipa do Projecto "Promove a tua saúde".

Ciência Hoje publica este trabalho permitindo o seu download em formato PDF que assegura a leitura dos quadros explicativos tal e qual nos foram enviados. Segundo os seus autores, com este estudo, liderado por Maria do Carmo Pires e Sousa, pretendeu-se caracterizar o consumo de substâncias psicoactivas, em 678 alunos do 7º ao 10º ano de escolaridade.



Download do estudo (ficheiro .pdf - 119 kb)

Relógios de Sol: do passado lento ao futuro (inexoravelmente) acelerado

2006-04-18
Por Por Carla Pereira *

O relógio de Sol não apareceu repentinamente como uma descoberta extraordinária, num determinado momento isolado da história; desenvolveu-se lentamente como consequência do estudo dos movimentos aparentes do Sol na esfera celeste. Basicamente, um relógio de Sol é constituído por um objecto de espessura desprezável (o gnómon), que, quando exposto ao Sol, projecta a sua sombra numa superfície onde se encontra marcada uma escala devidamente graduada que nos indica as horas.

* Professora na área de química, Carla Pereira fez o mestrado com um estudo sobre relógios de Sol

Comente este artigo no Fórum A Ciência em Portugal

Uma sequência rápida de ressonância magnética para estudo da epilepsia do lobo temporal

2006-03-24
Por Por Pedro M. Gonçalves Pereira *

A Epilepsia do Lobo Temporal (TLE) é um das síndromes mais frequentes de epilepsia. A fisiopatologia desta síndrome envolve diversas estruturas límbicas, sendo o hipocampo e a amígdala as mais estudadas, e a sua patologia designada por esclerose mesial. Devido à singularidade da esclerose mesial, a maior parte da investigação anatomo-fisiológica tem sido dirigida para esta região cerebral. Esta lesão consiste na perda neuronal e gliose reactiva do hipocampo (mais frequentemente) e da amígdala (menos frequente e geralmente associada à lesão do hipocampo).

* Pedro M. Gonçalves Pereira, primeiro autor deste artigo, é médico-interno de Neuroradiologia no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, assistente da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior e da Escola Superior de Tecnologias da Saúde (Instituto Politécnico do Porto).

O que é a Nanoquímica?

2006-03-09
Por Por Tito Trindade *

A Nanotecnologia e Nanociências (N&N) constituem uma área emergente do conhecimento científico que terá um impacto elevado na nossa sociedade. A escala nanométrica (1 metro = 1 000 000 000 nanómetros) é característica de objectos com tamanhos entre as dimensões das moléculas e as de partículas submicrométricas. Talvez por isso, os termos N&N têm vindo a ser utilizados em diferentes contextos e em relação a quase tudo o que se possa medir à escala nano.

* Tito Trindade é doutorado em Química Inorgânica pelo Imperial College de Londres. É actualmente Professor Associado da Universidade de Aveiro onde tem desenvolvido investigação e actividades pedagógicas, nomeadamente no âmbito da Nanoquímica.

Uma nova dimensão do fogo

2006-02-26
Por Por Filomena Camões *

A comunicação social, quando não é a experiência pessoal, dá-nos conta dos incêndios florestais que, com maior incidência em algumas regiões do Globo, nomeadamente Portugal, Verão após Verão, num crescendo de violência, vão espalhando a destruição e a dor. Fala-se em actos criminosos, em matas por limpar, em floresta desordenada, em descargas eléctricas de trovoadas ou de linhas de alta tensão, em pontas de cigarro, em falta de medidas de vigilância e ataque aos incêndios, etc. Tudo é verdade, mas não tem sido o suficiente, para combater a catástrofe. Melhor que combater é prevenir, e para isso, é fundamental que se recorra a todo o conhecimento existente para avaliação do risco de incêndio e definição de índices que traduzam quantitativamente esse risco. Na época transacta começaram a ser divulgados sinais de alerta para as diferentes regiões na forma de sinais luminosos, vermelho, laranja e verde.

* Professora associada com agregação em Química - Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

O dilema do prisioneiro ou dinâmicas evolucionárias dos dilemas sociais em populações heterogéneas estruturadas

2006-02-21
Por Por Francisco Santos *

Desde os anos 50 que o dilema do prisioneiro constitui uma das principais metáforas no estudo da cooperação entre indivíduos que não apresentam qualquer grau de parentesco, sendo que mais recentemente outros dilemas como da pomba-falcão ou o da caça ao veado têm vindo a despertar crescente interesse. Diferentes dilemas estabelecem diferentes tipos de ameaça à cooperação mútua entre indivíduos: Enquanto no dilema da pomba-falcão, a cooperação mútua é inibida pela tentação de explorar o próximo, no dilema da caça ao veado a cooperação mútua é inibida pelo medo de ser explorado pelo próximo. Por sua vez, no dilema do prisioneiro ambas as ameaças se manifestam em simultâneo.

* Francisco Santos é o primeiro autor de um artigo publicado a semana passada na revista PNAS e faz aqui um resumo desse mesmo trabalho. No final deste trabalho pode encontrar elementos sobre os autores e sobre a própria revista.

Desenvolvimento rural sustentável: utilização de conhecimentos da psicologia ambiental em diagnósticos participativos

2005-12-10
Por *Por José Maria Gusman Ferraz *, Marlise A. Bassani ** e Miguel Ângelo da Silveira ***

A sociedade moderna industrializada está organizada em torno de um símbolo predominante, a tecnologia. A agricultura não foge a esta regra e considerando que os recursos ambientais são limitados, e que estão sujeitos aos sérios impactos decorrentes das práticas humanas, por intermédio do uso de diferentes tecnologias esbanjadoras de energia e altamente poluentes, são muito importantes os estudos que visam promover o desenvolvimento sustentável tendo em conta processos sócioambientais.

*    Pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (ferraz@cnpma.embrapa.br)

**   Professora da PUS SP

***  Pesquisador da Embrapa Meio Ambiente

Valoração ambiental

2005-12-07
Por Por João Fernando Marques, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente *

Uma das principais questões debatidas actualmente quando se trata das relações entre os sistemas económicos e os sistemas ecológicos ou ambientais refere-se ao processo de se associar valores económicos aos bens e serviços ambientais. O processo de valoração económica do meio ambiente tem-se constituído em um amplo e importante campo de pesquisas teóricas e trabalhos empíricos. Claramente, por se tratar de um ramo da ciência que envolve o comportamento humano, não é desprovido de controvérsias, advindas de preferências teóricas e metodológicas.

* marques@cnpma.embrapa.br

Uso agrícola de composto de lixo urbano: benefício ou prejuízo?

2005-12-05
Por Por Adriana M. M. Pires *

A parcela urbana da população brasileira cresceu de 36% para 75% entre as décadas de 50 e 90. A urbanização ocorreu de maneira desorganizada, e regras de protecção ao meio ambiente e ao cidadão não foram respeitadas. Com isso, as cidades formaram-se sem infra-estrutura e disponibilidade de serviços urbanos capazes de comportar a população. Portanto, os grandes centros urbanos concentram também os maiores problemas ambientais, cuja complexidade exige tratamento especial e interdisciplinar. A degradação do meio ambiente não é um problema exclusivamente brasileiro, vários países passaram por problemas semelhantes e buscaram soluções que garantiram a qualidade de vida dos cidadãos sem prejudicar o desenvolvimento económico. O Brasil começa a despertar para a necessidade de conservação do meio ambiente, implementando instrumentos legais para resolvê-los e incentivando actividades que resultem em ganhos ambientais. A Embrapa, cuja missão é “viabilizar soluções para o desenvolvimento sustentável do espaço rural, com foco no agronegócio, por meio da geração, adaptação e transferência de conhecimentos e tecnologias, em benefício dos diversos segmentos da sociedade brasileira” tem participado altivamente desse processo, utilizando seus recursos humanos e conhecimentos para subsidiar e promover políticas públicas relacionadas à conservação do meio ambiente e à agricultura brasileira.

* Pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente

adriana@cnpma.embrapa.br

Encruzilhadas - Parte II

2005-11-01
Por Por Vítor Oliveira Jorge
 O que neste texto possa haver de mais marcadamente pessoal ou auto-biográfico terá, como é evidente, menos interesse do que aquilo que, nele, eventualmente puder ultrapassar-me, ser útil ao leitor. É esse espírito com que o publico. Um testemunho pode ser esclarecedor sobre uma actividade e uma época, para além daquilo que o próprio autor imagina, ou que a tradicional modéstia científica (algo hipócrita, diga-se) habitualmente aconselha. Nunca me revi nesses falsos actos de contenção ou contrição. A ciência, tal como a arte, é feita por pessoas e ambos são produtos históricos como outros quaisquer. Reflectir sobre o essencial da minha vida de arqueólogo, sem escamotear o carácter eminentemente subjectivo dessa auto-avaliação, eis o meu fito aqui.

Encruzilhadas, perspectivas e contributos à arquelogia portuguesa - Parte I

Uma auto-reflexão restrospectiva

2005-11-01
Por Por Vítor Oliveira Jorge

O que neste texto possa haver de mais marcadamente pessoal ou auto-biográfico terá, como é evidente, menos interesse do que aquilo que, nele, eventualmente puder ultrapassar-me, ser útil ao leitor. É esse espírito com que o publico. Um testemunho pode ser esclarecedor sobre uma actividade e uma época, para além daquilo que o próprio autor imagina, ou que a tradicional modéstia científica (algo hipócrita, diga-se) habitualmente aconselha. Nunca me revi nesses falsos actos de contenção ou contrição. A ciência, tal como a arte, é feita por pessoas e ambos são produtos históricos como outros quaisquer. Reflectir sobre o essencial da minha vida de arqueólogo, sem escamotear o carácter eminentemente subjectivo dessa auto-avaliação, eis o meu fito aqui.

N.D - Este é um longo trabalho ao modo de reflexão autobiográfica de Vítor Oliveira Jorge. A extensão do texto leva à sua divisão em partes I e II. A Parte II pode ser consultada em Revista/ Artigos.

Com uma camisa a condizer

2005-02-11
Por Por Paulo Pereira (Centro de Oftalmologia, Instituto Biomédico de Investigação da Luz e Imagem, 'IBILI', Universidade de Coimbra

Talvez não cause grande espanto nem perplexidades maiores a constatação, quase resignada, de que os cientistas se vestem por pudor ou porque está frio, que compram as roupas erradas na estação errada, que cortam o cabelo para não lhe cair nos olhos, que vêm os filmes protagonizados pelos heróis acidentais, que não sabem pendurar quadros nas paredes ou escolher móveis para as salas e outras coisas assim. O pós-modernismo, o construtivismo, o funcionalismo, o surrealismo, o expressionismo abstracto, a arte conceptual, são conceitos, ou em muitos dos casos apenas palavras, que nos deixam tão indiferentes como o nome dos novos criadores de moda Belgas. Parece, de resto, constituir uma observação quase incontestada que os cientistas tem aquilo a que, sem grandes reflexões ou cerimónias se pode chamar, e às vezes chama, “mau gosto”. É certo que se esta descrição se aplica a alguns cientistas aplica-se também a muitas outras pessoas cujo contacto mais próximo com a ciência consiste na observação deslumbrada dos glutões a devorarem as nódoas deixadas, na toalha, pelo molho do leitão à bairrada.

A publicação deste texto resulta de um acordo entre a ANBIOQ (Associação Nacional de Bioquímicos) e o Ciência Hoje.

Bioquê?!!

Quando o assunto é bioquímica e os bioquímicos não respondem

2005-02-11
Por Por Miguel Castanho (Centro de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa)

No verão, em pleno Agosto, quando a política abranda e o futebol estagna, a comunicação social procura interesses menos habituais. É nessa altura que mais se pode ler sobre ciência em jornais generalistas e é a melhor oportunidade de apreciar a forma como a ciência aparece ao grande público. Neste verão, um colunista do Público [1] advertia o leitor das más intenções do «lóbi científico, o qual no caso depende da indústria farmacêutica» (sic). E o “caso” é o da «autorização da produção laboratorial de embriões humanos para serem usados como células estaminais» no Reino Unido. Independentemente da dimensão ética e cultural, muito justamente debatida, surpreende ver a comunidade científica retratada como um lóbi. E não me pronuncio sobre a acusação de ser um lóbi na dependência de (logo, às ordens de) sectores industriais.

Este texto é publicado na sequência de um acordo entre a ANBIOQ (Associação Nacional de Bioquímicos) e o Ciência Hoje.

Todas as notícias desta secção:

COHiTEC 2010 – Das ideias ao negócio (2010-08-04)
Euclides da Cunha e os fazedores de desertos (2008-01-15)
Monteiro Lobato, o petróleo e a prisão (2008-01-02)
A política ambiental na era Vargas (2007-06-03)
Retratos do Brasil na Primeira República (2007-03-04)
Natureza exuberante alimentou a «febre brasileira» entre imigrantes europeus (2007-02-04)
D. Pedro II adoptou o romantismo naturalista para consolidar o Império no Brasil (2007-01-04)
Perelman e a Conjectura de Poincaré (2006-11-01)
Produção de texto: uma questão de diálogo (2006-09-12)
Metacognição na Internet (2006-08-26)
Lutzenberger: pioneiro do ambientalismo brasileiro (2006-08-20)
Disfunção neuroquímica e o deficit no lobo frontal (2006-08-14)
Substâncias psicoactivas em adolescentes de uma escola secundária (2006-07-28)
Relógios de Sol: do passado lento ao futuro (inexoravelmente) acelerado (2006-04-18)
Uma sequência rápida de ressonância magnética para estudo da epilepsia do lobo temporal (2006-03-24)
O que é a Nanoquímica? (2006-03-09)
Uma nova dimensão do fogo (2006-02-26)
O dilema do prisioneiro ou dinâmicas evolucionárias dos dilemas sociais em populações heterogéneas estruturadas (2006-02-21)
Desenvolvimento rural sustentável: utilização de conhecimentos da psicologia ambiental em diagnósticos participativos (2005-12-10)
Valoração ambiental (2005-12-07)
Uso agrícola de composto de lixo urbano: benefício ou prejuízo? (2005-12-05)
Encruzilhadas - Parte II (2005-11-01)
Encruzilhadas, perspectivas e contributos à arquelogia portuguesa - Parte I (2005-11-01)
Com uma camisa a condizer (2005-02-11)
Bioquê?!! (2005-02-11)

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